Categoria: Saúde da mulher

Outubro Rosa: boa alimentação e exercícios físicos podem prevenir o câncer de mama

Outubro Rosa: boa alimentação e exercícios físicos podem prevenir o câncer de mama

A doença pode estar relacionada a hábitos ruins como sedentarismo e consumo de alimentos industrializados

Outubro é o mês de lembrar às mulheres a importância da prevenção do câncer de mama, a doença maligna mais comum entre elas, com 56 mil novos casos no Brasil a cada ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

É fato que existem os riscos inerentes à determinadas mulheres, como a genética e a história familiar. Mas o que muitas não sabem é que pode haver uma relação do desenvolvimento da doença com estilo de vida e algumas decisões cotidianas, tais como praticar atividade física, manter peso adequado à altura, ser mãe antes dos 30 anos, amamentar, e ingerir bebida alcoólica moderadamente. Além disso, é fundamental para a prevenção do tumor de mama se alimentar com produtos de boa qualidade, evitando comidas industrializadas.

“Uma dieta saudável, com pouca gordura e muitas verduras e legumes está relacionada à redução de risco de câncer em geral. Comer bem também evita o ganho de peso, o que está diretamente relacionado com o risco de desenvolver o câncer de mama. Mulheres obesas ou com sobrepeso têm mais chances de ter tumores malignos na mama ao longo da vida”, afirma a ginecologista e mastologista Juliana Pierobon.

A médica chama atenção também para a necessidade de realização de exames periódicos de mamografia  por mulheres com mais de 40 anos. Esse exame pode detectar a existência de tumores que em muitos casos não são percebidos durante o autoexame. É o caso, por exemplo, do carcinoma oculto de mama.  

“Como médica voluntária do setor de mastologia do Instituto do Câncer de São Paulo, acompanho casos frequentes desse tipo de câncer em mulheres acima dos 40 anos encaminhadas do SUS. Já no consultório particular esses casos são raros. O carcinoma oculto da mama é uma forma rara de câncer de mama caracterizado por sua apresentação inicial com metástases nos linfonodos axilares. Pode não ser descoberto inicialmente no autoexame da mulher ou mesmo pelo médico ginecologista, por acometer especificamente as axilas e não as mamas.  Muitas vezes a lesão é tão incipiente que somente pode ser detectada com a realização de mamografia, ultrassom de mama e ressonância magnética. A biópsia do linfonodo axilar confirma o diagnóstico de células mamárias cancerosas”, explica a especialista. 

O carcinoma oculto de mama se apresenta como tumoração ou massa endurecida na região das axilas, como uma íngua, podendo ou não ser dolorosa. Em certos casos pode ser descoberto por palpação nas axilas ou por causa do aparecimento de gânglios suspeitos em exames de rastreamento, como a mamografia. É um tipo raro, correspondendo a apenas 0,1 a 0,8 % de todos os cânceres de mama. Mesmo assim, é preciso atenção. 

“Devido ao acometimento dos gânglios linfáticos ser uma apresentação pouco frequente de câncer de mama, a maioria dos pacientes já passou por diversos especialistas e fez inúmeros exames antes de chegar ao mastologista. Isso pode retardar o diagnóstico e também o tratamento, afetando o prognóstico da doença”, alerta a médica. 

Mas nem sempre o aparecimento de gânglios nas axilas é perigoso. Todos nós temos gânglios de defesa à entrada de infecções nas regiões axilares. Porém, se um desses gânglios está crescendo, é novo ou não desaparece após algumas semanas é necessário investigar. 

Prevenção

A médica Juliana Pierobon ainda chama atenção que, mais do que o autoexame das mamas, as mulheres precisam desenvolver o que vem sendo chamado como “breast awereness”

“É importante que a mulher conheça suas mamas: o tamanho, se têm algum relevo palpável, se têm alterações na pele, áreas de abaulamento; além de prestar atenção às características de suas axilas. Deste modo, qualquer mudança no padrão normal pode ser percebido com mais facilidade. É o chamado ” breast awereness”  ou autoconhecimento das mamas. Modificações como áreas de vermelhidão, mudança no aspecto do mamilo, nódulos e feridas na pele podem ser sinais de anormalidade. Percebendo qualquer mudança procure imediatamente um ginecologista ou mastologia. Quanto mais cedo, melhor”, conclui a mastologista.

Um estudo recente publicado no Journal of Cancer Survivorship comprovou que a prática de atividade física por pelo menos 150 minutos por semana pode reduzir tanto novos casos de câncer quanto recidivas em pacientes que já se submeteram ou que estão em tratamento oncológico.

De acordo com a OMS, até 80 % dos casos de câncer estão relacionados ao estilo de vida das mulheres. Por isso, tente incluir estes alimentos em sua dieta, pois eles são fundamentais na prevenção do tumor de mama:

  • Peixes atum, salmão, sardinha)
  • Brócolis, couve, repolho 
  • Frutas (cinco porções diferentes por dia) 
  • Fibras solúveis (encontradas principalmente na aveia e em frutas como abacate, pera e banana)
  • Menos carne vermelha!
  • Menos gordura!

 Juliana Pierobon Ginecologista e Mastologista*Juliana Pierobon é ginecologista e mastologista na ALTACASA Clínica Médica, na capital paulista. Também é médica voluntária no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP. 

Prevenção no 8 de maio: dia mundial do câncer de ovário

Prevenção no 8 de maio: dia mundial do câncer de ovário

O dia 8 de maio foi escolhido como o Dia Mundial do Câncer de Ovário para alertar as mulheres sobre sintomas, tratamento e prevenção. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o ano de 2018, são esperados 6.150 novos casos de câncer de ovário. Esse número corresponde a 3% do total de neoplasias estimadas em mulheres.

Considerado o mais grave câncer ginecológico, a doença tem maior incidência após os 50 anos de idade e o diagnóstico precoce ainda permanece um desafio. Os sintomas são vagos e mal definidos e, ainda na fase inicial, podem não se mostrar presentes.

“A suspeita de neoplasia de ovário se dá com o inchaço abdominal contínuo, sem melhora, a perda de apetite, dor na região pélvica e o aumento na necessidade de urinar”, explica a Dra. Daniela Amaral, oncologista do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão.

“Alguns exames, como ultrassonografia transvaginal e a dosagem de CA 125 no sangue, são muito solicitados pelos médicos em busca do diagnóstico precoce da doença, mas não se mostraram eficazes como método de rastreio”. Segundo a médica, esses exames não reduziram as estatísticas de mortalidade, mesmo realizados anualmente em mulheres sem sintomas e sem histórico familiar. “A ultrassonografia pélvica ou transvaginal se mostrou útil apenas para diagnosticar a doença já existente e, na maioria das vezes, já avançada”, completa a Dra. Daniela.

É importante destacar que toda paciente com alguma massa suspeita deve ser submetida a uma abordagem cirúrgica, realizada por um cirurgião oncológico experiente. A partir daí, será estabelecido o diagnóstico definitivo, a extensão da doença e o tratamento.

Reconhecer os primeiros sinais da doença pode levar a um diagnóstico em fase inicial, aumentando bastante a probabilidade de sobrevivência. Alguns fatores de risco também estão associados ao câncer de ovário, como histórico familiar e reposição hormonal na menopausa, entre outros. “Identificar de maneira precoce o câncer de ovário é um grande desafio para os médicos. É muito importante que a paciente faça o acompanhamento regular com o ginecologista”, sinaliza a Dra. Vale ressaltar ainda que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

 

Dra. Daniela Amaral, oncologista Dra. Daniela Amaral é oncologista do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão.

Tecnologia na saúde em Minas: Hospital Felício Rocho realiza a 100ª cirurgia robótica

Tecnologia na saúde em Minas: Hospital Felício Rocho realiza a 100ª cirurgia robótica

Em abril, o Hospital Felício Rocho comemora a realização de sua 100ª cirurgia robótica. Com o uso do robô intitulado Da Vinci, o hospital vem aplicando a técnica cirúrgica desde dezembro do ano passado nas áreas de cirurgia geral, cardíaca, ginecológica, urológica, oncológica e torácica.

Sendo indicada, principalmente, para o tratamento do câncer, o robô cirurgião permite com maior precisão, a visualização de uma imagem de alta definição, magnificada e em três dimensões (3D) do local a ser tratado. Ao fazer uso de pinças articuladas, o robô guiado pelo médico, realiza uma dissecção cautelosa e minuciosa dos tecidos, sendo minimizada a ocorrência de hemorragias e, também potencializa a recuperação do paciente após o procedimento.

Menos invasiva e mais concisa, a cirurgia robótica contribui para a maior ergonomia e redução de tremores por parte de médicos cirurgiões; redução do tempo de hospitalização; diminuição do tempo de retorno às atividades cotidianas; redução da dor e de possíveis complicações no período pós-operatório; menor risco de infecção hospitalar, e redução na dose de medicamentos no pós-operatório.

Cirurgia Robótica

O urologista, Pedro Romanelli, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-MG), atua como proctor há cerca de seis meses em cirurgias robóticas na Clínica de Urologia do Hospital Felício Rocho. Ele explica que para a obtenção da certificação do Sistema Da Vinci de Cirurgia Robótica, os médicos devem participar de treinamento específico na área e após esta etapa, o profissional é autorizado a realizar suas primeiras cirurgias, mas com a preceptoração e a orientação do chamado ‘proctor’, que é um médico instrutor.

Segundo Pedro Romanelli, a grande revolução da cirurgia robótica ocorre na área de aprendizado médico, pois com a introdução de dispositivos digitais que oferecem imagens tridimensionais de um órgão em operação, é possível que um médico esteja presente na sala de cirurgia e receba orientações em tempo real de um outro profissional a longa distância. “Na prática, é mais confortável aos pacientes contar com a presença física de todos os médicos que irão realizar suas cirurgias, assim se mantém preservada a relação de confiança existente entre os médicos e seus pacientes, mas já aconteceu de uma cirurgia acontecer nos EUA e um dos cirurgiões operar direto da França. A cirurgia robótica permite esse tipo de atuação médica”, explica.

Romanelli afirma que algumas pessoas acreditam que o robô cirurgião opera de forma independente, assim se torna imprescindível esclarecer que isso não acontece, pois, o dispositivo depende inteiramente dos comandos e experiência do médico que o opera.  “ Se o cirurgião realizar um movimento errado, o robô também errará. Os robôs cirurgiões não realizam cirurgias de maneira autônoma, eles somente facilitam a prática dos movimentos durante a cirurgia”, aponta.

Desde 1998 a cirurgia robótica vem sendo utilizada nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2008. Com cerca de 31 unidades, o robô cirúrgico é utilizado em procedimentos de alta complexidade em dez estados brasileiros e se estima que em 2018 sejam realizados oito mil procedimentos em nosso país. Diante aos benefícios da tecnologia robótica, o Hospital Felício Rocho projeta um crescimento exponencial no número de cirurgias robóticas, com a previsão de realizar mais de 250 cirurgias em 2018.

O diretor e urologista do Hospital Felício Rocho, Francisco Guerra, afirma que a cirurgia robótica é um caminho sem volta. “O impacto na evolução das vias de acesso para tratamentos cirúrgicos (cirurgia aberta, laparoscopia e agora a robótica) é contundente para os cirurgiões. No entanto, o melhor de tudo isso, é o que visualizamos e vislumbramos para os pacientes em relação aos resultados e melhoria da qualidade de vida”, conclui.

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

O chocolate é feito à base de amêndoa fermentada e torrada de cacau, mas também contém açúcar e gordura. Não há estudos que relacionam o chocolate ao surgimento de doenças como o câncer. E a boa noticia a respeito é que algumas substâncias presentes no cacau, como os flavonóides (que são antioxidantes e anti-inflamatórias), possuem a comprovação de uma relação positiva na prevenção de doenças cardiovasculares  e controle do colesterol.

 O consumo do cacau também influencia a liberação da serotonina, que contribui para a melhora do humor e traz sensação de bem estar e relaxamento. Segundo a nutricionista, Verônica Pessoa, do Grupo CON, quanto mais amargo for o chocolate, mais cacau presente, menos açúcar e, com isso, maiores seus benefícios. “Mas não quer dizer que temos que comer exageradamente o chocolate ”, ressalta.

Benefícios do Chocoolate

 Vale lembrar que o chocolate branco não é verdadeiramente um chocolate, pois não tem cacau, só gordura e açúcar e que o chocolate diet tem menos açúcar, mas provavelmente possui mais gordura para manter sua consistência. Não se pode relacionar diretamente o chocolate a prevenção do câncer, mas seu excesso leva ao aumento de gordura e açúcar, e com isso aumento de calorias, o que provavelmente levará ao excesso de peso. Esses fatores associados ao sedentarismo e hábitos alimentares ruins, pode predispor o organismo a desenvolver algum tumor.

 “Recomenda-se o consumo moderado e orientado por um(a) nutricionista, em conjunto com uma alimentação saudável. Quanto a quantidades, uma barrinha de 20 a 70g do chocolate amargo (pelo menos 70% de cacau)”, explica a nutricionista. Para pessoas em tratamento para o câncer não é muito recomendado seu consumo, uma vez que tem a presença de gordura (que pode aumentar as chances de náuseas) e de açúcar (que aumentam as calorias da dieta e não é recomendada aos diabéticos).

 “Mas a melhor recomendação para se obter esses compostos antioxidantes que ajudam a prevenir algumas doenças é uma alimentação saudável, rica também em frutas e vegetais”, finaliza Verônica.  

 

Veronica Pessoa Nutricionista*Verônica Pessoa, nutricionista responsável pelo Grupo CON

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Em 8 de março é comemorado internacionalmente o Dia da Mulher. Nunca se ouviu tanto falar do empoderamento feminino, afinal, elas são livres para escolher o que querem fazer, como se comportar, como amar entre tantos outros estigmas que vem sendo superados a cada dia.

As mulheres podem tudo. Mas não podem se descuidar da saúde. Por isso, o Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia formado por médicos oncologistas com sua campanha permanente Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser aproveita a data para enfatizar sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e a importância da realização de exames de imagens. Descobrir o câncer de mama no estágio inicial garante chances de cura muito perto de 100%. Quem vai esclarecer sobre as diferenças entre mamografia, ultrassom e ressonância magnética é o oncologista Rafael Luiz. Confira:

Dia Mundial das Mulheres

Mamografia

É chamado de rastreamento o exame feito para detectar o câncer quando ele ainda está na sua fase inicial, sem nenhum sinal ou sintoma aparente. A detecção via mamografia é conhecida por reduzir em mais de 30% a mortalidade pelo câncer. De forma geral, para a maioria das mulheres, esse exame é indicado a partir dos 50 até os 75 anos e deve ser feita anualmente ou a cada dois anos. Entre 40 e 50 e após 75 anos, a questão ainda é duvidosa e muitas vezes dependem de uma avaliação bem feita com o médico.

Para algumas mulheres, porém, a realização do exame pode ser ainda mais importante, até mesmo para as mais jovens que têm o maior risco de desenvolver câncer de mama. Para saber se há risco maior, os médicos usam alguns critérios que dependem, principalmente da história de tumores na família. O principal motivo é a mutação em um gene chamado BRCA (aquele bastante divulgado pela atriz Angelina Jolie), que ocorre em algumas famílias e, geralmente, com várias parentes afetadas. Quando este gene está alterado, a mulher tem indicação de começar mais cedo a fazer exames para rastrear o câncer (geralmente antes dos 35 anos) e também a utilizar outros métodos.

Ultrassom

O ultrassom é um exame mais demorado e depende muito da habilidade do médico que está fazendo. Ele é utilizado, geralmente, para mamas mais densas, ou seja, com menos gordura e mais glândulas, pois a mamografia é menos eficaz nesses casos. Na maioria das vezes, mulheres mais jovens são as que têm maior densidade mamária. O ultrassom também é muito utilizado quando se acha uma alteração na mamografia ou detecta-se um nódulo palpável. Nesse caso, o ultrassom ajuda a ver o tamanho e a extensão do tumor, além de avaliar os gânglios na axila, auxiliando na definição do tratamento a ser feito.

Ressonância magnética

Já a ressonância é um exame de custo alto, mais difícil e demorado, com contraindicações (objetos metálicos no corpo, por exemplo) e que, portanto, é reservado para rastrear mulheres de risco mais alto. Em casos especiais, o exame pode ser feito em alternância com uma mamografia. Adicionalmente, a ressonância também ajuda a detectar tumores ocultos e a caracterizar melhor a mama de uma mulher com um câncer já diagnosticado, a fim de programar a cirurgia e avaliar se há outros focos do tumor.

* Rafael Luiz é graduado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com residência em clínica médica e oncologia também pela Unicamp.  Como membro do Grupo SOnHe atua nos hospitais Vera Cruz e Santa Tereza e no Instituto do Radium, em Campinas, SP.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Novos tratamentos e equipamentos para detecção da doença aumentam sobrevida dos pacientes 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, tem por objetivo conscientizar a população sobre os vários tipos de câncer, seus fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce, considerado um dos caminhos para a cura. No Brasil, a cada ano, são registrados, em média, 590 mil novos casos da doença, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A boa notícia é que, nos últimos anos, os tratamentos estão sendo mais eficientes. Além da prevenção e do diagnóstico precoce, há avanços também no tratamento. Como resultado, as chances de cura vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com o oncologista Dr. Rodrigo Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, “estudos feitos no Reino Unido mostram que as chances de cura do câncer aumentaram de forma importante nos últimos 40 anos”. Ele completa: “Nos EUA, a mortalidade por câncer caiu mais de 10% somente na última década”.

As chances de cura, porém, não são uniformes – elas dependem do tipo de câncer, do momento do diagnóstico e do tratamento aplicado, alerta o médico. Elas são maiores em fases iniciais da doença e quando o tratamento é realizado de forma adequada e oportuna. Daí a importância dos avanços na prevenção. Iniciativas que buscam a conscientização e mudança de comportamento, como políticas antitabagismo e campanhas de cuidado com a exposição à luz solar, são muito bem-vindas. Da mesma forma, a incorporação de vacinação contra o HPV é uma medida fundamental na luta contra um câncer de colo uterino e que pode ter também um impacto na redução de outros tipos de tumor.

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Entretanto, ainda que o diagnóstico seja feito em fases mais avançadas, novos tratamentos vêm mudando o dia a dia de médicos e pacientes. Um exemplo disso é a incorporação da imunoterapia: uma forma de tratamento que sofreu grandes melhorias nos últimos anos e agora representa uma nova arma contra diversos tipos de tumores, incluindo melanoma, pulmão e renal.

No caso específico do melanoma, esses avanços se traduziram não somente em melhores resultados e controle, como também em mais qualidade de vida. “Tanto com o uso da imunoterapia quanto com a terapia-alvo, as chances de os pacientes estarem vivos após mais de 5 anos vem aumentando progressivamente e, muitas vezes, com efeitos colaterais mais brandos do que aqueles que antes víamos com a quimioterapia”, explica o médico.

PET/CT Digital: avanço diagnóstico

A forma de avaliar e detectar o câncer também vem sofrendo modificações. O PET/CT Digital, por exemplo, disponível no Hospital Sírio-Libanês, pioneiro em oferecer este equipamento na América Latina, é um forte aliado para a descoberta de tumores malignos, além de auxiliar na detecção de doenças neurológicas, como Alzheimer. “Esse equipamento é uma grande evolução no uso do PET/CT como ferramenta de diagnóstico”, diz Carlos Buchpiguel, coordenador médico da Medicina Nuclear do Hospital Sírio-Libanês. Este aparelho faz uso da tecnologia de diagnóstico por imagem molecular. Essa modalidade, relativamente nova na área de saúde, envolve uma série de reações entre os elementos de imagem e moléculas-alvo, como enzimas, que quando presentes permitem o diagnóstico mais preciso e, muitas vezes, precoce. Essa conquista faz parte da busca pela inovação constante do Sírio-Libanês, contribuindo para aprimorar o sistema médico-hospitalar e a oferta de assistência à saúde.

Sobre o Sírio-Libanês

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica fundada em 1921, trabalha diariamente para oferecer uma assistência médico-hospitalar de excelência, sempre com um olhar humanizado e individualizado, em mais de 60 especialidades. Em uma busca constante, o hospital desenvolve atividades de ensino, integradas ao trabalho de compromisso social. Com o olhar sempre voltado para a tecnologia e inovação na atenção à saúde, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa promove estudos e compartilha conhecimento. Por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve programas de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribui para a disseminação de conhecimento e boas práticas para mais de 8 mil gestores de saúde em todo o país, como parte do Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A instituição também é responsável pela gestão de cinco unidades públicas estaduais e municipais de saúde como parte do trabalho do Sírio-Libanês Responsabilidade Social, além de manter um ambulatório filantrópico para atendimento a pacientes com câncer de mama em São Paulo.

Dr. Rodrigo Munhoz*Dr. Rodrigo Munhoz é Médico Oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Muitas são as dúvidas sobre o uso do contraste em exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada, deixando os pacientes com dúvidas, e alguma vezes com receio em fazer o procedimento. Alergias, efeitos colaterais, fatores de riscos, e até o entender o porque dele ser utilizado são os mais comuns. Para esclarecer o uso do contraste, o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Lucilo Maranhão Neto, responde algumas perguntas acerca do uso do composto.

O que é o contraste?

Os meios de contraste (MC) são compostos utilizados para dar melhor definição de imagem nos distintos métodos de diagnóstico radiológicos e incluem o sulfato de bário, a fluoresceína, o gadolíneo (Gd) e os meios de contraste iodados (MCI).

Qual a indicação do uso do contraste nos exames de ressonância e tomografia?

O contraste vai ajudar o médico radiologista a ter mais subsídios para sugerir um diagnóstico preciso. No campo da oncologia, por exemplo, os contrastes ajudam não só na identificação das lesões como ainda, baseado no comportamento vascular das lesões em diagnósticos precisos. Ajudam ainda de maneira geral na identificação de locais com reações inflamatórias/infecciosas, que irão realçar ao meio de contraste.

Lucilo Maranhão Neto - Médico Radiologista

Tem alguma idade mínima ou máxima para se usar?

Geralmente recomenda-se seu uso, mediante indicação do médico assistente, após os 2 anos de idade; não havendo idade máxima para sua utilização, respeitando-se todavia as suas contra-indicações.

Como é aplicado o contraste?

Geralmente é aplicado por via intravenosa, em alguns casos,  os iodados, podem ser deglutidos em solução para estudo do trato gastrointestinal.

Quais os fatores de risco da utilização do contraste?

História prévia de reação adversa ao meio de contraste, história de múltiplas alergias ou asma, mieloma múltiplo, doença renal, diabetes, doença cardiovascular, incluindo arritmias, cardiopatia isquêmica e hipotensão pulmonar, discrasias sangüíneas, feocromocitoma, doença autoimune, hipertireoidismo e ansiedade.

Existem alergias ao contraste?

A frequência das reações alérgicas varia de acordo com o tipo de contraste usado. De modo geral, considera-se que os agentes de contraste à base de gadolíneo são muito mais seguros que o contraste iodado utilizado na radiologia convencional e nos exames de tomografia computadorizada.

Existem efeitos colaterais após o uso do contraste?

As reações adversas associadas com o uso de meios de contraste são normalmente leves a moderadas e de natureza transitória, requerendo apenas monitorização. No entanto, foram relatadas reações graves envolvendo risco de vida, incluindo casos fatais. As reações leves são as mais comuns, tais como náuseas, vômitos, urticária, cefaléia, irritação, ardor,  sensação de dor e sensação geral de calor.

Quanto tempo o contraste fica no corpo da pessoa?

A meia-vida do meio de contraste iodado administrado via intravenosa é de aproximadamente duas horas e quase 100% da dose é eliminada da corrente sangüínea em 24 horas. No caso do gadolíneo, geralmente por volta de 90 minutos, se a função renal estiver normal.

Tive alergia ao contraste no passado, posso ter novamente? 

Sim, pode ser que ocorra novamente. Portanto, torna-se imperiosa a necessidade de comunicar ao médico a história previa de alergias aos contrastes e a outros fatores.

 Tenho alergia a camarão e frutos do mar, posso ter ao contraste?

Sim. Pacientes que possuem alergia a outras substâncias, podem ter mais chances de alergias ao contraste, quando comparados a um grupo populacional que não possui alergias de qualquer ordem. Pacientes alérgicos a crustáceos podem apresentar doenças atópicas, e devem ser questionados a respeito de outras alergias, o que poderia predispor a uma reação de hipersensibilidade ao contraste. Para esses pacientes, quando há necessidade de um estudo com contraste, indicamos um prévio preparo anti-alérgico.

Tenho asma, e faço uso de bombinha. Posso usar contraste?

Sim, porém, como a asma é um entidade clínica com fundo alérgico, indicamos previamente o preparo anti-alérgico.

 Sou cardiopata, posso usar contraste?

Em princípio sim. Determinadas cardiopatias constituem fator de risco para reações adversas aos meios de contraste. Em casos selecionados de insuficiência cardíaca grave, os contrastes devem ser evitados, pois eles agem sobre a função cárdiovascular diminuindo a contratilidade cardíaca e sobre o efeito de “bomba” do coração. Sempre pesar risco x benefício.

Grávidas e mulheres amamentando podem utilizar o contraste?

A passagem de contraste pela placenta em gestantes e para o leite em mulheres na lactação já foi demonstrada; de modo que de maneira geral, recomenda-se a não-utilização dos meios de contraste nestas situações. Ele somente deve ser utilizado quando a informação necessária não pode ser adquirida por outros exames; casos em que o exame altera o tratamento da paciente durante a gravidez e se não for prudente esperar até o final da gestação para o diagnóstico. Nestes casos a dose para gestantes deve ser a metade da habitual.

*Dr. Lucilo Maranhão Neto médico radiologista*Dr. Lucilo Maranhão Neto é médico radiologista na Lucilo Maranhão Diagnósticos.

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Criado nos anos de 1990, por conta de um movimento que nasceu nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa pretende reunir diversas ações relacionadas à conscientização e luta contra o câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza estimula a participação da população, empresas e entidades.

Novidades nas áreas de pesquisa reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir, por exemplo, que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o câncer de mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento. Muitos avanços que reforça o sentimento de esperança das mulheres acometidas pela doença.

O diagnóstico precoce

Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra, analisa que os sucessos dos altos índices de cura são devido ao diagnóstico precoce e avanços nos tratamentos. “Hoje em dia, em todas as consultas, alertamos sobre a necessidade de mamografias anuais após os 40 anos, a importância do autoexame e, claro, o foco na qualidade de vida e cuidados com o corpo como um todo”. A médica alerta que as mulheres precisam ficar atentas à possíveis desconfortos, alterações bruscas no contorno e aspectos das mamas, nódulos ou secreção mamilar, além de inchaço dos gânglios axilares ou perda de peso repentina.

Ao realizar o autoexame das mamas, idealmente no período pós-menstrual,  as mulheres podem identificar alterações nas mamas. A qualquer sinal de alteração ou dúvida orienta-se buscar a opinião de um especialista, pois somente a consulta completa, com exame físico direcionado, associada à  mamografia (se for indicada) permitem a detecção precoce e aumentam as taxas de cura. A crença de que a ausência de  herança genética deixa a mulher isenta do risco do câncer de mama, infelizmente, ainda é uma das maiores causas de atraso no diagnóstico, visto que somente 15% dos casos são transmitidos por mutações genéticas familiares. Sendo assim, “consultas periódicas e hábitos de vida saudáveis são as melhores prevenções para o câncer de mama.”, finaliza a Dra. Flávia.

Como realizar o autoexame das mamas

*Dra. Flávia Fairbanks é ginecologista e obstetra atuante na Clínica FemCare.