Categoria: Saúde da mulher

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

O chocolate é feito à base de amêndoa fermentada e torrada de cacau, mas também contém açúcar e gordura. Não há estudos que relacionam o chocolate ao surgimento de doenças como o câncer. E a boa noticia a respeito é que algumas substâncias presentes no cacau, como os flavonóides (que são antioxidantes e anti-inflamatórias), possuem a comprovação de uma relação positiva na prevenção de doenças cardiovasculares  e controle do colesterol.

 O consumo do cacau também influencia a liberação da serotonina, que contribui para a melhora do humor e traz sensação de bem estar e relaxamento. Segundo a nutricionista, Verônica Pessoa, do Grupo CON, quanto mais amargo for o chocolate, mais cacau presente, menos açúcar e, com isso, maiores seus benefícios. “Mas não quer dizer que temos que comer exageradamente o chocolate ”, ressalta.

Benefícios do Chocoolate

 Vale lembrar que o chocolate branco não é verdadeiramente um chocolate, pois não tem cacau, só gordura e açúcar e que o chocolate diet tem menos açúcar, mas provavelmente possui mais gordura para manter sua consistência. Não se pode relacionar diretamente o chocolate a prevenção do câncer, mas seu excesso leva ao aumento de gordura e açúcar, e com isso aumento de calorias, o que provavelmente levará ao excesso de peso. Esses fatores associados ao sedentarismo e hábitos alimentares ruins, pode predispor o organismo a desenvolver algum tumor.

 “Recomenda-se o consumo moderado e orientado por um(a) nutricionista, em conjunto com uma alimentação saudável. Quanto a quantidades, uma barrinha de 20 a 70g do chocolate amargo (pelo menos 70% de cacau)”, explica a nutricionista. Para pessoas em tratamento para o câncer não é muito recomendado seu consumo, uma vez que tem a presença de gordura (que pode aumentar as chances de náuseas) e de açúcar (que aumentam as calorias da dieta e não é recomendada aos diabéticos).

 “Mas a melhor recomendação para se obter esses compostos antioxidantes que ajudam a prevenir algumas doenças é uma alimentação saudável, rica também em frutas e vegetais”, finaliza Verônica.  

 

Veronica Pessoa Nutricionista*Verônica Pessoa, nutricionista responsável pelo Grupo CON

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Em 8 de março é comemorado internacionalmente o Dia da Mulher. Nunca se ouviu tanto falar do empoderamento feminino, afinal, elas são livres para escolher o que querem fazer, como se comportar, como amar entre tantos outros estigmas que vem sendo superados a cada dia.

As mulheres podem tudo. Mas não podem se descuidar da saúde. Por isso, o Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia formado por médicos oncologistas com sua campanha permanente Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser aproveita a data para enfatizar sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e a importância da realização de exames de imagens. Descobrir o câncer de mama no estágio inicial garante chances de cura muito perto de 100%. Quem vai esclarecer sobre as diferenças entre mamografia, ultrassom e ressonância magnética é o oncologista Rafael Luiz. Confira:

Dia Mundial das Mulheres

Mamografia

É chamado de rastreamento o exame feito para detectar o câncer quando ele ainda está na sua fase inicial, sem nenhum sinal ou sintoma aparente. A detecção via mamografia é conhecida por reduzir em mais de 30% a mortalidade pelo câncer. De forma geral, para a maioria das mulheres, esse exame é indicado a partir dos 50 até os 75 anos e deve ser feita anualmente ou a cada dois anos. Entre 40 e 50 e após 75 anos, a questão ainda é duvidosa e muitas vezes dependem de uma avaliação bem feita com o médico.

Para algumas mulheres, porém, a realização do exame pode ser ainda mais importante, até mesmo para as mais jovens que têm o maior risco de desenvolver câncer de mama. Para saber se há risco maior, os médicos usam alguns critérios que dependem, principalmente da história de tumores na família. O principal motivo é a mutação em um gene chamado BRCA (aquele bastante divulgado pela atriz Angelina Jolie), que ocorre em algumas famílias e, geralmente, com várias parentes afetadas. Quando este gene está alterado, a mulher tem indicação de começar mais cedo a fazer exames para rastrear o câncer (geralmente antes dos 35 anos) e também a utilizar outros métodos.

Ultrassom

O ultrassom é um exame mais demorado e depende muito da habilidade do médico que está fazendo. Ele é utilizado, geralmente, para mamas mais densas, ou seja, com menos gordura e mais glândulas, pois a mamografia é menos eficaz nesses casos. Na maioria das vezes, mulheres mais jovens são as que têm maior densidade mamária. O ultrassom também é muito utilizado quando se acha uma alteração na mamografia ou detecta-se um nódulo palpável. Nesse caso, o ultrassom ajuda a ver o tamanho e a extensão do tumor, além de avaliar os gânglios na axila, auxiliando na definição do tratamento a ser feito.

Ressonância magnética

Já a ressonância é um exame de custo alto, mais difícil e demorado, com contraindicações (objetos metálicos no corpo, por exemplo) e que, portanto, é reservado para rastrear mulheres de risco mais alto. Em casos especiais, o exame pode ser feito em alternância com uma mamografia. Adicionalmente, a ressonância também ajuda a detectar tumores ocultos e a caracterizar melhor a mama de uma mulher com um câncer já diagnosticado, a fim de programar a cirurgia e avaliar se há outros focos do tumor.

* Rafael Luiz é graduado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com residência em clínica médica e oncologia também pela Unicamp.  Como membro do Grupo SOnHe atua nos hospitais Vera Cruz e Santa Tereza e no Instituto do Radium, em Campinas, SP.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Novos tratamentos e equipamentos para detecção da doença aumentam sobrevida dos pacientes 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, tem por objetivo conscientizar a população sobre os vários tipos de câncer, seus fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce, considerado um dos caminhos para a cura. No Brasil, a cada ano, são registrados, em média, 590 mil novos casos da doença, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A boa notícia é que, nos últimos anos, os tratamentos estão sendo mais eficientes. Além da prevenção e do diagnóstico precoce, há avanços também no tratamento. Como resultado, as chances de cura vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com o oncologista Dr. Rodrigo Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, “estudos feitos no Reino Unido mostram que as chances de cura do câncer aumentaram de forma importante nos últimos 40 anos”. Ele completa: “Nos EUA, a mortalidade por câncer caiu mais de 10% somente na última década”.

As chances de cura, porém, não são uniformes – elas dependem do tipo de câncer, do momento do diagnóstico e do tratamento aplicado, alerta o médico. Elas são maiores em fases iniciais da doença e quando o tratamento é realizado de forma adequada e oportuna. Daí a importância dos avanços na prevenção. Iniciativas que buscam a conscientização e mudança de comportamento, como políticas antitabagismo e campanhas de cuidado com a exposição à luz solar, são muito bem-vindas. Da mesma forma, a incorporação de vacinação contra o HPV é uma medida fundamental na luta contra um câncer de colo uterino e que pode ter também um impacto na redução de outros tipos de tumor.

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Entretanto, ainda que o diagnóstico seja feito em fases mais avançadas, novos tratamentos vêm mudando o dia a dia de médicos e pacientes. Um exemplo disso é a incorporação da imunoterapia: uma forma de tratamento que sofreu grandes melhorias nos últimos anos e agora representa uma nova arma contra diversos tipos de tumores, incluindo melanoma, pulmão e renal.

No caso específico do melanoma, esses avanços se traduziram não somente em melhores resultados e controle, como também em mais qualidade de vida. “Tanto com o uso da imunoterapia quanto com a terapia-alvo, as chances de os pacientes estarem vivos após mais de 5 anos vem aumentando progressivamente e, muitas vezes, com efeitos colaterais mais brandos do que aqueles que antes víamos com a quimioterapia”, explica o médico.

PET/CT Digital: avanço diagnóstico

A forma de avaliar e detectar o câncer também vem sofrendo modificações. O PET/CT Digital, por exemplo, disponível no Hospital Sírio-Libanês, pioneiro em oferecer este equipamento na América Latina, é um forte aliado para a descoberta de tumores malignos, além de auxiliar na detecção de doenças neurológicas, como Alzheimer. “Esse equipamento é uma grande evolução no uso do PET/CT como ferramenta de diagnóstico”, diz Carlos Buchpiguel, coordenador médico da Medicina Nuclear do Hospital Sírio-Libanês. Este aparelho faz uso da tecnologia de diagnóstico por imagem molecular. Essa modalidade, relativamente nova na área de saúde, envolve uma série de reações entre os elementos de imagem e moléculas-alvo, como enzimas, que quando presentes permitem o diagnóstico mais preciso e, muitas vezes, precoce. Essa conquista faz parte da busca pela inovação constante do Sírio-Libanês, contribuindo para aprimorar o sistema médico-hospitalar e a oferta de assistência à saúde.

Sobre o Sírio-Libanês

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica fundada em 1921, trabalha diariamente para oferecer uma assistência médico-hospitalar de excelência, sempre com um olhar humanizado e individualizado, em mais de 60 especialidades. Em uma busca constante, o hospital desenvolve atividades de ensino, integradas ao trabalho de compromisso social. Com o olhar sempre voltado para a tecnologia e inovação na atenção à saúde, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa promove estudos e compartilha conhecimento. Por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve programas de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribui para a disseminação de conhecimento e boas práticas para mais de 8 mil gestores de saúde em todo o país, como parte do Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A instituição também é responsável pela gestão de cinco unidades públicas estaduais e municipais de saúde como parte do trabalho do Sírio-Libanês Responsabilidade Social, além de manter um ambulatório filantrópico para atendimento a pacientes com câncer de mama em São Paulo.

Dr. Rodrigo Munhoz*Dr. Rodrigo Munhoz é Médico Oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Muitas são as dúvidas sobre o uso do contraste em exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada, deixando os pacientes com dúvidas, e alguma vezes com receio em fazer o procedimento. Alergias, efeitos colaterais, fatores de riscos, e até o entender o porque dele ser utilizado são os mais comuns. Para esclarecer o uso do contraste, o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Lucilo Maranhão Neto, responde algumas perguntas acerca do uso do composto.

O que é o contraste?

Os meios de contraste (MC) são compostos utilizados para dar melhor definição de imagem nos distintos métodos de diagnóstico radiológicos e incluem o sulfato de bário, a fluoresceína, o gadolíneo (Gd) e os meios de contraste iodados (MCI).

Qual a indicação do uso do contraste nos exames de ressonância e tomografia?

O contraste vai ajudar o médico radiologista a ter mais subsídios para sugerir um diagnóstico preciso. No campo da oncologia, por exemplo, os contrastes ajudam não só na identificação das lesões como ainda, baseado no comportamento vascular das lesões em diagnósticos precisos. Ajudam ainda de maneira geral na identificação de locais com reações inflamatórias/infecciosas, que irão realçar ao meio de contraste.

Lucilo Maranhão Neto - Médico Radiologista

Tem alguma idade mínima ou máxima para se usar?

Geralmente recomenda-se seu uso, mediante indicação do médico assistente, após os 2 anos de idade; não havendo idade máxima para sua utilização, respeitando-se todavia as suas contra-indicações.

Como é aplicado o contraste?

Geralmente é aplicado por via intravenosa, em alguns casos,  os iodados, podem ser deglutidos em solução para estudo do trato gastrointestinal.

Quais os fatores de risco da utilização do contraste?

História prévia de reação adversa ao meio de contraste, história de múltiplas alergias ou asma, mieloma múltiplo, doença renal, diabetes, doença cardiovascular, incluindo arritmias, cardiopatia isquêmica e hipotensão pulmonar, discrasias sangüíneas, feocromocitoma, doença autoimune, hipertireoidismo e ansiedade.

Existem alergias ao contraste?

A frequência das reações alérgicas varia de acordo com o tipo de contraste usado. De modo geral, considera-se que os agentes de contraste à base de gadolíneo são muito mais seguros que o contraste iodado utilizado na radiologia convencional e nos exames de tomografia computadorizada.

Existem efeitos colaterais após o uso do contraste?

As reações adversas associadas com o uso de meios de contraste são normalmente leves a moderadas e de natureza transitória, requerendo apenas monitorização. No entanto, foram relatadas reações graves envolvendo risco de vida, incluindo casos fatais. As reações leves são as mais comuns, tais como náuseas, vômitos, urticária, cefaléia, irritação, ardor,  sensação de dor e sensação geral de calor.

Quanto tempo o contraste fica no corpo da pessoa?

A meia-vida do meio de contraste iodado administrado via intravenosa é de aproximadamente duas horas e quase 100% da dose é eliminada da corrente sangüínea em 24 horas. No caso do gadolíneo, geralmente por volta de 90 minutos, se a função renal estiver normal.

Tive alergia ao contraste no passado, posso ter novamente? 

Sim, pode ser que ocorra novamente. Portanto, torna-se imperiosa a necessidade de comunicar ao médico a história previa de alergias aos contrastes e a outros fatores.

 Tenho alergia a camarão e frutos do mar, posso ter ao contraste?

Sim. Pacientes que possuem alergia a outras substâncias, podem ter mais chances de alergias ao contraste, quando comparados a um grupo populacional que não possui alergias de qualquer ordem. Pacientes alérgicos a crustáceos podem apresentar doenças atópicas, e devem ser questionados a respeito de outras alergias, o que poderia predispor a uma reação de hipersensibilidade ao contraste. Para esses pacientes, quando há necessidade de um estudo com contraste, indicamos um prévio preparo anti-alérgico.

Tenho asma, e faço uso de bombinha. Posso usar contraste?

Sim, porém, como a asma é um entidade clínica com fundo alérgico, indicamos previamente o preparo anti-alérgico.

 Sou cardiopata, posso usar contraste?

Em princípio sim. Determinadas cardiopatias constituem fator de risco para reações adversas aos meios de contraste. Em casos selecionados de insuficiência cardíaca grave, os contrastes devem ser evitados, pois eles agem sobre a função cárdiovascular diminuindo a contratilidade cardíaca e sobre o efeito de “bomba” do coração. Sempre pesar risco x benefício.

Grávidas e mulheres amamentando podem utilizar o contraste?

A passagem de contraste pela placenta em gestantes e para o leite em mulheres na lactação já foi demonstrada; de modo que de maneira geral, recomenda-se a não-utilização dos meios de contraste nestas situações. Ele somente deve ser utilizado quando a informação necessária não pode ser adquirida por outros exames; casos em que o exame altera o tratamento da paciente durante a gravidez e se não for prudente esperar até o final da gestação para o diagnóstico. Nestes casos a dose para gestantes deve ser a metade da habitual.

*Dr. Lucilo Maranhão Neto médico radiologista*Dr. Lucilo Maranhão Neto é médico radiologista na Lucilo Maranhão Diagnósticos.

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Criado nos anos de 1990, por conta de um movimento que nasceu nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa pretende reunir diversas ações relacionadas à conscientização e luta contra o câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza estimula a participação da população, empresas e entidades.

Novidades nas áreas de pesquisa reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir, por exemplo, que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o câncer de mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento. Muitos avanços que reforça o sentimento de esperança das mulheres acometidas pela doença.

O diagnóstico precoce

Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra, analisa que os sucessos dos altos índices de cura são devido ao diagnóstico precoce e avanços nos tratamentos. “Hoje em dia, em todas as consultas, alertamos sobre a necessidade de mamografias anuais após os 40 anos, a importância do autoexame e, claro, o foco na qualidade de vida e cuidados com o corpo como um todo”. A médica alerta que as mulheres precisam ficar atentas à possíveis desconfortos, alterações bruscas no contorno e aspectos das mamas, nódulos ou secreção mamilar, além de inchaço dos gânglios axilares ou perda de peso repentina.

Ao realizar o autoexame das mamas, idealmente no período pós-menstrual,  as mulheres podem identificar alterações nas mamas. A qualquer sinal de alteração ou dúvida orienta-se buscar a opinião de um especialista, pois somente a consulta completa, com exame físico direcionado, associada à  mamografia (se for indicada) permitem a detecção precoce e aumentam as taxas de cura. A crença de que a ausência de  herança genética deixa a mulher isenta do risco do câncer de mama, infelizmente, ainda é uma das maiores causas de atraso no diagnóstico, visto que somente 15% dos casos são transmitidos por mutações genéticas familiares. Sendo assim, “consultas periódicas e hábitos de vida saudáveis são as melhores prevenções para o câncer de mama.”, finaliza a Dra. Flávia.

Como realizar o autoexame das mamas

*Dra. Flávia Fairbanks é ginecologista e obstetra atuante na Clínica FemCare.

Dia Mundial do Coração: conheça a terceira maior causa de AVC no mundo

Dia Mundial do Coração: conheça a terceira maior causa de AVC no mundo

Hoje, dia 29 de setembro, é lembrado como o dia mundial do coração. A data foi criada com o intuito de conscientizar a população a respeito dos problemas cardiovasculares, que podem acontecer em qualquer idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, essa é uma das principais causas de morte, sendo o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico o líder da lista das principais doenças cardiológicas que levam a óbito no país. O que poucas pessoas sabem é que existem diversas doenças que podem levar ao AVC, sendo uma delas a estenose da carótida, a terceira maior causa de acidentes vasculares cerebrais em todo o mundo.

A estenose da carótida é uma doença que ocorre quando as artérias carótidas, principais responsáveis pelo fluxo de sangue no cérebro, se tornam estreitas ou ficam obstruídas. Quando estes vasos encontram-se doentes, eles podem privar o cérebro de oxigênio ao enviar êmbolos de gordura e cálcio, levando o paciente ao AVC.


Segundo Fábio Espirito Santo, cirurgião vascular da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a cirurgia de carótidas é uma opção para tratar a obstrução antes que as artérias estejam totalmente comprometidas. “Existem dois métodos para realizar a desobstrução: via cirurgia aberta, a endarterectomia; ou por meio da colocação de um stent percutâneo, prática conhecida também como angioplastia. Ambas as técnicas têm resultados eficientes e é necessário que cada caso seja avaliado individualmente para que seja indicada a melhor opção”.

Nos últimos cinco anos, a equipe de cardiologia do Hospital São Camilo tem executado os processos com índices de sucesso comparáveis à literatura mundial. “A angioplastia com stent é uma opção mais moderna, mas para a maioria das pessoas a endarterectomia tem melhores resultados, principalmente nos pacientes mais graves e idosos”, explica o cirurgião vascular.

As causas para o entupimento das artérias podem ser de origem genética, mas o principal motivo para o acúmulo é comportamental. Hábitos como: dietas não saudáveis, sedentarismo, tabagismo e consumo abusivo de álcool, são os principais fatores de risco das doenças cardiovasculares. Além disso, é preciso ficar atento a sinais como pressão alta, glicose sanguínea elevada, grande número de lipídios no sangue, obesidade ou baixo peso, que também fazem com que aumentem as chances de desenvolver a patologia.

*Fábio Espirito Santo é Cirurgião Vascular e Endovascular no Hospital São Camilo.

Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha de conscientização reitera a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), destacando os seus sintomas e o risco de sequelas

São Paulo, 28 de agosto de 2017 – A Rede Brasil AVC e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, estão lançando a campanha “A Vida Conta – Cada minuto faz diferença”, que visa conscientizar a população sobre a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um AVC, segunda maior causa de morte no mundo¹,2, elucidando a sua relação direta com o risco de sequelas graves e incapacitantes.

A campanha está sendo apresentada ao público por meio de diversas ações. A principal delas é o engajamento de influenciadores digitais – tal como Caio Novaes, do Ana Maria Brogui -, com a inserção de um vídeo-interrupção em seus canais no Youtube, trazendo informações impactantes sobre a doença para o público.

Acidente Vascular Cerebral

Principal causa de incapacidade em todo o mundo3, o AVC é sempre uma emergência médica e pode ocorrer na forma isquêmica ou hemorrágica. Respondendo por aproximadamente 85% dos casos4, a forma isquêmica ocorre quando há a obstrução em um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células locais, chamadas de neurônios, e causando a sua morte. Já na hemorrágica, um vaso enfraquecido rompe e sangra no cérebro, causando inchaço e pressão local.

“No caso do AVC isquêmico, o que mais comumente acomete a população, um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1.9 milhão de neurônios a cada minuto. Por isso, quanto mais tempo se passa sem atendimento, maiores são as chances de sequelas graves, como dificuldades de movimentação, linguagem, visuais, de memória e até mesmo comportamentais, de acordo com a área do cérebro afetada. Ou seja, tempo é cérebro”, afirma a Dra. Sheila Martins, neurologista e presidente da Rede Brasil AVC.

A campanha também irá contar com vídeos educativos sobre os sintomas do AVC, tais como assimetria facial, perda de força de um lado do corpo e dificuldade para falar e compreender a fala, além de vídeos-depoimentos de pessoas que sobreviveram a um AVC.

“90% dos fatores de risco são preveníveis, tais como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse. Além disso, é importante ressaltar que o AVC é uma doença tratável. Hoje, no caso do isquêmico, existe um medicamento injetável altamente eficaz. Estudos mostram que em até 4h30min após o início dos sintomas, o paciente que recebe esse medicamento, responsável por desobstruir o vaso lesionado, logo que chega ao hospital capacitado, tem 30% mais chances de bons resultados em seu quadro”, explica o Dr. Octavio Pontes Neto, neurologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares.

Para acompanhar a campanha, acesse a Fanpage da Rede Brasil AVC: www.facebook.com/CampanhaAVC.

Sobre a Campanha “A Vida Conta”

“A Vida Conta” é uma campanha da Rede Brasil AVC em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com apoio da Boehringer Ingelheim.

Sobre a Rede Brasil AVC

A Rede Brasil AVC é uma Organização Não-Governamental (ONG), criada com o objetivo de melhorar a assistência global ao paciente com AVC em todo o país. A associação é formada por profissionais de diversas áreas que, unidos, lutam para diminuir o número de casos da doença, além de melhorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar ao paciente, aprimorar a prevenção ao AVC e propiciar a reabilitação precoce e a reintegração social do indivíduo. O trabalho da Rede Brasil AVC tem sido modelo para outros países na América Latina e no Mundo.

Sobre a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares

A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares é o Diretório Científico em Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), órgão oficial representante da Neurologia no Brasil junto a Associação Médica Brasileira. Assim, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares representa os médicos neurologistas, assim como outros profissionais de saúde interessados na educação, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes portadores de acidente vascular cerebral, uma das principais causas de óbito e de incapacidade permanente no país.

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Especialista da Unimed-BH ressalta a importância da conscientização sobre os cuidados permanentes

O último dia 8 de agosto foi marcado pelo Dia Nacional do Controle do Colesterol, dia instituído com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas decorrentes da elevada taxa de colesterol sanguíneo. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto.

A palavra colesterol já foi associada a algo maléfico, porém, ele é essencial para o bom funcionamento do organismo. “Ele é necessário para algumas funções do corpo, como a produção de determinados hormônios, mas o próprio organismo já produz a quantidade de que precisa. Assim, controlar a alimentação é muito importante para evitar altas taxas de colesterol ruim no sangue, mais do que para aumentar o colesterol bom”, explica o cardiologista da Unimed-BH, José Pedro Jorge Filho. Conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio organismo, no fígado; os demais 30% vêm da dieta.

O cardiologista esclarece que a ingestão de alimentos industrializados é o fator que mais contribui para o aumento do colesterol no sangue, além do sedentarismo. “O mais importante no aspecto alimentar é evitar a gordura saturada e a gordura trans. Observa-se que, ao longo das décadas, a expectativa de vida das novas gerações sempre foi superior à anterior. No entanto, o receio agora, em função das questões de saúde, é que os filhos tenham menos expectativa do que os pais. A mudança de hábitos é fundamental”, ressalta.

O médico José Pedro pontua que um produto largamente adotado em dietas, o óleo de coco, prejudica a saúde quando o assunto é colesterol. “A maior parte dos óleos vegetais, como os de oliva, canola, milho, girassol e soja, são insaturados e, por isso, mais saudáveis. O óleo de coco e o azeite de dendê são as exceções, são naturalmente saturados e fazem tão mal para a saúde quanto a gordura animal”, explica.

O cardiologista orienta ainda que a reutilização de qualquer gordura vegetal também é contraindicada, pois o processo transforma o óleo insaturado em saturado. “Por isso não recomendamos o hábito de frituras em que o alimento é mergulhado na panela cheia de óleo, mesmo quando são usados óleos vegetais saudáveis”. Ele dá uma dica interessante para verificar se a gordura faz mal à saúde: colocar a gordura na geladeira. “Se formar uma camada sólida é sinal que está saturada e, portanto, faz mal”, recomenda.

Causa de problemas cardíacos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames. Grande parte das vítimas é acometida por alguma das principais causas evitáveis das doenças, entre elas o colesterol alto, pressão alta ou o tabagismo. Para a OMS, muitas vidas poderiam ser salvas por meio do controle dessas condições que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares.

O designer de produtos, Osvaldo Cotrim, é um exemplo de como a mudança nos hábitos pode trazer benefícios. Ele chegou a pesar 152 quilos e, apesar de jovem, com 22 anos, já tinha um índice de colesterol alto para a idade e sofria de hipertensão. “Eu costumo dizer que não tomei vergonha, tomei um susto. Decidi me cuidar, adicionei exercícios físicos à minha rotina, melhorei minha dieta e emagreci 60 quilos. Agora, minha sensação é de tranquilidade, me sinto aliviado por evitar outros problemas que poderiam afetar ainda mais minha saúde”, relata.

Hoje, aos 26 anos, Osvaldo pesa 92 quilos e ainda quer perder mais. “Eu não caminhava nem pequenas distâncias. Meus exames estavam no limite, o que também é perigoso, e a mudança foi motivada pelo medo, pois tinha consciência dos problemas de saúde. Sugiro que todos tenham bom senso em relação à alimentação e pratiquem exercícios. Já sinto as melhoras diariamente” afirma.