Categoria: Saúde da mulher

Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

O clima mais frio do ano requer uma série de cuidados com a saúde. Por isso, o coração não deve ser deixado de lado. Especialista mostra como reduzir estes riscos.

O inverno chegou com tudo no Brasil. Basta observar a queda acentuada das temperaturas em grande parte do país nos últimos dias. E juntamente com o frio, uma série de cuidados devem ser tomados para evitar problemas à saúde. O coração também deve ser alvo destes cuidados. Basta observar que dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam que o número de infartos nesta época do ano pode aumentar em até 30%. As razões disso, explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano, “em temperaturas mais frias o corpo entra em vasoconstrição, reduzindo o calibre das nossas artérias e com isso pode ocorrer a elevação da pressão arterial”.

Infarto no inverno

Segundo o cardiologista, uma atenção especial deve ser dada para quem já possui doenças prévias do coração, e principalmente doença das coronárias. “A passagem de sangue pelos vasos já está sendo parcialmente bloqueada por placas de aterosclerose. No inverno essa condição pode piorar. Afinal, no frio, a constrição das artérias reduz mais ainda o fluxo sanguíneo pelo corpo e pela coronária, e o que pode ocorrer? Aumento do risco de Infarto”.

Outra questão a ser observada nesta época do ano é na má alimentação, orienta o cardiologista. “O corpo precisa de mais energia para manter a temperatura ideal, e por isso o organismo pede mais comida. O problema é que para suprir esta vontade a pessoa acaba ingerindo alimentos mais calóricos e gordurosos. Se por um lado a comida gordurosa parece ser uma fonte mais eficiente para fornecer energia, alimentar-se mal, pode acelerar ainda mais o processo de aterosclerose, entupindo as artérias do coração, e levando ao infarto”, acrescenta. E um grave problema também que precisa ser destacado é a redução de exercício físico: “as pessoas tendem a se exercitar ainda menos no frio, e sabemos que pessoas sedentárias estão mais propensas a terem doenças cardiovasculares. Além disso, o exercício provoca uma vasodilatação arterial, garantindo o fluxo adequado para os nossos órgãos”, explica.

Por fim, o mais importante de tudo, reforça Dr. Yano, é manter o acompanhamento clínico de forma periódica: “Mantendo a saúde em dia e controlando os fatores de risco, certamente futuras complicações serão evitadas. Diante de um cenário de pandemia, mantenha o equilíbrio emocional e siga sempre as orientações do seu médico. Assim poderá evitar que enfermidades, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, obesidade, ou até mesmo um infarto atrapalhem a sua vida”, completa.

Dr. Roberto YanoDr. Roberto Yano é Médico, Cardiologista, Especialista em Marca-passo (AMB).

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Conversa no canal de YouTube contará com cinco médicos urologistas para debater a Infecção do Trato Urinário (ITU), que costuma se agravar durante o inverno

A São Pietro Saúde irá realizar uma live gratuita sobre infecção urinária. Com a chegada do inverno e dos dias mais frios, tradicionalmente há um aumento no número de casos desta infecção, atingindo especialmente a população feminina – mas também homens, crianças e idosos. Causas, sintomas e tratamento serão os principais aspectos debatidos por cinco médicos urologistas no canal de YouTube do Grupo São Pietro na terça-feira, dia 29 de junho, a partir das 19h30.

A Infecção do Trato Urinário (ITU) afeta de 50% a 80% das mulheres em algum momento da vida, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. No entanto, não é um problema apenas da população feminina, especialmente nos meses mais frios do ano. As pessoas tendem a ingerir menos líquido com a diminuição do calor, tendo como consequência menos vontade de urinar, prejudicando a limpeza do canal da uretra.

Live sobre infecção urinaria

“Existem diversas atitudes simples que as pessoas podem adotar no dia a dia para reduzir os riscos de uma infecção urinária. Beber água com frequência, por exemplo, tem grande relevância para a eliminação de resíduos prejudiciais na bexiga. A prevenção e o cuidado permanente com o corpo e o bem-estar são sempre o melhor caminho para uma vida saudável”, afirma o Dr. Felipe Rocha, médico da São Pietro Saúde com especialização em Cirurgia Geral e Urologia.

Durante a live da São Pietro Saúde, os médicos urologistas irão diferenciar as infecções urinárias mais prevalentes. Enquanto a pielonefrite acomete os rins, a cistite afeta a bexiga e a uretrite impacta a região da uretra. Saber detectar os sintomas mais recorrentes, diagnosticar e agir preventivamente são alguns dos pontos importantes para evitar que a ITU leve a quadros mais graves de saúde.

“A infecção urinária é um problema grave por ser uma patologia muito frequente a nossa comunidade, acometendo principalmente as mulheres, em uma proporção de 10 a 20 vezes maior que os homens”, alerta o Dr. Felipe Rocha. Ainda de acordo com o médico, “48% das mulheres apresentam pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, estando relacionada à atividade sexual, gestação e menopausa. Isto ocorre pois as mulheres possuem uma uretra curta, facilitando a contaminação da urina com bactérias intestinais que permanecem na região vaginal. Já as infecções urinárias em homens são mais frequentes após os 50 anos, devido a patologias prostáticas que propiciam o esvaziamento incompleto da bexiga após a micção”.

O Dr. Felipe Rocha também destaca que a infecção urinária pode surgir de diversos tipos de bactérias, inclusive hospitalares. A Escherichia Coli, por exemplo, é a bactéria mais frequente na infecção urinária e faz parte da flora intestinal normal. “Isto preocupa muitos os especialistas, pois estas bactérias podem apresentar resistência aos antibióticos mais simples, sendo necessária hospitalização para seu tratamento. Devemos estar atentos aos sintomas de infecção urinária, que são: aumento da frequência urinária, dor ao urinar, urina mal cheirosa, dor lombar que podem ser seguidos de febre e mal estar”, afirma o médico urologista.

A São Pietro Saúde é referência no atendimento de urologia no Sul do Brasil. Sua unidade de Uro & Oftalmo Center localizada no Hub da Saúde Max Plaza, em Canoas, traz um atendimento humanizado e tecnologia de ponta (com equipamentos e a chancela da Zeiss Reference Center). O Grupo São Pietro ainda mantém em Porto Alegre um corpo clínico especializado para o Pronto Atendimento Urológico, no Prime Day Hospital.

Debatedores da live São Pietro Saúde sobre Infecção Urinária:

  • Dr. Daniel Consul Ferreira: médico graduado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA. Possui especializações em cirurgia geral e urologia.
  • Dra. Karin Jaeger Anzolch: graduada pela PUCRS, com especializações em cirurgia e urologia. Realizou formação complementar em urologia no Canadá e, posteriormente, em urologia feminina e disfunções miccionais. É mestre e doutora em Ciências Cirúrgicas pela UFRGS.
  • Dr. Felipe Rocha: graduado em medicina pela PUCRS, com especialização em Cirurgia Geral e Urologia. Realizou diversas formações complementares no Canadá e nos Estados Unidos em cirurgia e urologia. Suas áreas de atuação incluem a uro-oncologia, cálculos renais, estenose de uretra e deficiência androgênica do envelhecimento masculino.
  • Dr. Marcus Vinicius da Silva Azenha: graduado em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, com especializações em Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica e Urologia Pediátrica. É pesquisador do Ambulatório de Anomalias da Diferenciação Sexual (PADS).
  • Mediação do debate: Dr. Luciano Zuffo, médico urologista, Diretor da São Pietro Saúde e presidente da Somédica – Associação Médica de Canoas.
Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Exposição tem o objetivo de conscientizar e inspirar mulheres com diabetes a se cuidarem no mês da Luta pela Saúde da Mulher e da Mortalidade Materna 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 199 milhões de mulheres (8%) vivem com diabetes no mundo, e 8,5 milhões, ou seja, 7,8% das mulheres brasileiras, de acordo com a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2020 pelo Ministério da Saúde.

Outro estudo publicado pela OMS mostra que as doenças cardiovasculares acometem mais de 23 mil mulheres por dia no mundo. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte*. Sendo que, pessoas com diabetes tipo 2 possuem o risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver doença cardiovascular.**

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde estima que um em cada seis nascimentos ocorra em mulheres com alguma forma de hiperglicemia durante a gestação. *** Sem planejamento preconcepção, o diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 resultam em uma mortalidade e morbidade materna e infantil significativamente maiores.

No mês em que são comemoradas a Redução da Mortalidade Materna e a Luta pela Saúde da Mulher, datas que integram o 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), o Movimento Divabética, criado com o objetivo de conscientizar e elevar o autocuidado e autoestima de pessoas com diabetes, realizará a uma Exposição de fotos Mulheres & Diabetes na Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino, em São Paulo, a partir do dia 05 de maio.

Movimento Divabética

Fabiana Couto, Fundadora do Movimento Divabética, empresária e psicanalista, que convive com o diabetes desde os 13 anos de idade, diz ”A iniciativa tem o intuito de sensibilizar a população brasileira trazendo histórias reais e exemplos de superação de mulheres com diabetes, bem como educar e conscientizar sobre os riscos da doença quando mal controlada, promovendo maior qualidade de vida”. 

Para isso, a Exposição terá fotos e depoimentos produzidos em um ensaio fotográfico que aconteceu ano passado antes da pandemia iniciar, e reunirá as histórias de 13 mulheres com a condição que superaram os desafios da doença. A Campanha Mulheres & Diabetes incluirá uma exposição no formato online e que poderá ser encontrado no site https://mulheresediabetes.com.br/, para alcançar o público nesse momento de isolamento social. Este também terá informações sobre o autocuidado, que ajudarão a controlar melhor o diabetes.

 

Entre as histórias que serão relatadas na exposição está a de Dra. Karla Melo, Doutora em Endocrinologia, coordenadora do Departamento de Saúde Pública e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes e com diabetes tipo 1 desde a infância, “a saúde feminina precisa de um cuidado especial devido às particularidades de cada período específico da vida da mulher como: adolescência, fase fértil e fases do ciclo menstrual, gestação e pós-menopausa. Estas fases têm características hormonais, que impactam no controle glicêmico de maneira diferente. Entender a ação da medicação no seu organismo em cada uma dessas fases é fundamental para uma qualidade de vida melhor e para um bom controle do diabetes.”

Outra história é de Kath Paloma, pedagoga, 34 anos, que tem diabetes tipo 1 há 14, antes de ter seu filho Davi, teve uma primeira gestação interrompida “Nunca tinha sonhado em ser mãe e engravidei sem planejamento. Estava com a glicemia alta já há alguns meses e acabei tendo um aborto. Após o que aconteceu, gostei da experiência de engravidar e decidi tentar novamente com todo o planejamento. Em poucos meses engravidei, porém mesmo tendo todo o cuidado e uma equipe multidisciplinar, tive pré-eclâmpsia, e o Davi nasceu maior do que deveria, e teve cardiopatia. Mesmo com todos estes desafios da gravidez com diabetes, consegui, com informação e apoio, contornar todos eles. Valeu muito a pena ser mãe do Davi e somos uma família muito feliz”.    

“O objetivo da exposição, além de levar conscientização e a educação às pessoas, é também romper com qualquer tipo de estigma ainda relacionado ao diabetes. Por meio da exposição, queremos que as pessoas se amem e aceitem a condição, e percebam que o diabetes bem cuidado não limita, e pode promover uma qualidade de vida ainda maior. Queremos que todas as mulheres se empoderem para seu autocuidado e, sejam saudáveis e felizes com a condição”, explica Fabiana Couto.

As iniciativas têm o apoio do Metrô de São Paulo e das empresas Medtronic e Novo Nordisk.

Exposição de Fotos:

Período: Até 6 de junho 2021

Local: Online Website www.mulheresediabetes.com.br, Físico: Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino

Endereço: R. Melo Freire – Tatuapé, São Paulo

 

Sobre o Movimento Divabética

O Movimento Divabética foi criado em 2017, com o objetivo de reforçar a autoestima e autoconfiança de pessoas com diabetes, apoiando-as e empoderando-as para que conquistem mais aceitação da condição e autocuidado, evitando complicações e vivendo uma vida mais plena e feliz. 

Transplante de fezes: entenda o motivo do procedimento

Transplante de fezes: entenda o motivo do procedimento

A ideia pode até parecer estranha, mas é real. Veja como funciona o procedimento que consiste em colonizar novamente o organismo com bactérias saudáveis

O transplante de fezes é um dos assuntos abordados pelo farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira, em seu livro “O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva”, recém-lançado pela Editora Gente. Trata-se de intervenção externa empregada em casos específicos, por exemplo, quando o uso recorrente de antibióticos causou estragos permanentes às bactérias do intestino de um indivíduo. “A premissa do transplante de fezes é retirar todas aquelas bactérias prejudiciais e fazer uma nova colonização com a microbiota boa”, explica Silveira.

É preciso, antes de tudo, conforme o pós-doutor em microbiologia, esclarecer a importância das bactérias boas presentes no organismo humano para o bom funcionamento do sistema imunológico. A microbiota intestinal, especificamente, é a responsável por formar uma barreira no órgão, que impedirá a ação de microrganismos nocivos capazes de gerar inflamações e doenças.

Transplante de Feses

A alimentação saudável – restringindo industrializados e ultraprocessados, ricos em açúcar – é um dos fatores chave para alimentar as bactérias boas do organismo, que contribuem para a promoção de saúde. Entretanto, alimentar-se de maneira adequada e mudar o estilo de vida (ter bom sono, praticar exercícios físicos, evitar stress etc.) exige mudança de hábitos e leva algum tempo para que ocorra a colonização por bactérias adequadas. Nesses casos o transplante de fezes é uma boa opção.

Antes de tudo, para realizar o procedimento, é necessário encontrar um doador. Ele precisa ter um perfil bacteriano específico. Não à toa, o mais comum é escolher familiares pois são pessoas cujo histórico de vida é conhecido ficando mais fácil atestar saúde. Mesmo assim, é preciso provar que tem a microbiota saudável. Se nasceu de cesárea ou parto normal, qual a dieta alimentar, o histórico de doenças, se exames detectaram hepatite, HIV, rotavírus, giardia e outras parasitoses, tudo isso será levado em conta para classificar a pessoa como um doador.

O procedimento, apesar de simples, só pode ser realizado após indicação clínica e sob supervisão médica direta. Um dos modos de fazer o transplante é por meio de uma colonoscopia: as fezes do doador (preparadas por um microbiologista) são colocadas em um mixer e diluídas no soro e posteriormente borrifadas, através de uma seringa, nos intestinos grosso e delgado durante 30 minutos. O pós-doutor em microbiologia informa que o procedimento apresenta resultados instantâneos.

Até por isso já é usado em muitos países como coadjuvante no tratamento de diversas doenças tais como obesidade, doenças crônicas, depressão, TDAH, autismo e obesidade, Na Europa, por exemplo, alguns consórcios já trabalham com banco de fezes. Por sua vez, no Brasil, este procedimento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecção por Clostridioides difficile, bactéria responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa.

Entusiasta do transplante de fezes, Silveira defende o uso do procedimento no Brasil para tratamento de outras doenças, além das causadas pela Clostridioides difficile, assim como ocorre na Europa, por exemplo. Conforme o pós-doutor em microbiologia, isso seria simples de ocorrer, desde que houvesse uma forte regulamentação, obedecendo critérios rigorosos para a seleção dos doadores. “Para doar sangue é preciso, inicialmente, responder um longo questionário e, depois de aprovado, passar por exames de sangue. Por que não podemos ter um protocolo semelhante para o transplante de fezes?”, indaga.

O pós-doutor em microbiologia explica que, mesmo não sendo regulamentado pela Anvisa, o transplante de fezes não é proibido no Brasil, desde que seja recomendado e avalizado por um médico. Silveira conhece algumas pessoas que fizeram e obtiveram bons resultados com o procedimento. É o caso de um amigo médico neurologista, que já defendia a utilização do intestino como ferramenta de intervenção para problemas neurológicos, e decidiu avaliar os benefícios do transplante de fezes em si próprio, com o aval de seu gastroenterologista.

O neurologista apresentava sintomas relacionados a uma microbiota doente, tais como insônia, TDAH, intestino irritável e resistência insulínica – apesar de não ser diabético, sua glicose em jejum era alta. Fez inúmeras tentativas para diminuir a inflamação intestinal, tais como a prática de atividade física e a ingestão de alimentos probióticos e prebióticos, nenhuma intervenção foi bem-sucedida.

Sabia que o seu problema era o microbioma, porque o seu histórico de vida apontava para isso. Seu parto fora realizado por cesárea, na infância havia consumido muitos antibióticos para combater constantes inflamações de ouvido e seus refluxos foram sempre combatidos por altas doses de Omeprazol. Tudo isso fez o neurologista optar pelo transplante de fezes, que resultou, segundo ele, em uma inversão inacreditável de seu microbioma. Além da inflamação diminuir, seu intestino começou a funcionar normalmente, o sono melhorou, a glicose voltou o lugar e sua mente ficou mais focada.

Não obstante os ótimos resultados, Silveira pondera que o transplante de fezes não pode ser visto como uma salvação milagrosa. Conforme o autor do livro “O lado bom das bactérias”, o procedimento funciona como se a pessoa estivesse reiniciando o sistema operacional do computador. “A transferência de bactérias vivas traz um resultado efetivo, mas fugaz. Trata-se de uma estratégia para ser empregada em momentos pontuais, mas não se pode e bem deve depender dela para uma vida mais saudável”, afirma. Nesse sentido, o procedimento é uma nova chance para rever e mudar os hábitos cotidianos. “Somente adotando um estilo de vida mais saudável será possível obter resultados duradouros”, garante.

Dr Alessandro SilveiraSobre Dr. Alessandro Silveira

Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Atualmente é professor titular de Microbiologia Clínica para os cursos de Medicina, Farmácia e Biomedicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina. Desempenha, ainda pela FURB, as funções de consultor técnico de Microbiologia Clínica e Bacteriologia Clínica e coordenador do curso de Especialização em Bacteriologia Clínica. Atua também como coordenador de Microbiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), gestor da Microbiologia do Ghanem Laboratório de Joinville e consultor de Microbiologia Clínica e Molecular na DASA.

Suas linhas de pesquisa incluem a análise metagemônica do microbioma intestinal e a detecção da diminuição da susceptibilidade de Staphylococcus aureus à vancomicina.

Sexo durante a menstruação: sim ou não?

Sexo durante a menstruação: sim ou não?

Mariana Betioli, obstetriz e fundadora da Inciclo, responde principais dúvidas sobre o tema

Transar menstruada é um daqueles assuntos que, apesar de serem polêmicos, no fundo, todo mundo quer saber sobre. Por isso, conversamos com a obstetriz Mariana Betioli, fundadora da marca de coletores e discos menstruais Inciclo, para esclarecer os principais questionamentos sobre o tema. Afinal, é possível fazer sexo durante o período menstrual? 

A vontade de fazer ou não fazer sexo durante a menstruação varia de pessoa para pessoa. Muitas mulheres acabam se privando de ter relações sexuais ou se masturbarem nessa fase por falta de conhecimento. 

Uma pesquisa realizada pela Inciclo com 16 mil mulheres apontou que mais de 85% delas relataram aumento da libido durante a menstruação, mas somente 49% se permite ter experiências sexuais durante essa fase do ciclo. Nessa fase, o clitóris fica mais sensível aos estímulos e os hormônios sexuais estão nas alturas, o que também facilita o orgasmo. 

“Muitas pessoas sentem que o desejo sexual aumenta alguns dias antes da ovulação, que acontece cerca de duas semanas antes da menstruação. Outras sentem aumento de libido durante a menstruação também. Isso acontece por causa da mudança hormonal dessa fase”, destaca Mariana. “Se perceber que a vontade de transar aumentou, saiba que isso é natural e não há problema em ter relações sexuais mesmo durante o sangramento” , indica a especialista. 

Segundo ela, o orgasmo, inclusive, oferece vantagens, sendo capaz de aliviar até as cólicas menstruais. “A cólica acontece quando o útero se contrai para expelir o sangue menstrual e, curiosamente, durante o orgasmo o útero também se contrai, mas depois relaxa totalmente. O que faz melhorar a cólica é esse efeito relaxante do orgasmo somado ao aumento de fluxo sanguíneo na região pélvica e a liberação de hormônios de prazer”, aponta Mariana. 

Período Menstural x Autoconhecimeno

A obstetriz incentiva o autoconhecimento das mulheres, especialmente durante o período menstrual. “Menstruação não deveria ser um tabu. Quanto mais nos conhecemos, melhores serão as decisões que tomamos em relação à nossa própria saúde. E o autoconhecimento faz toda a diferença na hora do sexo. Analise como você se sente, observe seus desejos sexuais durante a menstruação”, orienta. “Além disso, existe algo de libertador na prática sexual durante a menstruação. Não só pelas condições físicas do momento, como aumento da lubrificação vaginal, mas também por aumentar a intimidade do casal e romper com um preconceito que persiste por muitos anos na nossa cultura”, acrescenta. 

Contudo, mesmo nos momentos de prazer, é sempre essencial tomar medidas de proteção. O uso da camisinha é fundamental para evitar não só uma gravidez inesperada, mas também o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST). “As chances são menores, mas ainda assim é possível engravidar durante a menstruação. Se você tiver um ciclo menstrual curto, o risco de engravidar aumenta. O esperma pode permanecer vivo no corpo da mulher por até cinco dias. Portanto, se o ciclo é menor e a ovulação ocorre poucos dias após acabar o sangramento, há uma chance de liberar um óvulo enquanto o esperma ainda estiver vivo na vagina”, observa Mariana Betioli. “Usando preservativo, você e seu parceiro ou parceira poderão aproveitar o momento com mais segurança, tranquilidade e leveza.” 

E o sangue?

Outra motivo de preocupação das mulheres no que diz respeito ao sexo na menstruação é o próprio sangue. Muitas delas não transam ou se masturbam durante a menstruação, por mais que sintam vontade, pelo receio de manchar o lençol, preguiça de arrumar tudo depois, nojo do sangue e ainda o fato de não se sentirem à vontade com o parceiro ou parceira. Uma alternativa é usar o Lovin, que é disco menstrual reutilizável, feito de silicone hipoalergênico e fica posicionado em volta do colo do útero coletando o fluxo deixando o canal vaginal livre para a penetração. “O disco menstrual fica no fundo da vagina, não vaza durante o sexo, não interfere na lubrificação vaginal e nem a mulher e nem a pessoa com quem ela está se relacionando vão sentir que ela está usando”, acrescenta.

A obstetriz destaca a importância do processo de desconstrução. “Quando entendemos que o sangue que sai do nosso útero é um sangue limpo e puro, começamos a fazer as pazes com o nosso ciclo. Isso só contribui para que possamos viver a nossa sexualidade de forma plena”, reforça Mariana.

Mariana Betioli*Mariana Betioli é obstetriz, especialista em gravidez, parto e maternidade. Também é formada em administração de empresas e fundadora da Inciclo, marca pioneira em produzir e comercializar diversos tipos de coletores menstruais no Brasil. A Inciclo surgiu após Mariana realizar uma viagem internacional, na qual conheceu as vantagens do produto. Com os coletores menstruais, discos menstruais, calcinhas absorventes e absorventes reutilizáveis, Mariana oferece às mulheres diversas opções de produtos para higiene íntima e informação de qualidade, diminuindo o tabu que envolve o tema da menstruação e sexualidade.

Vacina da COVID-19: veja 15 coisas que você precisa saber

Vacina da COVID-19: veja 15 coisas que você precisa saber

Tudo o que você precisa saber sobre a vacina da COVID-19, as alergias e os defeitos imunológicos

Ainda há muitas dúvidas quando o assunto é a vacina da COVID-19 e os pacientes com alergias e erros inatos da imunidade (imunodeficiências). Com o objetivo de elucidar algumas dessas questões, a Dra. Ekaterini Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), responde abaixo as principais perguntas sobre o assunto.

Vacina Covid 19

1 – Tenho risco de sofrer uma anafilaxia ao tomar a vacina da COVID?

Se você tem histórico de anafilaxia a alguma vacina ou a algum componente das vacinas em uso, sim, esse risco existe. Importante frisar que: não se tem observado reações anafiláticas com as vacinas em uso no Brasil no momento; e pessoas com alergia respiratória, dermatite atópica ou alergia alimentar não são consideradas de risco para anafilaxia por vacinas, a não ser que apresentem reações a algum dos componentes destas vacinas. Se uma pessoa já tiver apresentado previamente um quadro de anafilaxia, particularmente causada por alguma outra vacina, é fundamental que converse com seu médico antes de receber as vacinas contra a COVID-19.

2- É melhor tomar um antialérgico antes ou depois de me vacinar contra a COVID?

O uso de antialérgico antes de tomar a vacina NÃO está indicado até o presente momento. Os antialérgicos não são capazes de prevenir uma reação grave e ainda podem mascarar os sintomas iniciais. O uso após a aplicação está indicado apenas em caso de ocorrer alguma reação de natureza alérgica. Lembramos que a maioria das reações a qualquer vacina são leves e não são de natureza alérgica.

3- A vacina pode mudar meu DNA?

Fake news! Essa possibilidade não existe. As vacinas que utilizam material genético do SARS-CoV-2 são compostas de RNA, ou seja, não entram no núcleo das células, onde nosso DNA fica “guardado”. O material genético da vacina permanece no citoplasma da célula, em uma organela que vai produzir a proteína que é codificada pelo RNA. Essa proteína, semelhante à uma proteína do vírus, será então produzida por nossas células e vai estimular uma resposta do nosso sistema imunológico. Como se trata apenas de uma proteína que representa um pedaço do vírus e não o vírus inteiro, tampouco há risco de causar uma infecção.

4- A vacina é segura mesmo sendo produzida em tão pouco tempo?

A Medicina avançou muito nas últimas décadas. Apesar da rapidez, nenhuma das etapas ou regras de segurança no desenvolvimento e estudo das vacinas deixou de ser cumprida. Muitas dúvidas restam, como por exemplo, por quanto tempo as vacinas são eficazes, mas são dúvidas que não comprometem a segurança.

5- Não preciso mais usar máscara por que estou vacinado?

Ainda não sabemos se as vacinas em uso impedem que as pessoas se infectem. Sabemos que protegem muito bem contra a doença grave causada pelo SARS-CoV-2. Por isso, medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene de mãos NÃO podem ser abandonadas, pois ainda que vacinados, existe a possibilidade de que possamos transmitir a doença a pessoas não vacinadas. É preciso que mais de 70% da população esteja vacinada para que a circulação do vírus diminua e se possa ‘relaxar’ em outras medidas.

6- Pessoas com imunodeficiências podem se vacinar?

Podem sim. Não sabemos se todos irão responder bem, pois depende do tipo de defeito imunológico, mas as vacinas são seguras para essas pessoas.

7- É preciso receber as duas doses da vacina? Por quê?

Os estudos iniciais foram feitos, exceto no caso da vacina da Jansen, com duas doses. Portanto, a eficácia foi estabelecida utilizando duas doses, como ocorre com muitas outras vacinas. A resposta imunológica é mais forte e mais persistente para algumas vacinas quando aplicadas mais de uma vez. No entanto, alguns estudos já estão sendo realizados e demonstram que uma dose apenas de algumas vacinas pode ser suficiente para dar proteção adequada. No entanto, até que isso esteja estabelecido, é fundamental respeitar o regime de doses preconizados pelos fabricantes e pelo Programa Nacional de Imunizações do Brasil.

8- Pessoas que tomam imunoglobulina podem ser vacinadas?

Sabemos que o uso de imunoglobulina humana pode atrapalhar a resposta às vacinas. No entanto, é seguro tomar a vacina e, diante da pandemia que vivenciamos, a indicação é que as vacinas sejam aplicadas mesmo que não tenhamos certeza se a resposta imunológica será ótima.

9- Tenho alergia grave a ovo e leite e, por isso, não devo me vacinar?

Não há qualquer evidência ou relato de que alguma das vacinas contra a COVID-19 cause reações graves em pacientes com alergia alimentar.

10 – Essas vacinas, por serem muito novas, podem causar outras doenças em médio e longo prazo?

Reações graves a vacinas existem, mas são raras. Nenhum tipo de efeito adverso grave foi observado até o momento que contraindique a aplicação das vacinas contra COVID-19. O benefício delas supera em muito os riscos.

11 – E se eu estiver com COVID-19 sem saber e tomar a vacina, ela vai funcionar ou piorar o quadro?

Não observamos até o momento nenhum efeito grave nesse sentido.

12 – Essa vacina pode causar sintomas leves de gripe?

As vacinas não são de vírus vivo. Portanto, não podem causar COVID-19. No entanto, a resposta imunológica a qualquer vacina pode ser responsável por alguns sintomas, ainda que leves, como mal estar, dor de cabeça, dor no local da aplicação.

13 – A vacina vai me deixar imune ou só me defender das formas graves da covid-19?

Os estudos têm demonstrado que as vacinas são bastante eficientes para proteger contra as formas graves da doença e que previnem em menor percentual as formas leves.

14 – Mesmo tomando a vacina eu ainda posso contrair o vírus e infectar as pessoas, correto?

Sim. Ainda não se evidenciou que as vacinas sejam capazes de evitar a infecção pelo vírus, mas sim são capazes de prevenir o adoecimento, particularmente, as formas graves. Nenhuma das medidas de distanciamento, uso de máscara ou higiene devem ser suspensas após receber a vacina ou ter tido a doença.

15- Por quanto tempo as vacinas protegem contra a COVID-19?

Ainda não sabemos, infelizmente. E é preciso considerar que novas cepas estão surgindo. Até o momento, as vacinas se mantêm eficazes contra elas. É fundamental que a vacinação seja feita na maioria da população o mais brevemente possível para reduzir ou até interromper a circulação do vírus e, por conseguinte, o aparecimento de novas cepas.

 Sobre a ASBAI

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

 

Dia Internacional da Mulher: violência contra a mulher médica

Dia Internacional da Mulher: violência contra a mulher médica

A associação Médica Brasileira cria canal exclusivo de denúncia para a mulher médica

A Associação Médica Brasileira saúda todas as mulheres do País e do mundo pelo dia de hoje, por amanhã, por ontem, por sempre, e as cumprimenta em especial pelo Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Comemorada em todo o planeta anualmente, a data chama à reflexão quanto à dívida histórica que a sociedade ainda possui com a mulher e em relação ao imperioso combate sistemático e exemplar da violência contra elas, seja em qual contexto for e de que tipo for.

Neste 8 de março de 2021, a Associação Médica Brasileira dá um passo relevante para fortalecer as posições de suas associadas e demais médicas do Brasil por seus direitos fundamentais, mediante a disponibilização de uma plataforma exclusiva e permanente para registro de qualquer espécie de violência sofrida por profissionais da Medicina.

Dia Internacional da Mulher

Desrespeitos sexistas, racistas ou quaisquer ofensas, critérios de remuneração e contratação discriminatórios, violência física, psicológica, digital – entre outras formas de ataques – podem ser denunciados sigilosamente no portal da AMB, neste link: amb.org.br/mulheresmedicas.

Todas as queixas recebidas serão analisadas e, após contato com a autora, haverá encaminhamento de consenso às autoridades responsáveis e acompanhamento do processo.

Médicas no Brasil

Os homens ainda formam maioria entre os profissionais de Medicina em atividade no País, mas a divisão se aproxima do meio a meio. Segundo o estudo Demografia Médica 2020, do Conselho Federal de Medicina (CFM), as médicas já são 46,6% e seguem crescendo em proporção. Aliás, em anos recentes, elas são sempre a maioria nas graduações da área.

Discriminação no trabalho e igualdade salarial

Dados fornecidos pela quarta edição do Demografia Médica (2018) confirmam que o gênero, lamentavelmente, é fator de desigualdade salarial na Medicina. Ainda distante do topo da pirâmide salarial, as médicas aparecem com salários menores do que os médicos: são oito em cada dez nas três classes de renda inferiores, enquanto 51% dos homens encontram-se nas três faixas mais elevadas de rendimentos.

Violência

Em pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (2018), realizada com 6.832 médicos, 7 em cada 10 entrevistados relatam ter sofrido algum tipo de violência. Não há dado específico sobre as médicas, mas o problema é recorrente para esses profissionais sejam homens ou mulheres.

AMB

A Associação Médica Brasileira é sociedade sem fins lucrativos, fundada em 26 de janeiro de 1951, com a missão de defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira. Desde 8 de janeiro de 2021, a AMB é presidida por César Eduardo Fernandes. Em sua Diretoria atual, conta com quatro médicas, número superior ao apresentado em gestões anteriores.A AMB possui 27 Associações Médicas Estaduais e 396 Associações Regionais. Tem ainda Conselho Científico de Sociedades Médicas, composto por todas as especialidades reconhecidas oficialmente no Brasil.

Dores na hora do sexo? Varizes pélvicas podem ser o problema

Dores na hora do sexo? Varizes pélvicas podem ser o problema

Especialista explica sobre questões que podem causar dores na hora das relações sexuais

Durante a Semana da Mulher é importante reconhecer que parte da luta de ser mulher está em conhecer e cuidar do próprio corpo. Nesse contexto, muitas questões acabam não sendo muito discutidas, dificultando o alcance da informação, é o caso da dispareunia, dor genital associada à relação sexual, que uma imensa quantidade de mulheres sofre.

Uma das causas que podem levar a essa dor durante o contato íntimo são as varizes pélvicas, veias dilatadas que podem surgir tanto em homens, quanto em mulheres e que também podem causar dor durante o contato íntimo, sensação de peso na região íntima e incontinência urinária.

Dor na Relaxão Sexual

“Infelizmente, o problema é crônico, porém com tratamento com muita capacidade de melhora, e até cura completa dos sintomas. Após a consulta com o médico, provavelmente ele irá iniciar um tratamento via oral para reduzir a dilatação das veias e em todas as consultas é estudada uma proposta cirúrgica para correção. Esse procedimento é minimamente invasivo, com recuperação muito rápida na maioria dos casos”, conta a cirurgiã vascular, Fátima El Hajj.

É importante ressaltar que entre diversos fatores, o uso de pílula anticoncepcional pode ocasionar varizes pélvicas, que podem se desenvolver e tornar uma trombose. Além disso, gravidez, hereditariedade também podem causar o problema.

Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El HajjDra. Fátima Mohamad El Hajj é  Cirurgiã Vascular formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV