Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

O clima mais frio do ano requer uma série de cuidados com a saúde. Por isso, o coração não deve ser deixado de lado. Especialista mostra como reduzir estes riscos.

O inverno chegou com tudo no Brasil. Basta observar a queda acentuada das temperaturas em grande parte do país nos últimos dias. E juntamente com o frio, uma série de cuidados devem ser tomados para evitar problemas à saúde. O coração também deve ser alvo destes cuidados. Basta observar que dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam que o número de infartos nesta época do ano pode aumentar em até 30%. As razões disso, explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano, “em temperaturas mais frias o corpo entra em vasoconstrição, reduzindo o calibre das nossas artérias e com isso pode ocorrer a elevação da pressão arterial”.

Infarto no inverno

Segundo o cardiologista, uma atenção especial deve ser dada para quem já possui doenças prévias do coração, e principalmente doença das coronárias. “A passagem de sangue pelos vasos já está sendo parcialmente bloqueada por placas de aterosclerose. No inverno essa condição pode piorar. Afinal, no frio, a constrição das artérias reduz mais ainda o fluxo sanguíneo pelo corpo e pela coronária, e o que pode ocorrer? Aumento do risco de Infarto”.

Outra questão a ser observada nesta época do ano é na má alimentação, orienta o cardiologista. “O corpo precisa de mais energia para manter a temperatura ideal, e por isso o organismo pede mais comida. O problema é que para suprir esta vontade a pessoa acaba ingerindo alimentos mais calóricos e gordurosos. Se por um lado a comida gordurosa parece ser uma fonte mais eficiente para fornecer energia, alimentar-se mal, pode acelerar ainda mais o processo de aterosclerose, entupindo as artérias do coração, e levando ao infarto”, acrescenta. E um grave problema também que precisa ser destacado é a redução de exercício físico: “as pessoas tendem a se exercitar ainda menos no frio, e sabemos que pessoas sedentárias estão mais propensas a terem doenças cardiovasculares. Além disso, o exercício provoca uma vasodilatação arterial, garantindo o fluxo adequado para os nossos órgãos”, explica.

Por fim, o mais importante de tudo, reforça Dr. Yano, é manter o acompanhamento clínico de forma periódica: “Mantendo a saúde em dia e controlando os fatores de risco, certamente futuras complicações serão evitadas. Diante de um cenário de pandemia, mantenha o equilíbrio emocional e siga sempre as orientações do seu médico. Assim poderá evitar que enfermidades, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, obesidade, ou até mesmo um infarto atrapalhem a sua vida”, completa.

Dr. Roberto YanoDr. Roberto Yano é Médico, Cardiologista, Especialista em Marca-passo (AMB).

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Conversa no canal de YouTube contará com cinco médicos urologistas para debater a Infecção do Trato Urinário (ITU), que costuma se agravar durante o inverno

A São Pietro Saúde irá realizar uma live gratuita sobre infecção urinária. Com a chegada do inverno e dos dias mais frios, tradicionalmente há um aumento no número de casos desta infecção, atingindo especialmente a população feminina – mas também homens, crianças e idosos. Causas, sintomas e tratamento serão os principais aspectos debatidos por cinco médicos urologistas no canal de YouTube do Grupo São Pietro na terça-feira, dia 29 de junho, a partir das 19h30.

A Infecção do Trato Urinário (ITU) afeta de 50% a 80% das mulheres em algum momento da vida, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. No entanto, não é um problema apenas da população feminina, especialmente nos meses mais frios do ano. As pessoas tendem a ingerir menos líquido com a diminuição do calor, tendo como consequência menos vontade de urinar, prejudicando a limpeza do canal da uretra.

Live sobre infecção urinaria

“Existem diversas atitudes simples que as pessoas podem adotar no dia a dia para reduzir os riscos de uma infecção urinária. Beber água com frequência, por exemplo, tem grande relevância para a eliminação de resíduos prejudiciais na bexiga. A prevenção e o cuidado permanente com o corpo e o bem-estar são sempre o melhor caminho para uma vida saudável”, afirma o Dr. Felipe Rocha, médico da São Pietro Saúde com especialização em Cirurgia Geral e Urologia.

Durante a live da São Pietro Saúde, os médicos urologistas irão diferenciar as infecções urinárias mais prevalentes. Enquanto a pielonefrite acomete os rins, a cistite afeta a bexiga e a uretrite impacta a região da uretra. Saber detectar os sintomas mais recorrentes, diagnosticar e agir preventivamente são alguns dos pontos importantes para evitar que a ITU leve a quadros mais graves de saúde.

“A infecção urinária é um problema grave por ser uma patologia muito frequente a nossa comunidade, acometendo principalmente as mulheres, em uma proporção de 10 a 20 vezes maior que os homens”, alerta o Dr. Felipe Rocha. Ainda de acordo com o médico, “48% das mulheres apresentam pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, estando relacionada à atividade sexual, gestação e menopausa. Isto ocorre pois as mulheres possuem uma uretra curta, facilitando a contaminação da urina com bactérias intestinais que permanecem na região vaginal. Já as infecções urinárias em homens são mais frequentes após os 50 anos, devido a patologias prostáticas que propiciam o esvaziamento incompleto da bexiga após a micção”.

O Dr. Felipe Rocha também destaca que a infecção urinária pode surgir de diversos tipos de bactérias, inclusive hospitalares. A Escherichia Coli, por exemplo, é a bactéria mais frequente na infecção urinária e faz parte da flora intestinal normal. “Isto preocupa muitos os especialistas, pois estas bactérias podem apresentar resistência aos antibióticos mais simples, sendo necessária hospitalização para seu tratamento. Devemos estar atentos aos sintomas de infecção urinária, que são: aumento da frequência urinária, dor ao urinar, urina mal cheirosa, dor lombar que podem ser seguidos de febre e mal estar”, afirma o médico urologista.

A São Pietro Saúde é referência no atendimento de urologia no Sul do Brasil. Sua unidade de Uro & Oftalmo Center localizada no Hub da Saúde Max Plaza, em Canoas, traz um atendimento humanizado e tecnologia de ponta (com equipamentos e a chancela da Zeiss Reference Center). O Grupo São Pietro ainda mantém em Porto Alegre um corpo clínico especializado para o Pronto Atendimento Urológico, no Prime Day Hospital.

Debatedores da live São Pietro Saúde sobre Infecção Urinária:

  • Dr. Daniel Consul Ferreira: médico graduado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA. Possui especializações em cirurgia geral e urologia.
  • Dra. Karin Jaeger Anzolch: graduada pela PUCRS, com especializações em cirurgia e urologia. Realizou formação complementar em urologia no Canadá e, posteriormente, em urologia feminina e disfunções miccionais. É mestre e doutora em Ciências Cirúrgicas pela UFRGS.
  • Dr. Felipe Rocha: graduado em medicina pela PUCRS, com especialização em Cirurgia Geral e Urologia. Realizou diversas formações complementares no Canadá e nos Estados Unidos em cirurgia e urologia. Suas áreas de atuação incluem a uro-oncologia, cálculos renais, estenose de uretra e deficiência androgênica do envelhecimento masculino.
  • Dr. Marcus Vinicius da Silva Azenha: graduado em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, com especializações em Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica e Urologia Pediátrica. É pesquisador do Ambulatório de Anomalias da Diferenciação Sexual (PADS).
  • Mediação do debate: Dr. Luciano Zuffo, médico urologista, Diretor da São Pietro Saúde e presidente da Somédica – Associação Médica de Canoas.
Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Especialista explica que é necessário fazer a troca da escova dental após a doença e destaca a importância dos cuidados adequados

Em tempo de pandemia o cuidado com a higienização das mãos é primordial para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus. No entanto, é preciso estar atento também em relação à saúde bucal, que tem impactos em todo o corpo, já que a boca pode ser uma porta de entrada para bactérias e outros microrganismos. E um item muito importante na prevenção de cárie, tártaro, mau hálito e outras doenças é a escova dental.

A cirurgiã-dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras de Uberlândia, Profa. Mirna Scalon Cordeiro, explica a importância da escovação dos dentes após as principais refeições. “Em nossa boca residem muitas bactérias, algumas estabelecendo relações harmônicas, mas outras que podem causar sérios problemas. O ato da escovação visa manter o equilíbrio bucal, para que essas bactérias não causem doenças dentárias ou periodontais”, detalha.

A especialista reforça que os problemas bucais podem ter repercussão para o corpo como um todo, levando a algumas situações extremas como até infecções generalizadas. “Por isso é importante manter a boca sempre saudável”, destaca a profa. Mirna Cordeiro.

Cuidados com a saúde bucal pós covid-19

Outro ponto de atenção é com a troca da escova dental. Uma dúvida muito comum é se quem teve Covid-19 precisa trocar a escova. A professora conta que a troca da escova de dentes deve acontecer sempre que se adoece, independentemente de ser Covid-19 ou outra doença. “A escova dental tem contato direto com a boca, que está repleta de bactérias, vírus e outros microrganismos. Por isso, todas as vezes que o paciente tem doenças, tais como as respiratórias, precisa fazer a troca da escova logo após a remissão dos sintomas, o que não é diferente no caso da Covid-19”, enfatiza.

A cirurgiã-dentista ressalta que o período da troca da escova dental não deve ultrapassar os três meses, mesmo se a pessoa não ficou doente. “A troca da escova dental deve acontecer a cada três meses, desde que ela seja guardada de forma correta, ou seja, em um recipiente com tampa. Outra forma de perceber que está na hora de trocar é quando a escova começar a ficar com as cerdas deformadas. Neste caso, ela não higieniza os dentes de forma correta”, pontua.

Para manter a boca saudável, a profa. Mirna Cordeiro destaca outros pontos além da escovação, como usar fio dental, ter uma boa alimentação e, visitar regularmente o cirurgião-dentista, semestralmente.

Sobre a profissional

*Mirna Cordeiro Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Uberaba (2002). Mestrado em Clínica Odontológica pela Universidade Federal de Uberlândia (2010) e Doutorado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professora e coordenadora do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – em Uberlândia-MG. É radiologista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) e responsável técnica na IDOC Radiologia Odontológica em Uberlândia-MG. Atua em diversos cursos de pós-graduação em Uberlândia e região.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

Psicóloga Ingrid Cancela dá o passo a passo para ter mais sucesso na vida profissional e pessoal

Inteligência Emocional nada mais é do que a habilidade em conseguir perceber, interpretar e gerir emoções, ponto fundamental para todos atualmente. Afinal, o mundo passa por transformações drásticas diariamente e conseguir administrar nossos sentimentos e ações diante de imprevistos e problemas é o passo zero para alcançar o sucesso pessoal, profissional e, consequentemente, manter a saúde psicológica e física em dia. Com objetivo de aprimorar o desenvolvimento desta habilidade, Ingrid Cancela, psicóloga da TopMed, empresa especializada em saúde, separou cinco dicas práticas para desenvolver inteligência emocional. Confira:

1- Praticar o autoconhecimento

“Ao longo da nossa jornada, adquirimos um olhar de quem deveríamos ser e não quem de fato somos, evitando ter contato com nossas emoções Como consequência, acabamos nos cobrando excessivamente e com isso, adoecemos. É necessário trabalhar a aceitação de quem somos de fato e como nos sentimos em determinadas situações para que, dessa forma, possamos identificar como iremos lidar com tudo à nossa volta de uma forma que funcione para nós e para os outros, também”, explica a profissional.

2- Reconheça seus limites, acertos e falhas

Sim, temos limites, falhas e acertos também. É fundamental identificar estes pontos e respeitá-los. Para Ingrid Cancela, dizer não para si mesmo e para os outros, em alguns momentos, contribui para a qualidade de vida. Também é importante identificar os acertos e as falhas pode influenciar na forma como o indivíduo irá lidar com as situações futuras.

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

3- Busque uma comunicação clara com você e com o outro

“Quando desenvolvemos uma comunicação com nós mesmos onde identificamos como estamos nos sentimos, respeitamos os nossos próprios limites, focamos em quem de fato somos, também precisamos desenvolver essa mesma comunicação clara com os outros, não só trazendo como de fato nos sentimos em relação ao que foi dito ou feito, mas também em como estabelecer os limites ao outro, e dessa forma, podemos nos permitir gerar relacionamentos mais saudáveis”, aponta.

4- Pratique empatia

Se colocar no lugar do outro contribui não só para não levar tudo para o lado pessoal, mas também deixar de manter o foco apenas em si mesmo o tempo todo. Isso contribui com o desenvolvimento do comportamento de coletividade. Esse movimento fará com que o indivíduo identifique e ajude ao próximo. Gerando atitudes mais tolerantes e compreensivas. Além de trabalhar a paciência e a generosidade em si e com os outros.

5- Trabalhe o controle das emoções

Para desenvolver o controle das emoções é necessário primeiramente entender que os pensamentos não são fatos, mas sim ideias. Por isso, é legítimo questioná-los e avaliar se tais pensamentos são reais ou não e qual a probabilidade de eles acontecerem. Isso ajudará a ter uma visão realista de nós mesmos, dos outros e do futuro. “Acredito que tudo começa na forma como lidamos com os nossos pensamentos, pois eles irão influenciar em nossas emoções e comportamentos. Compreender o que de fato temos controle e não investir naquilo que não nos cabe controlar. Não supervalorizar situações negativas, mas aprender a lidar com elas, é extremamente importante. Pois situações negativas fazem parte do desenvolvimento humano.  Manter o foco no presente é o desafio”, conclui Ingrid Cancela.

Ingrid Cancela, psicólogaSobre a Ingrid Cancela:

Formada pela Universidade da Amazônia há mais de seis anos. Com vasta experiência na área, atualmente, dedica-se ao atendimento a distância no propósito de promover o autoconhecimento por meio de reflexões que estimulem o autocuidado. Sua trajetória profissional conta com apoio a adolescentes, adultos e idosos, assim como atendimento familiar e individual. Além disso, ela também trabalhou com vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, negligências e maus tratos, situação de risco.

Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Exposição tem o objetivo de conscientizar e inspirar mulheres com diabetes a se cuidarem no mês da Luta pela Saúde da Mulher e da Mortalidade Materna 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 199 milhões de mulheres (8%) vivem com diabetes no mundo, e 8,5 milhões, ou seja, 7,8% das mulheres brasileiras, de acordo com a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2020 pelo Ministério da Saúde.

Outro estudo publicado pela OMS mostra que as doenças cardiovasculares acometem mais de 23 mil mulheres por dia no mundo. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte*. Sendo que, pessoas com diabetes tipo 2 possuem o risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver doença cardiovascular.**

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde estima que um em cada seis nascimentos ocorra em mulheres com alguma forma de hiperglicemia durante a gestação. *** Sem planejamento preconcepção, o diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 resultam em uma mortalidade e morbidade materna e infantil significativamente maiores.

No mês em que são comemoradas a Redução da Mortalidade Materna e a Luta pela Saúde da Mulher, datas que integram o 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), o Movimento Divabética, criado com o objetivo de conscientizar e elevar o autocuidado e autoestima de pessoas com diabetes, realizará a uma Exposição de fotos Mulheres & Diabetes na Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino, em São Paulo, a partir do dia 05 de maio.

Movimento Divabética

Fabiana Couto, Fundadora do Movimento Divabética, empresária e psicanalista, que convive com o diabetes desde os 13 anos de idade, diz ”A iniciativa tem o intuito de sensibilizar a população brasileira trazendo histórias reais e exemplos de superação de mulheres com diabetes, bem como educar e conscientizar sobre os riscos da doença quando mal controlada, promovendo maior qualidade de vida”. 

Para isso, a Exposição terá fotos e depoimentos produzidos em um ensaio fotográfico que aconteceu ano passado antes da pandemia iniciar, e reunirá as histórias de 13 mulheres com a condição que superaram os desafios da doença. A Campanha Mulheres & Diabetes incluirá uma exposição no formato online e que poderá ser encontrado no site https://mulheresediabetes.com.br/, para alcançar o público nesse momento de isolamento social. Este também terá informações sobre o autocuidado, que ajudarão a controlar melhor o diabetes.

 

Entre as histórias que serão relatadas na exposição está a de Dra. Karla Melo, Doutora em Endocrinologia, coordenadora do Departamento de Saúde Pública e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes e com diabetes tipo 1 desde a infância, “a saúde feminina precisa de um cuidado especial devido às particularidades de cada período específico da vida da mulher como: adolescência, fase fértil e fases do ciclo menstrual, gestação e pós-menopausa. Estas fases têm características hormonais, que impactam no controle glicêmico de maneira diferente. Entender a ação da medicação no seu organismo em cada uma dessas fases é fundamental para uma qualidade de vida melhor e para um bom controle do diabetes.”

Outra história é de Kath Paloma, pedagoga, 34 anos, que tem diabetes tipo 1 há 14, antes de ter seu filho Davi, teve uma primeira gestação interrompida “Nunca tinha sonhado em ser mãe e engravidei sem planejamento. Estava com a glicemia alta já há alguns meses e acabei tendo um aborto. Após o que aconteceu, gostei da experiência de engravidar e decidi tentar novamente com todo o planejamento. Em poucos meses engravidei, porém mesmo tendo todo o cuidado e uma equipe multidisciplinar, tive pré-eclâmpsia, e o Davi nasceu maior do que deveria, e teve cardiopatia. Mesmo com todos estes desafios da gravidez com diabetes, consegui, com informação e apoio, contornar todos eles. Valeu muito a pena ser mãe do Davi e somos uma família muito feliz”.    

“O objetivo da exposição, além de levar conscientização e a educação às pessoas, é também romper com qualquer tipo de estigma ainda relacionado ao diabetes. Por meio da exposição, queremos que as pessoas se amem e aceitem a condição, e percebam que o diabetes bem cuidado não limita, e pode promover uma qualidade de vida ainda maior. Queremos que todas as mulheres se empoderem para seu autocuidado e, sejam saudáveis e felizes com a condição”, explica Fabiana Couto.

As iniciativas têm o apoio do Metrô de São Paulo e das empresas Medtronic e Novo Nordisk.

Exposição de Fotos:

Período: Até 6 de junho 2021

Local: Online Website www.mulheresediabetes.com.br, Físico: Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino

Endereço: R. Melo Freire – Tatuapé, São Paulo

 

Sobre o Movimento Divabética

O Movimento Divabética foi criado em 2017, com o objetivo de reforçar a autoestima e autoconfiança de pessoas com diabetes, apoiando-as e empoderando-as para que conquistem mais aceitação da condição e autocuidado, evitando complicações e vivendo uma vida mais plena e feliz. 

Transplante de fezes: entenda o motivo do procedimento

Transplante de fezes: entenda o motivo do procedimento

A ideia pode até parecer estranha, mas é real. Veja como funciona o procedimento que consiste em colonizar novamente o organismo com bactérias saudáveis

O transplante de fezes é um dos assuntos abordados pelo farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira, em seu livro “O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva”, recém-lançado pela Editora Gente. Trata-se de intervenção externa empregada em casos específicos, por exemplo, quando o uso recorrente de antibióticos causou estragos permanentes às bactérias do intestino de um indivíduo. “A premissa do transplante de fezes é retirar todas aquelas bactérias prejudiciais e fazer uma nova colonização com a microbiota boa”, explica Silveira.

É preciso, antes de tudo, conforme o pós-doutor em microbiologia, esclarecer a importância das bactérias boas presentes no organismo humano para o bom funcionamento do sistema imunológico. A microbiota intestinal, especificamente, é a responsável por formar uma barreira no órgão, que impedirá a ação de microrganismos nocivos capazes de gerar inflamações e doenças.

Transplante de Feses

A alimentação saudável – restringindo industrializados e ultraprocessados, ricos em açúcar – é um dos fatores chave para alimentar as bactérias boas do organismo, que contribuem para a promoção de saúde. Entretanto, alimentar-se de maneira adequada e mudar o estilo de vida (ter bom sono, praticar exercícios físicos, evitar stress etc.) exige mudança de hábitos e leva algum tempo para que ocorra a colonização por bactérias adequadas. Nesses casos o transplante de fezes é uma boa opção.

Antes de tudo, para realizar o procedimento, é necessário encontrar um doador. Ele precisa ter um perfil bacteriano específico. Não à toa, o mais comum é escolher familiares pois são pessoas cujo histórico de vida é conhecido ficando mais fácil atestar saúde. Mesmo assim, é preciso provar que tem a microbiota saudável. Se nasceu de cesárea ou parto normal, qual a dieta alimentar, o histórico de doenças, se exames detectaram hepatite, HIV, rotavírus, giardia e outras parasitoses, tudo isso será levado em conta para classificar a pessoa como um doador.

O procedimento, apesar de simples, só pode ser realizado após indicação clínica e sob supervisão médica direta. Um dos modos de fazer o transplante é por meio de uma colonoscopia: as fezes do doador (preparadas por um microbiologista) são colocadas em um mixer e diluídas no soro e posteriormente borrifadas, através de uma seringa, nos intestinos grosso e delgado durante 30 minutos. O pós-doutor em microbiologia informa que o procedimento apresenta resultados instantâneos.

Até por isso já é usado em muitos países como coadjuvante no tratamento de diversas doenças tais como obesidade, doenças crônicas, depressão, TDAH, autismo e obesidade, Na Europa, por exemplo, alguns consórcios já trabalham com banco de fezes. Por sua vez, no Brasil, este procedimento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecção por Clostridioides difficile, bactéria responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa.

Entusiasta do transplante de fezes, Silveira defende o uso do procedimento no Brasil para tratamento de outras doenças, além das causadas pela Clostridioides difficile, assim como ocorre na Europa, por exemplo. Conforme o pós-doutor em microbiologia, isso seria simples de ocorrer, desde que houvesse uma forte regulamentação, obedecendo critérios rigorosos para a seleção dos doadores. “Para doar sangue é preciso, inicialmente, responder um longo questionário e, depois de aprovado, passar por exames de sangue. Por que não podemos ter um protocolo semelhante para o transplante de fezes?”, indaga.

O pós-doutor em microbiologia explica que, mesmo não sendo regulamentado pela Anvisa, o transplante de fezes não é proibido no Brasil, desde que seja recomendado e avalizado por um médico. Silveira conhece algumas pessoas que fizeram e obtiveram bons resultados com o procedimento. É o caso de um amigo médico neurologista, que já defendia a utilização do intestino como ferramenta de intervenção para problemas neurológicos, e decidiu avaliar os benefícios do transplante de fezes em si próprio, com o aval de seu gastroenterologista.

O neurologista apresentava sintomas relacionados a uma microbiota doente, tais como insônia, TDAH, intestino irritável e resistência insulínica – apesar de não ser diabético, sua glicose em jejum era alta. Fez inúmeras tentativas para diminuir a inflamação intestinal, tais como a prática de atividade física e a ingestão de alimentos probióticos e prebióticos, nenhuma intervenção foi bem-sucedida.

Sabia que o seu problema era o microbioma, porque o seu histórico de vida apontava para isso. Seu parto fora realizado por cesárea, na infância havia consumido muitos antibióticos para combater constantes inflamações de ouvido e seus refluxos foram sempre combatidos por altas doses de Omeprazol. Tudo isso fez o neurologista optar pelo transplante de fezes, que resultou, segundo ele, em uma inversão inacreditável de seu microbioma. Além da inflamação diminuir, seu intestino começou a funcionar normalmente, o sono melhorou, a glicose voltou o lugar e sua mente ficou mais focada.

Não obstante os ótimos resultados, Silveira pondera que o transplante de fezes não pode ser visto como uma salvação milagrosa. Conforme o autor do livro “O lado bom das bactérias”, o procedimento funciona como se a pessoa estivesse reiniciando o sistema operacional do computador. “A transferência de bactérias vivas traz um resultado efetivo, mas fugaz. Trata-se de uma estratégia para ser empregada em momentos pontuais, mas não se pode e bem deve depender dela para uma vida mais saudável”, afirma. Nesse sentido, o procedimento é uma nova chance para rever e mudar os hábitos cotidianos. “Somente adotando um estilo de vida mais saudável será possível obter resultados duradouros”, garante.

Dr Alessandro SilveiraSobre Dr. Alessandro Silveira

Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Atualmente é professor titular de Microbiologia Clínica para os cursos de Medicina, Farmácia e Biomedicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina. Desempenha, ainda pela FURB, as funções de consultor técnico de Microbiologia Clínica e Bacteriologia Clínica e coordenador do curso de Especialização em Bacteriologia Clínica. Atua também como coordenador de Microbiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), gestor da Microbiologia do Ghanem Laboratório de Joinville e consultor de Microbiologia Clínica e Molecular na DASA.

Suas linhas de pesquisa incluem a análise metagemônica do microbioma intestinal e a detecção da diminuição da susceptibilidade de Staphylococcus aureus à vancomicina.

Gestação: futuras mamães precisam ficar atentas ao pré-natal odontológico

Gestação: futuras mamães precisam ficar atentas ao pré-natal odontológico

Ao saber de uma gravidez, surge um misto entre felicidade e preocupações entre as futuras mamães. Em alguns casos, susto e medo. Em meio às sensações da novidade estão os cuidados com a saúde, mas poucas gestantes se atentam à importância do pré-natal odontológico. Isso porque, além das consultas ao ginecologista/obstetra, elas precisam visitar um dentista para cuidar da saúde bucal.

De acordo com o coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras, Gabriel Ponte de Freitas Campos, há vários motivos para as grávidas irem ao dentista, entre eles a necessidade de prevenção à inflamação da gengiva, chamada gengivite. O professor explica que as alterações hormonais podem causar ou agravar essa inflamação, principalmente no primeiro trimestre gestacional.

Pré Natal Odontológico

Essas alterações também podem causar mudança no paladar, enjoos, vômitos. “Todos esses fatores deixam o pH bucal mais ácido, podendo levar à hipersensibilidade nos dentes e favorecer o surgimento de doença cárie”, diz.

Gabriel lembra que o período gestacional é marcado por profundas alterações fisiológicas e psicológicas, o que faz com que muitas mulheres tenham muitas dúvidas, mas muitas vezes – até por questões culturais – evitam procurar um dentista. “As visitas ao dentista são importantes para as profilaxias e orientações tanto para a mamães quanto para os bebês”, enfatiza.

Ele diz que o momento ideal de procurar o profissional é a partir do início da gestação sendo o segundo trimestre gestacional, o período mais seguro em que o especialista poderá fazer todos os procedimentos odontológicos de maneira segura para a gestante e para o bebê.

Segundo o coordenador da Pitágoras, os riscos de a gestante não fazer um pré-natal odontológico é o surgimento de uma infecção ou dor, que aumentam o hormônio do estresse e, consequentemente, pode levar a gestante a um parto prematuro. “Se chegar neste estágio, os riscos à saúde de mãe e bebê aumentam”.

O dentista ressalta que durante a gravidez pode ser feito qualquer tipo de tratamento odontológico, dando ênfase ao alívio de situações emergências, se for o caso. Após o nascimento, as orientações são de como prevenir doenças bucais no bebê.

Gabriel Ponte de Freitas CamposGraduado em Odontologia (Universidade de Itaúna – 2012); Especialista em Ortodontia (Uningá – 2017); Mestre em Odontologia – Área de concentração: Clínicas Odontológicas (PUC Minas – 2017). Tem experiência em Odontologia, atuando principalmente na área de Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares. Professor titular e, atualmente, Coordenador do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – Unidade Betim.

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Nutricionista elenca 5 dicas para quem procura uma forma prática e segura na hora de consumir frutas, verduras e legumes

Desde o início da pandemia a população passou a rever seus hábitos de consumo. Isso refletiu diretamente na prática de iniciativas saudáveis que preservam a qualidade de vida. A necessidade de sanitizar tudo o que compramos levantou também a seguinte pergunta: afinal, qual é a melhor forma de higienizar os alimentos?

Esse constante diálogo abre divergências quanto aos métodos corretos. Enquanto algumas pessoas acreditam que apenas a água corrente é o suficiente, outras recorrem a substâncias específicas para a limpeza. 

Para auxiliar nessa missão, a nutricionista Mônica Magalhães compartilha 5 dicas de como higienizar de forma correta e saudável os alimentos adquiridos em mercados, feiras ou até mesmo cultivados em hortas particulares ou agricultura familiar.

Como higienizar alimentos corretamente

 

  • Lavar as mãos

É de extrema importância a correta higienização das mãos antes de manusear os alimentos. Ao lavar as mãos corretamente, você está prevenindo que os microorganismos presentes migrem para o alimento com o qual está lidando. A higienização correta das mãos é feita com água corrente e sabão, e uma lavagem que leva cerca de 30 segundos.

  • Lavar os alimentos sob água corrente, com o objetivo de eliminar resquícios.

Para eliminar qualquer sinal de sujeira nas frutas, legumes e verduras é necessário passar na água corrente antes de serem higienizados e armazenados. No caso das verduras, as folhas devem ser lavadas uma a uma para garantir a limpeza completa. “No caso de alimentos com casca mais firmes; frutas como maçã, legumes no caso das cenouras e tubérculos como as mandiocas, podem ser lavados, fazendo uso de escovas de cerdas macias para remover melhor os resíduos dos poros”, afirma Mônica Magalhães.

  • Não utilize sabão ou detergente

O uso desse tipo de substância, além de retirar vitaminas da casca dos alimentos, por ser muito abrasivo, ainda possibilita que resquícios químicos fiquem mesmo após o enxágue. 

  • Utilizar produtos corretos para higienização

A melhor e mais segura forma de higienizar seus alimentos é com o uso de produtos próprios para isso. Atualmente, é possível encontrar opções à base de dicloroisocianurato de sódio, um componente orgânico de forte ação germicida, que além de não requerer enxágue, não afeta produtos de origem orgânica, e ainda tem ação comprovada contra ao Coronavírus,  como o Clorin Salad, por exemplo. Produtos com substâncias à base de hipoclorito de sódio não são indicados pois não podem ser utilizados em orgânicos e acabam deixando gosto e odor nos alimentos. 

“Folhas verdes como alfaces, espinafre e couve, frutas como maçã, morango e uva, devem ser submersos em uma tigela com a solução por 15 minutos. Após esse processo é só secar e armazenar. A higienização com o dicloroisocianurato de sódio garante também maior durabilidade dos alimentos”, acrescenta a nutricionista. 

  • Secagem e armazenagem

Para secar da forma correta, é recomendado o uso de toalhas de papel, produtos mais frágeis podem ser colocados na toalha de forma suave, além do papel toalha as centrífugas de folhas também são uma boa opção. Para evitar ressecamento na hora de armazenar os alimentos, é importante colocá-los em sacos plásticos para serem guardados na geladeira. Nos saquinhos, faça pequenos furos para entrada de ar e respiração do alimento. Opte por guardá-los em gavetas ou na prateleira mais baixa do refrigerador. 

Além das dicas, a especialista faz um alerta sobre as soluções caseiras. “Não existe mistério para matar os germes e bactérias presentes nos alimentos, porém existem soluções caseiras que devemos prestar muita atenção por conta da sua falta de eficácia. Misturas à base de água sanitária, limão, vinagre, entre outros, além de não trazer garantia quanto sua eficácia, ainda podem interferir na qualidade de produtos, sem falar no risco à saúde por intoxicações”, finaliza.