Vacina da COVID-19: veja 15 coisas que você precisa saber

Vacina da COVID-19: veja 15 coisas que você precisa saber

Tudo o que você precisa saber sobre a vacina da COVID-19, as alergias e os defeitos imunológicos

Ainda há muitas dúvidas quando o assunto é a vacina da COVID-19 e os pacientes com alergias e erros inatos da imunidade (imunodeficiências). Com o objetivo de elucidar algumas dessas questões, a Dra. Ekaterini Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), responde abaixo as principais perguntas sobre o assunto.

Vacina Covid 19

1 – Tenho risco de sofrer uma anafilaxia ao tomar a vacina da COVID?

Se você tem histórico de anafilaxia a alguma vacina ou a algum componente das vacinas em uso, sim, esse risco existe. Importante frisar que: não se tem observado reações anafiláticas com as vacinas em uso no Brasil no momento; e pessoas com alergia respiratória, dermatite atópica ou alergia alimentar não são consideradas de risco para anafilaxia por vacinas, a não ser que apresentem reações a algum dos componentes destas vacinas. Se uma pessoa já tiver apresentado previamente um quadro de anafilaxia, particularmente causada por alguma outra vacina, é fundamental que converse com seu médico antes de receber as vacinas contra a COVID-19.

2- É melhor tomar um antialérgico antes ou depois de me vacinar contra a COVID?

O uso de antialérgico antes de tomar a vacina NÃO está indicado até o presente momento. Os antialérgicos não são capazes de prevenir uma reação grave e ainda podem mascarar os sintomas iniciais. O uso após a aplicação está indicado apenas em caso de ocorrer alguma reação de natureza alérgica. Lembramos que a maioria das reações a qualquer vacina são leves e não são de natureza alérgica.

3- A vacina pode mudar meu DNA?

Fake news! Essa possibilidade não existe. As vacinas que utilizam material genético do SARS-CoV-2 são compostas de RNA, ou seja, não entram no núcleo das células, onde nosso DNA fica “guardado”. O material genético da vacina permanece no citoplasma da célula, em uma organela que vai produzir a proteína que é codificada pelo RNA. Essa proteína, semelhante à uma proteína do vírus, será então produzida por nossas células e vai estimular uma resposta do nosso sistema imunológico. Como se trata apenas de uma proteína que representa um pedaço do vírus e não o vírus inteiro, tampouco há risco de causar uma infecção.

4- A vacina é segura mesmo sendo produzida em tão pouco tempo?

A Medicina avançou muito nas últimas décadas. Apesar da rapidez, nenhuma das etapas ou regras de segurança no desenvolvimento e estudo das vacinas deixou de ser cumprida. Muitas dúvidas restam, como por exemplo, por quanto tempo as vacinas são eficazes, mas são dúvidas que não comprometem a segurança.

5- Não preciso mais usar máscara por que estou vacinado?

Ainda não sabemos se as vacinas em uso impedem que as pessoas se infectem. Sabemos que protegem muito bem contra a doença grave causada pelo SARS-CoV-2. Por isso, medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene de mãos NÃO podem ser abandonadas, pois ainda que vacinados, existe a possibilidade de que possamos transmitir a doença a pessoas não vacinadas. É preciso que mais de 70% da população esteja vacinada para que a circulação do vírus diminua e se possa ‘relaxar’ em outras medidas.

6- Pessoas com imunodeficiências podem se vacinar?

Podem sim. Não sabemos se todos irão responder bem, pois depende do tipo de defeito imunológico, mas as vacinas são seguras para essas pessoas.

7- É preciso receber as duas doses da vacina? Por quê?

Os estudos iniciais foram feitos, exceto no caso da vacina da Jansen, com duas doses. Portanto, a eficácia foi estabelecida utilizando duas doses, como ocorre com muitas outras vacinas. A resposta imunológica é mais forte e mais persistente para algumas vacinas quando aplicadas mais de uma vez. No entanto, alguns estudos já estão sendo realizados e demonstram que uma dose apenas de algumas vacinas pode ser suficiente para dar proteção adequada. No entanto, até que isso esteja estabelecido, é fundamental respeitar o regime de doses preconizados pelos fabricantes e pelo Programa Nacional de Imunizações do Brasil.

8- Pessoas que tomam imunoglobulina podem ser vacinadas?

Sabemos que o uso de imunoglobulina humana pode atrapalhar a resposta às vacinas. No entanto, é seguro tomar a vacina e, diante da pandemia que vivenciamos, a indicação é que as vacinas sejam aplicadas mesmo que não tenhamos certeza se a resposta imunológica será ótima.

9- Tenho alergia grave a ovo e leite e, por isso, não devo me vacinar?

Não há qualquer evidência ou relato de que alguma das vacinas contra a COVID-19 cause reações graves em pacientes com alergia alimentar.

10 – Essas vacinas, por serem muito novas, podem causar outras doenças em médio e longo prazo?

Reações graves a vacinas existem, mas são raras. Nenhum tipo de efeito adverso grave foi observado até o momento que contraindique a aplicação das vacinas contra COVID-19. O benefício delas supera em muito os riscos.

11 – E se eu estiver com COVID-19 sem saber e tomar a vacina, ela vai funcionar ou piorar o quadro?

Não observamos até o momento nenhum efeito grave nesse sentido.

12 – Essa vacina pode causar sintomas leves de gripe?

As vacinas não são de vírus vivo. Portanto, não podem causar COVID-19. No entanto, a resposta imunológica a qualquer vacina pode ser responsável por alguns sintomas, ainda que leves, como mal estar, dor de cabeça, dor no local da aplicação.

13 – A vacina vai me deixar imune ou só me defender das formas graves da covid-19?

Os estudos têm demonstrado que as vacinas são bastante eficientes para proteger contra as formas graves da doença e que previnem em menor percentual as formas leves.

14 – Mesmo tomando a vacina eu ainda posso contrair o vírus e infectar as pessoas, correto?

Sim. Ainda não se evidenciou que as vacinas sejam capazes de evitar a infecção pelo vírus, mas sim são capazes de prevenir o adoecimento, particularmente, as formas graves. Nenhuma das medidas de distanciamento, uso de máscara ou higiene devem ser suspensas após receber a vacina ou ter tido a doença.

15- Por quanto tempo as vacinas protegem contra a COVID-19?

Ainda não sabemos, infelizmente. E é preciso considerar que novas cepas estão surgindo. Até o momento, as vacinas se mantêm eficazes contra elas. É fundamental que a vacinação seja feita na maioria da população o mais brevemente possível para reduzir ou até interromper a circulação do vírus e, por conseguinte, o aparecimento de novas cepas.

 Sobre a ASBAI

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

 

Dia Internacional da Mulher: violência contra a mulher médica

Dia Internacional da Mulher: violência contra a mulher médica

A associação Médica Brasileira cria canal exclusivo de denúncia para a mulher médica

A Associação Médica Brasileira saúda todas as mulheres do País e do mundo pelo dia de hoje, por amanhã, por ontem, por sempre, e as cumprimenta em especial pelo Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Comemorada em todo o planeta anualmente, a data chama à reflexão quanto à dívida histórica que a sociedade ainda possui com a mulher e em relação ao imperioso combate sistemático e exemplar da violência contra elas, seja em qual contexto for e de que tipo for.

Neste 8 de março de 2021, a Associação Médica Brasileira dá um passo relevante para fortalecer as posições de suas associadas e demais médicas do Brasil por seus direitos fundamentais, mediante a disponibilização de uma plataforma exclusiva e permanente para registro de qualquer espécie de violência sofrida por profissionais da Medicina.

Dia Internacional da Mulher

Desrespeitos sexistas, racistas ou quaisquer ofensas, critérios de remuneração e contratação discriminatórios, violência física, psicológica, digital – entre outras formas de ataques – podem ser denunciados sigilosamente no portal da AMB, neste link: amb.org.br/mulheresmedicas.

Todas as queixas recebidas serão analisadas e, após contato com a autora, haverá encaminhamento de consenso às autoridades responsáveis e acompanhamento do processo.

Médicas no Brasil

Os homens ainda formam maioria entre os profissionais de Medicina em atividade no País, mas a divisão se aproxima do meio a meio. Segundo o estudo Demografia Médica 2020, do Conselho Federal de Medicina (CFM), as médicas já são 46,6% e seguem crescendo em proporção. Aliás, em anos recentes, elas são sempre a maioria nas graduações da área.

Discriminação no trabalho e igualdade salarial

Dados fornecidos pela quarta edição do Demografia Médica (2018) confirmam que o gênero, lamentavelmente, é fator de desigualdade salarial na Medicina. Ainda distante do topo da pirâmide salarial, as médicas aparecem com salários menores do que os médicos: são oito em cada dez nas três classes de renda inferiores, enquanto 51% dos homens encontram-se nas três faixas mais elevadas de rendimentos.

Violência

Em pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (2018), realizada com 6.832 médicos, 7 em cada 10 entrevistados relatam ter sofrido algum tipo de violência. Não há dado específico sobre as médicas, mas o problema é recorrente para esses profissionais sejam homens ou mulheres.

AMB

A Associação Médica Brasileira é sociedade sem fins lucrativos, fundada em 26 de janeiro de 1951, com a missão de defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira. Desde 8 de janeiro de 2021, a AMB é presidida por César Eduardo Fernandes. Em sua Diretoria atual, conta com quatro médicas, número superior ao apresentado em gestões anteriores.A AMB possui 27 Associações Médicas Estaduais e 396 Associações Regionais. Tem ainda Conselho Científico de Sociedades Médicas, composto por todas as especialidades reconhecidas oficialmente no Brasil.

Dores na hora do sexo? Varizes pélvicas podem ser o problema

Dores na hora do sexo? Varizes pélvicas podem ser o problema

Especialista explica sobre questões que podem causar dores na hora das relações sexuais

Durante a Semana da Mulher é importante reconhecer que parte da luta de ser mulher está em conhecer e cuidar do próprio corpo. Nesse contexto, muitas questões acabam não sendo muito discutidas, dificultando o alcance da informação, é o caso da dispareunia, dor genital associada à relação sexual, que uma imensa quantidade de mulheres sofre.

Uma das causas que podem levar a essa dor durante o contato íntimo são as varizes pélvicas, veias dilatadas que podem surgir tanto em homens, quanto em mulheres e que também podem causar dor durante o contato íntimo, sensação de peso na região íntima e incontinência urinária.

Dor na Relaxão Sexual

“Infelizmente, o problema é crônico, porém com tratamento com muita capacidade de melhora, e até cura completa dos sintomas. Após a consulta com o médico, provavelmente ele irá iniciar um tratamento via oral para reduzir a dilatação das veias e em todas as consultas é estudada uma proposta cirúrgica para correção. Esse procedimento é minimamente invasivo, com recuperação muito rápida na maioria dos casos”, conta a cirurgiã vascular, Fátima El Hajj.

É importante ressaltar que entre diversos fatores, o uso de pílula anticoncepcional pode ocasionar varizes pélvicas, que podem se desenvolver e tornar uma trombose. Além disso, gravidez, hereditariedade também podem causar o problema.

Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El HajjDra. Fátima Mohamad El Hajj é  Cirurgiã Vascular formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV 

Diabetes: 5 dicas para fazer atividade física com segurança

Diabetes: 5 dicas para fazer atividade física com segurança

“No momento de início da atividade, é ideal que a glicemia capilar esteja entre 100 e 200 mg/dl antes do início do exercício. Recomendo que qualquer atividade que requeira atenção, seja uma corrida, uma palestra, uma defesa de tese ou até uma entrevista, siga esses valores”, explica Emerson Bisan, educador físico diretor de Atividade Física do Correndo pelo Diabetes (CPD), organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo social estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes.

Convivendo com diabetes tipo 1 desde 1995 e acompanhando há 20 anos pessoas com diabetes que praticam atividade física, Bisan diz que esse intervalo traz segurança para minimizar ao máximo possível a chance de uma hiperglicemia ou hipoglicemia, o que prejudicaria a concentração, coordenação e capacidade de tomar decisões, desde a escolha das palavras numa palestra até aumentar ou reduzir a velocidade durante uma corrida.

Dicas Exercicios Físicos e Diabetes

Durante os exercícios, a contração muscular desempenhada é capaz de translocar a proteína transportadora de glicose sem a necessidade da ação da insulina, isso porque as células dos músculos possuem grande quantidade de transportadores de glicose, baixando, assim, os níveis glicêmicos. Isso faz o exercício físico ser considerado parte da linha de cuidado do diabetes.

Confira abaixo as cinco dicas que Bisan deixa para quem tem diabetes e quer começar a praticar atividade física regular.

  1. Hipoglicemias podem acontecer. Saia sempre com “carboidrato pra dar volta ao mundo”;
  2. Sempre procure um profissional de educação física antes de iniciar uma nova atividade física, e não se esqueça de conversar com o(a) seu(sua) médico(a) sobre os ajustes de dose e medicação oral;
  3. Antes da atividade, pergunte-se: qual é a sua glicemia naquele momento?;
  4. É importante fazer uma refeição com carboidratos complexos;
  5. É importante se preparar para o tempo de duração da atividade.

“Na grande maioria das vezes, nos preparamos durante anos para uma competição ou prova, e, na ‘hora h’, a glicemia não estava como gostaríamos. Por isso, é preciso saber lidar com qualquer variável para realizar uma atividade física com prazer, conforto e segurança”, finaliza o educador físico.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda: caso a glicemia capilar esteja < 100 mg/dl, recomenda-se a ingestão de 15 g a 30 g de carboidrato de rápida absorção e esperar 15 a 30 minutos para nova verificação. Quando a glicemia capilar está mais elevada, principalmente > 200 a 300 mg/dl, na ausência de cetose, é possível realizar os exercícios com cautela e observação presencial ou utilizar 1-3 unidades de insulina de rápida ação antes de dar início aos mesmos.

Sobre o Correndo pelo Diabetes

O Correndo pelo Diabetes (CPD) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes. Desde 2018, recebe o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e atualmente faz parte das ações do Departamento de Diabetes, Esporte e Exercício da SBD.

Emerson Bisan é educador físico diretor de Atividade Física do Correndo pelo Diabetes (CPD).

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Especialista alerta sobre doenças da coluna que podem ser causadas pela má postura

As medidas de isolamento adotadas para conter o avanço do coronavírus no Brasil fizeram com que grande parte dos trabalhadores tivessem que se adaptar ao trabalho remoto. Sem mesa, cadeira e iluminação adequada, o primeiro impacto do home office improvisado foi na coluna, já que o termo “dor nas costas” bateu recorde de buscas no Google Trends no início da quarentena.

Para o Dr. Cezar de Oliveira, neurocirurgião, especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês, assim como outros problemas de saúde, os impactos da quarentena na coluna podem estar começando a surgir agora. “A má postura, quando persistente, pode causar graves lesões na coluna vertebral, principalmente nas regiões cervical e lombar”, comenta o especialista.

Home Office improvisado

Além de dores, muitas vezes até incapacitante, a má postura pode causar curvaturas anormais na estrutura da coluna e desgastes dos discos intervertebrais. “Ficar diariamente em uma posição ruim pode acabar provocando a cifose da coluna, caracterizada quando há uma projeção arredondada das costas para a frente, ou até mesmo a famosa hérnia de disco em casos mais graves”, alerta o neurocirurgião.

Como cuidar da coluna no home office

E se a sua mesa não tem a altura ideal ou sua cadeira não é ajustável, é possível usar a criatividade como almofadas e objetos para deixar o computador mais alto (de preferência na altura dos olhos). O importante é manter as costas e o pescoço em linha reta, braços relaxados ao lado do corpo, antebraços paralelos ao chão e pés apoiados no solo.

Outro ponto importante é sobre manter as atividades físicas, mesmo que esteja trabalhando de casa. “Os exercícios físicos regulares são tão importantes quanto a mobília adequada, já que ajudam no fortalecimento dos músculos da região. Além disso, lembre-se de se manter hidratado durante o dia e de fazer pequenas pausas para se alongar”, recomenda o médico.

Quando procurar ajuda

Embora ainda não tenhamos chegado ao fim da pandemia do coronavírus, o ideal é buscar um check-up geral da saúde assim que possível. Com medo da contaminação, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos e, somado com os meses que passamos isolados, a saúde geral deve ser uma prioridade.

“E quando a dor na coluna não vai embora em poucos dias e começa a atrapalhar as atividades do cotidiano, o recomendado é buscar ajuda especializada. Assim como a maioria dos problemas de saúde, as patologias da coluna possuem melhor tratamento com o diagnóstico precoce”, finaliza o cirurgião.
 

Dr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – NeurocirurgiãoDr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – Neurocirurgião – Especialista em Coluna. Dr. Cezar de Oliveira é o chefe das equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina.

Álcool: conheça os risco para a saúde vascular

Álcool: conheça os risco para a saúde vascular

Especialista alerta sobre os riscos que o excesso pode causar em nosso corpo

O dia 18 de fevereiro, é considerado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, doença que mata, todos os anos, mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O consumo regular e excessivo de álcool está relacionado ao desenvolvimento de uma série de condições prejudiciais à saúde vascular, como aterosclerose, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC) e até cardiomiopatia, que ocorre quando o músculo cardíaco torna-se inflamado e ampliado, e não consegue bombear sangue tão rápido como deveria. 

Abuso do álcool pode causar problemas vasculares

De acordo com a Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El Hajj, embora seja popular a informação de que com moderação, o álcool pode trazer benefícios à saúde do coração a partir dos flavonoides e ácidos fenólicos presentes no vinho e na cerveja, pesquisas indicam que uma dieta equilibrada e atividade física trazem consideravelmente mais benefícios à saúde, uma vez, que a capacidade antioxidante dessas substâncias presentes não chegam a compensar a capacidade do álcool de lesar nosso organismo.

“A verdade é que tudo em excesso faz mal e com a bebida isso não é diferente, seu consumo exagerado pode causar desde desidratação até trombose e infarto”, completa.

Além da vasodilatação dos vasos, a bebida também ativa a liberação de hormônios anti-diuréticos, que causam perda de líquidos essenciais para o nosso corpo, promovendo a diminuição do volume total de sangue circulante e sua concentração, tornando-o mais suscetível a tromboses. 

Ainda segundo a especialista, o abuso pode ocasionar efeitos mais graves, como cirrose hepática e essa cirrose pode ocasionar trombose da veia porta e da veia cava, veias importantes do nosso corpo. Dessa forma, deve-se desencorajar o consumo diário de álcool, pois os efeitos a longo prazo para o fígado e o sistema nervoso central são perversos.

Para quem não abre mão, Fátima afirma que meia taça de vinho tinto por dia é recomendável para não passar vontade. “O álcool, em pequena quantidade, e de preferência ingerido em forma de vinho tinto que é rico em polifenóis, protege nossas artérias da aterosclerose”, explica.

Já para aqueles que não dispensam uma noite de muita bebedeira, cuidados podem ser tomados para amenizar seus efeitos negativos: “A regra é clara: dois copos de água para um copo de bebida alcoólica”, finaliza a médica.

Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El HajjDra. Fátima Mohamad El Hajj é  Cirurgiã Vascular formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV 

Beleza: massagens ajudam a esculpir o corpo para o verão

Beleza: massagens ajudam a esculpir o corpo para o verão

Veja quais são os tratamentos mais utilizados para reduzir medidas e melhorar a saúde

Apesar de serem indicadas para o ano todo, é na estação mais quente que aumenta a procura por massagens estéticas para modelar e turbinar o corpo, eliminando as toxinas e, consequentemente, reduzindo medidas e diminuindo a flacidez e a celulite

As massagens são conhecidas por promover qualidade de vida e resultados estéticos positivos aos seus adeptos. Técnicas como bambuterapia, massagem modeladora, massagem turbinada, entre outras, propiciam uma série de benefícios, especialmente para quem deseja obter um corpo mais bonito para o verão, que começa agora em dezembro.

Bambuterapia

A bambuterapia, por exemplo, é realizada com pequenas hastes de bambu de diferentes tamanhos e intensidades e frequências em determinadas partes do corpo. É muito eficaz para eliminar a gordura corporal, muitas vezes sendo mais eficiente do que a drenagem linfática. 

A terapia tem efeito relaxante, reduz a tensão e o estresse ao liberar mais energia para o corpo, deixando a pele mais flexível, além de trazer outros benefícios para todo o corpo. Por pesssoas que buscam apenas melhorar a forma física, a esportistas, a bambuterapia é bastante procurada.

Massagem turbinada

Já a massagem turbinada tem semelhanças com outras terapias, visto que os movimentos e a finalidade empregados nessa técnica, são bastante parecidos com a massagem modeladora. 

A técnica funde, por exemplo, os benefícios da massagem modeladora, com o uso da ventosa, cuja sucção melhora a nutrição dos tecidos. Com a ajuda de um rolo de massagem, faz movimentos rápidos e fortes. Este ritmo aliado aos princípios ativos de cremes, atua diretamente sobre a gordura da celulite.  

Massagem modeladora

A massagem modeladora tem movimentos mais fortes e profundos, agindo nas camadas mais profundas da pele. Não se sabe ao certo se realmente ela quebra gorduras.

Massagem Turbinada

A terapia atua na circulação, melhorando o metabolismo corporal, sendo eficiente no combate à celulite, de graus leve e moderada. Podem ser usados utensílio como rolos com pequenas ventosas, bolinhas e luvas.

Massagens modeladora e turbinada

As massagens modeladora e turbinada são estilos conhecidos pelos movimentos firmes e rápidos, que têm como função elevar a temperatura corporal e estimular a circulação sanguínea.

Na modeladora, o massoterapeuta usa as mãos em movimentos ligeiros e ritmados, elevando e diminuindo a pressão sobre o corpo do paciente.

Essas massagens, no entanto, podem ser contraindicadas para pessoas com problemas de circulação, como varizes, que elevam o risco de agravar o quadro. Na dúvida, o ideal é sempre consultar um médico.

E você, leitora, faz o uso de massagens? Comente abaixo a sua experiência!

Pessoas que tiveram covid-19 precisam estar atentas a possíveis sequelas

Pessoas que tiveram covid-19 precisam estar atentas a possíveis sequelas

Resposta inflamatória causada pelo novo coronavírus pode ter consequências tardias, que podem ser identificadas por exames

Quem teve complicações da covid-19 e conseguiu se recuperar, pode se considerar um vitorioso. A doença deixou centenas de milhares de mortos no Brasil em mais de quatro milhões de casos confirmados. Infelizmente, porém, os cuidados com a doença não terminam com a alta hospitalar. A covid-19 pode deixar sequelas importantes em alguns órgãos, desencadeando problemas graves semanas ou meses após a infecção. Entre os órgãos afetados mais vitais, está o coração. Mesmo o indivíduo não tendo nenhuma cardiopatia anterior à doença, pode apresentar problemas após a infecção pelo novo coronavírus.

No Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, especialistas fazem um alerta para quem venceu a covid-19, para que tenham cuidados especiais com a saúde cardiovascular. Pesquisas sobre os impactos da doença ainda estão em fase inicial, mas alguns estudos já avaliam as sequelas que podem ocorrer nos pacientes. Entre as ocorrências estão arritmias, insuficiência cardíaca e coronariana, isto é, lesão direta do músculo cardíaco. Além disso, a fibrose pulmonar causada pela COVID pode levar ao comprometimento do lado direito do coração.

“O processo de inflamação desencadeado pela covid-19 nas fases 2 e 3 da doença podem afetar o músculo cardíaco e as artérias, aumentando o risco de infarto e descompensações cardíacas”, alerta a cardiologista Cláudia Freire, diretora clínica da Ecocenter Medicina Diagnóstica – empresa do Grupo Lustosa.

Por isso, os pacientes curados devem ficar atentos a sintomas comuns de doenças do coração como falta de ar, cansaço e dores no peito e musculares. “Quem possui esses sintomas mesmo após a cura, precisa procurar um médico especialista que deverá solicitar exames como um ecodopplercardiograma, para monitorar as condições do coração, a função do músculo cardíaco, das válvulas e sinais de comprometimento secundário do coração por problemas pulmonares”, diz.

Modo de vida

Além dos pacientes que tiveram covid-19, a doença também influenciou no modo de vida das pessoas, pois forçou o fechamento de áreas de lazer, de academias e restringiu a mobilidade de muita gente. Esses fatores, segundo Souza, contribuem para o aumento do sedentarismo, um dos fatores de risco para doenças do coração.

“As pessoas estão mais em casa, fazendo menos atividades e trabalhando mais sentadas. Às vezes, uma caminhada diária de 10 ou 15 minutos até o ponto de ônibus ou para o trabalho, ou subir dois lances de escadas, já contribuía para a saúde do coração. Hoje, por causa do home office, nem isso as pessoas fazem, o que aumenta o risco de problemas”, alerta a médica. Para quem já possui outros fatores de risco como tabagismo, colesterol alto, diabetes e obesidade, o cuidado deve ser redobrado e as mudanças de hábitos devem ser realizadas de forma urgente. 

“O espectro de manifestações cardiovasculares do Covid 19 é muito amplo, pode demorar para recuperação completa e deve ser avaliado de forma abrangente em todos os indivíduos acometidos”, conclui Cláudia Freire.

Médica Claudia Freire

*Cláudia Maria Vilas Freire - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais(1983), residência médica pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais(1985), aperfeiçoamento em Cardiologia Clinica pela Hospital Vera Cruz(1987), especialização em Ecocardiografia pela Ecocenter(1995), mestrado em Clínica Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais(2005), doutorado pelo Programa Ciências da Saúde(Saúde do Adulto) pela Universidade Federal de Minas Gerais(2010). Atualmente é médica Cardiologista da (EBSERH) Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares do Hospital das Clínicas da UFMG e Professora do IMEDE/BH. Revisora do periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Tem experiência na área de Medicina com ênfase em Cardiologia (carótida, aterosclerose, espessura médio intimal) e Ecocardiografia.