Saúde: grupo de pesquisa da UFMG lança livro grátis para desmistificar dúvidas sobre a alimentação

Saúde: grupo de pesquisa da UFMG lança livro grátis para desmistificar dúvidas sobre a alimentação

O Grupo de Pesquisas de Intervenções em Nutrição (GIN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Ministério da Saúde desenvolveram o livro com o título “Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição – material de apoio para profissionais de saúde”.

De acordo com Mariana Carvalho de Menezes, coautora do material, nutricionista, mestre e doutoranda em Saúde e Enfermagem pela UFMG, o livro foi criado diante da necessidade de melhorar as ações de promoção da alimentação saudável e faz parte do projeto denominado PAAS – “Programa de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável na Atenção Básica à Saúde”.

Segundo Mariana, atualmente existe uma grande repercussão do tema alimentação e uma alta quantidade de notícias veiculadas sobre dietas e o culto à beleza. Por isso é importante a população estar informada, para entender que “dietas da moda” não são necessariamente saudáveis e muitas vezes não possuem embasamento científico. “Essas dietas podem criar expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdida. Além disso, podem causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde se conduzidas por um longo período”, afirma.

“A proposta do livro, que está sendo distribuído gratuitamente para a população e profissionais de saúde, é proporcionar acesso à informação sobre nutrição, desmistificando dúvidas sobre a alimentação. Nossa proposta é apoiar a autonomia de famílias e comunidades, facilitando o acesso ao conhecimento e contribuindo para que tomem decisões alimentares adequadas à sua realidade”, explica.

O livro pode ser baixado de graça através do link:

http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/desmistificando_duvidas_alimentacao.pdf

livro-desmitificando-duvidas-sobre-alimentação-e-nutrição

*O livro foi construído por pesquisadores do Grupo de Pesquisas de Intervenções em Nutrição (GIN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Ministério da Saúde. O GIN constitui um grupo com características multidisciplinares, reconhecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), envolvendo pesquisadores que participam de relevantes atividades de ensino e extensão na área de Nutrição com foco na alimentação saudável em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte – MG e Ministério da Saúde.

Novidades nos tratamentos minimamente invasivos de coluna são apresentadas em evento

Novidades nos tratamentos minimamente invasivos de coluna são apresentadas em evento

“Técnicas cirúrgicas precisas e seguras: essa é a nova realidade da medicina, aos poucos incorporada por médicos interessados no bem-estar do paciente, em primeiro lugar”

Atualmente, a tecnologia aliada à expertise dos médicos têm proporcionado avanços nas mais variadas especialidades. Uma delas vem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e dar mais segurança nos procedimentos realizados. A cirurgia minimamente invasiva de coluna está cada vez mais precisa e simples. Atualmente, já é possível fazer a retirada de uma hérnia de disco por uma mínima abertura. Tais inovações são aos poucos incorporadas à medicina.

Pensando na importância de cada uma dessas novidades é que eventos como o XIII Simpósio Internacional de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas de Coluna (XIII SIMINCO) e o V Congresso Brasileiro de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas de Coluna (V COMINCO), que acontecem nos próximos dias 27, 28, 29 e 30 de julho, no Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo (27) e WTC Brasil (28, 29, 30) são tão importantes. O evento já é tradicional na comunidade médica e conta com a liderança do Dr. Pil Sun Choi, referência na área de cirurgia minimamente invasiva de coluna.

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Nova técnica promete alívio para o refluxo

Nova técnica promete alívio para o refluxo

Um nova técnica de tratamento para o refluxo já está disponível no Brasil. Ela consiste na implantação de um dispositivo, chamado EndoStim, de forma minimamente invasiva, na região do esfíncter inferior do esôfago para a sua estimulação elétrica, a fim de corrigir problemas no seu funcionamento.

Pele: no inverno também é preciso cuidar

Pele: no inverno também é preciso cuidar

A pele é o maior órgão do corpo humano e necessita de cuidados especiais durante o inverno, principalmente quando o frio está intenso, a fim de evitar ressecamento e alergias. Um exemplo comum é o uso do protetor solar. Engana-se quem pensa que no inverno ele pode ser dispensado. Assim como no verão, a pele precisa ser protegida contra os raios UVA e UVB, que continuam incidindo durante o inverno e são causadores do câncer de pele. Passar protetor é uma forma de se prevenir contra doenças na pele, como o câncer de pele e o melanoma.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele responde por 25% de todos os tumores malignos registrados no País, e deve ter 181 mil novos casos este ano, sendo que 98 mil devem atingir as mulheres. Para se proteger é preciso usar filtro solar com FPS de no mínimo 30. O protetor também ajuda a evitar o aparecimento de manchas e o envelhecimento cutâneo. Outro cuidado importante com a pele no inverno é com a hidratação.

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O ressecamento da pele acontece nessa época do ano porque no frio ficamos em ambientes mais secos, suamos menos e a pele produz menos sebo. Por isso, aumentam bastante os quadros de alergias decorrentes da pele seca. Assim, é fundamental caprichar e hidratar todo o corpo depois do banho, com hidratantes específicos para rosto e corpo. Esse é o melhor momento para hidratar, pois além de penetrar mais, o hidratante também faz uma barreira de proteção que evita a perda de água da pele.

O banho não deve ser muito quente – o ideal é tomar banhos mornos e diminuir o uso do sabonete, especialmente em partes que já tendem a ser mais secas, como braços e pernas. Também não é bom esfregar com buchas, que tiram a proteção natural da pele. Os lábios também merecem atenção especial para evitar o ressecamento: é preciso usar hidratantes labiais com maior frequência. Ao ar livre, o ideal  é sempre ficar na sombra,  usar bonés, chapéus e óculos escuros para proteger os olhos. E, por fim, beber bastante água e incluir frutas suculentas na dieta é essencial, para manter a pele hidratada durante todo o inverno.

 

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*Por Paula Cristina de Faria Sanchez, médica dermatologista e integrante do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

 

Saúde respiratória: como proteger as crianças no inverno

Saúde respiratória: como proteger as crianças no inverno

No inverno é comum que a circulação de vírus diversos se intensifique, aumentando consideravelmente o número de casos de infecções respiratórias. E isto, pode ser um alerta aos pais, que precisam estar atentos nos cuidados com os pequenos, uma vez que as crianças costumam ser as mais afetadas.

Segundo o Dr. Alfonso Eduardo Alvarez, vice-presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), entre as principais infecções que podem atingir os pequenos no período mais frio do ano estão os resfriados, a gripe e a bronquiolite. 

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O pneumologista explica que os resfriados comuns não são virais e costumam apresentar quadros de tosse, escorrimento e secreção nasal, necessitando de cuidados mais básicos como bastante hidratação e limpeza nasal. “Com medidas simples, é possível coibir a evolução do caso. Se não cuidada, a secreção pode migrar para o ouvido, causando a sinusite, que precisa de tratamento com antibiótico”, alerta o especialista.

Já a gripe, diferente do resfriado, é provocada pelo vírus influenza e pode ter um comportamento bem mais agressivo. Dr. Alfonso conta que os principais sintomas apresentados pelo paciente são febre alta, tosse, mal-estar, dor no corpo e dificuldade em respirar. Quanto às formas de tratamento, Alvarez destaca a vacina e o medicamento antiviral. “O cuidado nesse caso é fundamental para evitar o desencadeamento de outras complicações graves, como a pneumonia”, explica.

Por último, a bronquiolite pode se manifestar em crises de chiado no peito, sendo provocada pelo vírus sincicial respiratório. Essa infeção pode levar a quadros de insuficiência respiratória e internação, caso não seja tratada corretamente.

Formas de prevenção

A forma mais eficaz de proteger as crianças nesse período do ano é evitar a exposição aos vírus, presentes especialmente em lugares fechados ou com grandes aglomerações – a ser evitados para prevenir o quadro. “Principalmente nos dois primeiros anos de vida, estas doenças podem ser mais perigosas, por isso a atenção deve ser redobrada”, afirma.

Nas escolas, classes com maior quantidade de alunos são mais propensas a transmissão destas patologias, devido ao número de crianças no mesmo ambiente, o que pode facilitar a sua propagação. “É fundamental manter a imunização atualizada com as vacinas, sobretudo contra a gripe, que pode ser aplicada a partir dos seis meses de idade. O impacto do vírus poderá ser menor e prevenir o agravamento do quadro”, conclui. 

Dicas de prevenção

  • Estimular a criança lavar bem as mãos com água e sabão;
  • Adotar o uso com álcool em gel;
  • Para as crianças maiores, ensinar a evitar a levar as mãos sujas aos olhos, boca ou nariz;
  • Para as menores, manter as mãos sempre limpas;
  • Evitar ir com as crianças em ambientes com aglomeração;
  • Limpar a casa com pano úmido;
  • Oferecer sempre bastante líquido;
  • Lavar o nariz da criança com soro fisiológico;
  • Usar umidificador para evitar o ressecamento das vias aéreas.

 

Mamães, alguma dica para compartilhar? Deixe nos comentários!

 

Dr. Alfonso-Eduardo-Alvarez*Alfonso Eduardo Alvarez é pneumologista e vice-presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Multimorbidade: veja ela como atinge a vida e a rotina dos idosos

Multimorbidade: veja ela como atinge a vida e a rotina dos idosos

Multimorbidade é a situação em que a pessoa vive com duas ou mais doenças crônicas, como asma, problemas na coluna, reumatismo, hipertensão, diabetes, câncer, entre outras. Esta condição é uma realidade no cenário de envelhecimento da população mundial, atingindo dois em cada três idosos.

Para entender como a multimordidade afeta o dia a dia dos idosos, e como a situação deve ser administrada em meio a tantos tratamentos e ingestão de medicamentos, entrevistamos a médica e coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed do Brasil, Silvia Esposito.

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1. Como o idoso consegue lidar com tantos medicamentos e com os diferentes efeitos de cada um deles?

Para que o idoso possa gerenciar a utilização de diversos medicamentos e seus efeitos, o mais recomendável é que ele possa contar com um médico generalista, como médico de família, responsável pela coordenação do cuidado. Este profissional pode avaliar as interações medicamentosas para melhor adequação, se necessário. Devido à dificuldade em encontrar este perfil médico também é possível buscar o atendimento junto a um geriatra.

2. Com tantos médicos dando instruções diferentes para cada doença, como o idoso define quais são os cuidados prioritários?

O paciente deve sempre seguir as recomendações do médico generalista, pois é este profissional que fará a coordenação do cuidado a partir da visão completa do histórico deste paciente.

3. Quais as alternativas do paciente para promover melhorias em sua qualidade de vida?

Sugerimos que o paciente, ou seus familiares e cuidadores, aprendam comportamentos importantes de autocuidado. Desta forma, junto à equipe de saúde coordenadora do trato, será mais fácil prevenir problemas e saber o que fazer, ou quem procurar, na ocorrência de condições adversas.

4. É possível que o paciente coloque os diferentes especialistas que o acompanham em contato para obter orientações completas? O geriatra tem esse papel?

Sim, o geriatra pode ter este papel. Há instituições que já começaram a utilizar prontuários eletrônicos para integração dos dados e auxílio no conhecimento do histórico integral do paciente.

5. Qual o papel do sistema de saúde, seja público ou privado, para garantir a assistência eficiente a esses pacientes? Como estão estruturados hoje?

De modo geral o modelo de assistência à saúde precisa ser reformulado. É fundamental investir na medicina preventiva e em ações integradas que beneficiem a qualidade de vida dos beneficiários de planos de saúde, pois o sistema público não está adequadamente dimensionado, o que acaba por não efetivar o cuidado integral ao cidadão. O sistema de saúde privado está ainda trabalhando no modelo fee-for-service (pagamento por serviço), que não é sustentável, pois mostra muito desperdício e pouca qualidade.

6. Quais as referências em outros países?

Holanda, Inglaterra, Canadá e França estão entre os países considerados referências pelo trabalho desenvolvido com atenção primária à saúde. Esses países alcançaram não só a qualidade do atendimento, por meio de um serviço de atenção primária estruturado, mas também a eficiência nos custos médicos.

Médica-Sílvia-Esposito*Sílvia Esposito é coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed do Brasil,pós-graduada em Promoção da Saúde e Medicina do Trabalho e especializada em Pediatria e Alergia Pediátrica. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos.