Categoria: Bem-estar

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Especialista explica que é necessário fazer a troca da escova dental após a doença e destaca a importância dos cuidados adequados

Em tempo de pandemia o cuidado com a higienização das mãos é primordial para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus. No entanto, é preciso estar atento também em relação à saúde bucal, que tem impactos em todo o corpo, já que a boca pode ser uma porta de entrada para bactérias e outros microrganismos. E um item muito importante na prevenção de cárie, tártaro, mau hálito e outras doenças é a escova dental.

A cirurgiã-dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras de Uberlândia, Profa. Mirna Scalon Cordeiro, explica a importância da escovação dos dentes após as principais refeições. “Em nossa boca residem muitas bactérias, algumas estabelecendo relações harmônicas, mas outras que podem causar sérios problemas. O ato da escovação visa manter o equilíbrio bucal, para que essas bactérias não causem doenças dentárias ou periodontais”, detalha.

A especialista reforça que os problemas bucais podem ter repercussão para o corpo como um todo, levando a algumas situações extremas como até infecções generalizadas. “Por isso é importante manter a boca sempre saudável”, destaca a profa. Mirna Cordeiro.

Cuidados com a saúde bucal pós covid-19

Outro ponto de atenção é com a troca da escova dental. Uma dúvida muito comum é se quem teve Covid-19 precisa trocar a escova. A professora conta que a troca da escova de dentes deve acontecer sempre que se adoece, independentemente de ser Covid-19 ou outra doença. “A escova dental tem contato direto com a boca, que está repleta de bactérias, vírus e outros microrganismos. Por isso, todas as vezes que o paciente tem doenças, tais como as respiratórias, precisa fazer a troca da escova logo após a remissão dos sintomas, o que não é diferente no caso da Covid-19”, enfatiza.

A cirurgiã-dentista ressalta que o período da troca da escova dental não deve ultrapassar os três meses, mesmo se a pessoa não ficou doente. “A troca da escova dental deve acontecer a cada três meses, desde que ela seja guardada de forma correta, ou seja, em um recipiente com tampa. Outra forma de perceber que está na hora de trocar é quando a escova começar a ficar com as cerdas deformadas. Neste caso, ela não higieniza os dentes de forma correta”, pontua.

Para manter a boca saudável, a profa. Mirna Cordeiro destaca outros pontos além da escovação, como usar fio dental, ter uma boa alimentação e, visitar regularmente o cirurgião-dentista, semestralmente.

Sobre a profissional

*Mirna Cordeiro Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Uberaba (2002). Mestrado em Clínica Odontológica pela Universidade Federal de Uberlândia (2010) e Doutorado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professora e coordenadora do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – em Uberlândia-MG. É radiologista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) e responsável técnica na IDOC Radiologia Odontológica em Uberlândia-MG. Atua em diversos cursos de pós-graduação em Uberlândia e região.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

Psicóloga Ingrid Cancela dá o passo a passo para ter mais sucesso na vida profissional e pessoal

Inteligência Emocional nada mais é do que a habilidade em conseguir perceber, interpretar e gerir emoções, ponto fundamental para todos atualmente. Afinal, o mundo passa por transformações drásticas diariamente e conseguir administrar nossos sentimentos e ações diante de imprevistos e problemas é o passo zero para alcançar o sucesso pessoal, profissional e, consequentemente, manter a saúde psicológica e física em dia. Com objetivo de aprimorar o desenvolvimento desta habilidade, Ingrid Cancela, psicóloga da TopMed, empresa especializada em saúde, separou cinco dicas práticas para desenvolver inteligência emocional. Confira:

1- Praticar o autoconhecimento

“Ao longo da nossa jornada, adquirimos um olhar de quem deveríamos ser e não quem de fato somos, evitando ter contato com nossas emoções Como consequência, acabamos nos cobrando excessivamente e com isso, adoecemos. É necessário trabalhar a aceitação de quem somos de fato e como nos sentimos em determinadas situações para que, dessa forma, possamos identificar como iremos lidar com tudo à nossa volta de uma forma que funcione para nós e para os outros, também”, explica a profissional.

2- Reconheça seus limites, acertos e falhas

Sim, temos limites, falhas e acertos também. É fundamental identificar estes pontos e respeitá-los. Para Ingrid Cancela, dizer não para si mesmo e para os outros, em alguns momentos, contribui para a qualidade de vida. Também é importante identificar os acertos e as falhas pode influenciar na forma como o indivíduo irá lidar com as situações futuras.

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

3- Busque uma comunicação clara com você e com o outro

“Quando desenvolvemos uma comunicação com nós mesmos onde identificamos como estamos nos sentimos, respeitamos os nossos próprios limites, focamos em quem de fato somos, também precisamos desenvolver essa mesma comunicação clara com os outros, não só trazendo como de fato nos sentimos em relação ao que foi dito ou feito, mas também em como estabelecer os limites ao outro, e dessa forma, podemos nos permitir gerar relacionamentos mais saudáveis”, aponta.

4- Pratique empatia

Se colocar no lugar do outro contribui não só para não levar tudo para o lado pessoal, mas também deixar de manter o foco apenas em si mesmo o tempo todo. Isso contribui com o desenvolvimento do comportamento de coletividade. Esse movimento fará com que o indivíduo identifique e ajude ao próximo. Gerando atitudes mais tolerantes e compreensivas. Além de trabalhar a paciência e a generosidade em si e com os outros.

5- Trabalhe o controle das emoções

Para desenvolver o controle das emoções é necessário primeiramente entender que os pensamentos não são fatos, mas sim ideias. Por isso, é legítimo questioná-los e avaliar se tais pensamentos são reais ou não e qual a probabilidade de eles acontecerem. Isso ajudará a ter uma visão realista de nós mesmos, dos outros e do futuro. “Acredito que tudo começa na forma como lidamos com os nossos pensamentos, pois eles irão influenciar em nossas emoções e comportamentos. Compreender o que de fato temos controle e não investir naquilo que não nos cabe controlar. Não supervalorizar situações negativas, mas aprender a lidar com elas, é extremamente importante. Pois situações negativas fazem parte do desenvolvimento humano.  Manter o foco no presente é o desafio”, conclui Ingrid Cancela.

Ingrid Cancela, psicólogaSobre a Ingrid Cancela:

Formada pela Universidade da Amazônia há mais de seis anos. Com vasta experiência na área, atualmente, dedica-se ao atendimento a distância no propósito de promover o autoconhecimento por meio de reflexões que estimulem o autocuidado. Sua trajetória profissional conta com apoio a adolescentes, adultos e idosos, assim como atendimento familiar e individual. Além disso, ela também trabalhou com vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, negligências e maus tratos, situação de risco.

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Nutricionista elenca 5 dicas para quem procura uma forma prática e segura na hora de consumir frutas, verduras e legumes

Desde o início da pandemia a população passou a rever seus hábitos de consumo. Isso refletiu diretamente na prática de iniciativas saudáveis que preservam a qualidade de vida. A necessidade de sanitizar tudo o que compramos levantou também a seguinte pergunta: afinal, qual é a melhor forma de higienizar os alimentos?

Esse constante diálogo abre divergências quanto aos métodos corretos. Enquanto algumas pessoas acreditam que apenas a água corrente é o suficiente, outras recorrem a substâncias específicas para a limpeza. 

Para auxiliar nessa missão, a nutricionista Mônica Magalhães compartilha 5 dicas de como higienizar de forma correta e saudável os alimentos adquiridos em mercados, feiras ou até mesmo cultivados em hortas particulares ou agricultura familiar.

Como higienizar alimentos corretamente

 

  • Lavar as mãos

É de extrema importância a correta higienização das mãos antes de manusear os alimentos. Ao lavar as mãos corretamente, você está prevenindo que os microorganismos presentes migrem para o alimento com o qual está lidando. A higienização correta das mãos é feita com água corrente e sabão, e uma lavagem que leva cerca de 30 segundos.

  • Lavar os alimentos sob água corrente, com o objetivo de eliminar resquícios.

Para eliminar qualquer sinal de sujeira nas frutas, legumes e verduras é necessário passar na água corrente antes de serem higienizados e armazenados. No caso das verduras, as folhas devem ser lavadas uma a uma para garantir a limpeza completa. “No caso de alimentos com casca mais firmes; frutas como maçã, legumes no caso das cenouras e tubérculos como as mandiocas, podem ser lavados, fazendo uso de escovas de cerdas macias para remover melhor os resíduos dos poros”, afirma Mônica Magalhães.

  • Não utilize sabão ou detergente

O uso desse tipo de substância, além de retirar vitaminas da casca dos alimentos, por ser muito abrasivo, ainda possibilita que resquícios químicos fiquem mesmo após o enxágue. 

  • Utilizar produtos corretos para higienização

A melhor e mais segura forma de higienizar seus alimentos é com o uso de produtos próprios para isso. Atualmente, é possível encontrar opções à base de dicloroisocianurato de sódio, um componente orgânico de forte ação germicida, que além de não requerer enxágue, não afeta produtos de origem orgânica, e ainda tem ação comprovada contra ao Coronavírus,  como o Clorin Salad, por exemplo. Produtos com substâncias à base de hipoclorito de sódio não são indicados pois não podem ser utilizados em orgânicos e acabam deixando gosto e odor nos alimentos. 

“Folhas verdes como alfaces, espinafre e couve, frutas como maçã, morango e uva, devem ser submersos em uma tigela com a solução por 15 minutos. Após esse processo é só secar e armazenar. A higienização com o dicloroisocianurato de sódio garante também maior durabilidade dos alimentos”, acrescenta a nutricionista. 

  • Secagem e armazenagem

Para secar da forma correta, é recomendado o uso de toalhas de papel, produtos mais frágeis podem ser colocados na toalha de forma suave, além do papel toalha as centrífugas de folhas também são uma boa opção. Para evitar ressecamento na hora de armazenar os alimentos, é importante colocá-los em sacos plásticos para serem guardados na geladeira. Nos saquinhos, faça pequenos furos para entrada de ar e respiração do alimento. Opte por guardá-los em gavetas ou na prateleira mais baixa do refrigerador. 

Além das dicas, a especialista faz um alerta sobre as soluções caseiras. “Não existe mistério para matar os germes e bactérias presentes nos alimentos, porém existem soluções caseiras que devemos prestar muita atenção por conta da sua falta de eficácia. Misturas à base de água sanitária, limão, vinagre, entre outros, além de não trazer garantia quanto sua eficácia, ainda podem interferir na qualidade de produtos, sem falar no risco à saúde por intoxicações”, finaliza.

 

Descubra três atitudes positivas para a saúde dos seus ombros

Descubra três atitudes positivas para a saúde dos seus ombros

Praticar atividades físicas mesmo em casa, alongar o corpo no home office e se alimentar adequadamente estão entre conselhos do especialista

Realizar algumas atividades de rotina, como escovar os dentes, pentear os cabelos e trocar de roupa são movimentos possíveis graças aos ombros, que é considerada como a região mais flexível do corpo humano. E, por conta dessa importância tão grande em nossa vida, é preciso estar atento a algumas atitudes de rotina, principalmente para aqueles que estão confinados em casa, por conta da pandemia da Covid-19. 

Segundo o ortopedista e especialista em ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, Dr. Layron Alves, medidas simples são capazes de garantir o funcionamento saudável dos ombros, evitando dores e limitações nos movimentos. Confira algumas orientações:

Movimente seu corpo:

realizar alguma atividade física regularmente em casa também é muito benéfico para saúde do corpo e da mente, mas desde que alguns cuidados, tais como na hora de adaptar objetos de casa, aquecer o corpo antes, apostar em roupas adequadas e respeitar os níveis do seu corpo sejam tomados para evitar lesões.

3 atitudes positivas para os ombros

Faça pausas no home office:

Se você está trabalhando de casa evite permanecer em uma posição por muito tempo. “Essa ação pode causar tensão muscular e fraqueza na região. Por isso, não se sobrecarregue e faça uma pausa! O indicado é que a cada 25 minutos de esforço na região, digitando ou realizando outra função, por exemplo, seja feita uma parada de cinco minutos e realize alongamentos para aliviar a tensão”, explica o médico.

Não descuide da sua alimentação e do sono:

É essencial ter uma alimentação adequada com proteínas, cálcio e outras vitaminas, já que o aumento de peso pode desencadear em diversos problemas devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar os quilinhos a mais.  Além disso, procure ter uma noite de sono adequada para que sejam mantidos o bom desempenho físico, a regulação adequada dos hormônios e o fortalecimento do sistema imunológico, tão importantes para a saúde ortopédica.

“Vale lembrar que além dessas dicas é preciso ficar atento que, em caso de incômodo recorrente nos ombros, é preciso procurar um atendimento médico para uma avaliação clínica correta e completa”, finaliza o ortopedista.

Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Especialista alerta sobre doenças da coluna que podem ser causadas pela má postura

As medidas de isolamento adotadas para conter o avanço do coronavírus no Brasil fizeram com que grande parte dos trabalhadores tivessem que se adaptar ao trabalho remoto. Sem mesa, cadeira e iluminação adequada, o primeiro impacto do home office improvisado foi na coluna, já que o termo “dor nas costas” bateu recorde de buscas no Google Trends no início da quarentena.

Para o Dr. Cezar de Oliveira, neurocirurgião, especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês, assim como outros problemas de saúde, os impactos da quarentena na coluna podem estar começando a surgir agora. “A má postura, quando persistente, pode causar graves lesões na coluna vertebral, principalmente nas regiões cervical e lombar”, comenta o especialista.

Home Office improvisado

Além de dores, muitas vezes até incapacitante, a má postura pode causar curvaturas anormais na estrutura da coluna e desgastes dos discos intervertebrais. “Ficar diariamente em uma posição ruim pode acabar provocando a cifose da coluna, caracterizada quando há uma projeção arredondada das costas para a frente, ou até mesmo a famosa hérnia de disco em casos mais graves”, alerta o neurocirurgião.

Como cuidar da coluna no home office

E se a sua mesa não tem a altura ideal ou sua cadeira não é ajustável, é possível usar a criatividade como almofadas e objetos para deixar o computador mais alto (de preferência na altura dos olhos). O importante é manter as costas e o pescoço em linha reta, braços relaxados ao lado do corpo, antebraços paralelos ao chão e pés apoiados no solo.

Outro ponto importante é sobre manter as atividades físicas, mesmo que esteja trabalhando de casa. “Os exercícios físicos regulares são tão importantes quanto a mobília adequada, já que ajudam no fortalecimento dos músculos da região. Além disso, lembre-se de se manter hidratado durante o dia e de fazer pequenas pausas para se alongar”, recomenda o médico.

Quando procurar ajuda

Embora ainda não tenhamos chegado ao fim da pandemia do coronavírus, o ideal é buscar um check-up geral da saúde assim que possível. Com medo da contaminação, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos e, somado com os meses que passamos isolados, a saúde geral deve ser uma prioridade.

“E quando a dor na coluna não vai embora em poucos dias e começa a atrapalhar as atividades do cotidiano, o recomendado é buscar ajuda especializada. Assim como a maioria dos problemas de saúde, as patologias da coluna possuem melhor tratamento com o diagnóstico precoce”, finaliza o cirurgião.
 

Dr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – NeurocirurgiãoDr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – Neurocirurgião – Especialista em Coluna. Dr. Cezar de Oliveira é o chefe das equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina.

Álcool: conheça os risco para a saúde vascular

Álcool: conheça os risco para a saúde vascular

Especialista alerta sobre os riscos que o excesso pode causar em nosso corpo

O dia 18 de fevereiro, é considerado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, doença que mata, todos os anos, mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O consumo regular e excessivo de álcool está relacionado ao desenvolvimento de uma série de condições prejudiciais à saúde vascular, como aterosclerose, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC) e até cardiomiopatia, que ocorre quando o músculo cardíaco torna-se inflamado e ampliado, e não consegue bombear sangue tão rápido como deveria. 

Abuso do álcool pode causar problemas vasculares

De acordo com a Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El Hajj, embora seja popular a informação de que com moderação, o álcool pode trazer benefícios à saúde do coração a partir dos flavonoides e ácidos fenólicos presentes no vinho e na cerveja, pesquisas indicam que uma dieta equilibrada e atividade física trazem consideravelmente mais benefícios à saúde, uma vez, que a capacidade antioxidante dessas substâncias presentes não chegam a compensar a capacidade do álcool de lesar nosso organismo.

“A verdade é que tudo em excesso faz mal e com a bebida isso não é diferente, seu consumo exagerado pode causar desde desidratação até trombose e infarto”, completa.

Além da vasodilatação dos vasos, a bebida também ativa a liberação de hormônios anti-diuréticos, que causam perda de líquidos essenciais para o nosso corpo, promovendo a diminuição do volume total de sangue circulante e sua concentração, tornando-o mais suscetível a tromboses. 

Ainda segundo a especialista, o abuso pode ocasionar efeitos mais graves, como cirrose hepática e essa cirrose pode ocasionar trombose da veia porta e da veia cava, veias importantes do nosso corpo. Dessa forma, deve-se desencorajar o consumo diário de álcool, pois os efeitos a longo prazo para o fígado e o sistema nervoso central são perversos.

Para quem não abre mão, Fátima afirma que meia taça de vinho tinto por dia é recomendável para não passar vontade. “O álcool, em pequena quantidade, e de preferência ingerido em forma de vinho tinto que é rico em polifenóis, protege nossas artérias da aterosclerose”, explica.

Já para aqueles que não dispensam uma noite de muita bebedeira, cuidados podem ser tomados para amenizar seus efeitos negativos: “A regra é clara: dois copos de água para um copo de bebida alcoólica”, finaliza a médica.

Cirurgiã Vascular, Dra. Fátima El HajjDra. Fátima Mohamad El Hajj é  Cirurgiã Vascular formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV 

Beleza: massagens ajudam a esculpir o corpo para o verão

Beleza: massagens ajudam a esculpir o corpo para o verão

Veja quais são os tratamentos mais utilizados para reduzir medidas e melhorar a saúde

Apesar de serem indicadas para o ano todo, é na estação mais quente que aumenta a procura por massagens estéticas para modelar e turbinar o corpo, eliminando as toxinas e, consequentemente, reduzindo medidas e diminuindo a flacidez e a celulite

As massagens são conhecidas por promover qualidade de vida e resultados estéticos positivos aos seus adeptos. Técnicas como bambuterapia, massagem modeladora, massagem turbinada, entre outras, propiciam uma série de benefícios, especialmente para quem deseja obter um corpo mais bonito para o verão, que começa agora em dezembro.

Bambuterapia

A bambuterapia, por exemplo, é realizada com pequenas hastes de bambu de diferentes tamanhos e intensidades e frequências em determinadas partes do corpo. É muito eficaz para eliminar a gordura corporal, muitas vezes sendo mais eficiente do que a drenagem linfática. 

A terapia tem efeito relaxante, reduz a tensão e o estresse ao liberar mais energia para o corpo, deixando a pele mais flexível, além de trazer outros benefícios para todo o corpo. Por pesssoas que buscam apenas melhorar a forma física, a esportistas, a bambuterapia é bastante procurada.

Massagem turbinada

Já a massagem turbinada tem semelhanças com outras terapias, visto que os movimentos e a finalidade empregados nessa técnica, são bastante parecidos com a massagem modeladora. 

A técnica funde, por exemplo, os benefícios da massagem modeladora, com o uso da ventosa, cuja sucção melhora a nutrição dos tecidos. Com a ajuda de um rolo de massagem, faz movimentos rápidos e fortes. Este ritmo aliado aos princípios ativos de cremes, atua diretamente sobre a gordura da celulite.  

Massagem modeladora

A massagem modeladora tem movimentos mais fortes e profundos, agindo nas camadas mais profundas da pele. Não se sabe ao certo se realmente ela quebra gorduras.

Massagem Turbinada

A terapia atua na circulação, melhorando o metabolismo corporal, sendo eficiente no combate à celulite, de graus leve e moderada. Podem ser usados utensílio como rolos com pequenas ventosas, bolinhas e luvas.

Massagens modeladora e turbinada

As massagens modeladora e turbinada são estilos conhecidos pelos movimentos firmes e rápidos, que têm como função elevar a temperatura corporal e estimular a circulação sanguínea.

Na modeladora, o massoterapeuta usa as mãos em movimentos ligeiros e ritmados, elevando e diminuindo a pressão sobre o corpo do paciente.

Essas massagens, no entanto, podem ser contraindicadas para pessoas com problemas de circulação, como varizes, que elevam o risco de agravar o quadro. Na dúvida, o ideal é sempre consultar um médico.

E você, leitora, faz o uso de massagens? Comente abaixo a sua experiência!

Pessoas que tiveram covid-19 precisam estar atentas a possíveis sequelas

Pessoas que tiveram covid-19 precisam estar atentas a possíveis sequelas

Resposta inflamatória causada pelo novo coronavírus pode ter consequências tardias, que podem ser identificadas por exames

Quem teve complicações da covid-19 e conseguiu se recuperar, pode se considerar um vitorioso. A doença deixou centenas de milhares de mortos no Brasil em mais de quatro milhões de casos confirmados. Infelizmente, porém, os cuidados com a doença não terminam com a alta hospitalar. A covid-19 pode deixar sequelas importantes em alguns órgãos, desencadeando problemas graves semanas ou meses após a infecção. Entre os órgãos afetados mais vitais, está o coração. Mesmo o indivíduo não tendo nenhuma cardiopatia anterior à doença, pode apresentar problemas após a infecção pelo novo coronavírus.

No Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, especialistas fazem um alerta para quem venceu a covid-19, para que tenham cuidados especiais com a saúde cardiovascular. Pesquisas sobre os impactos da doença ainda estão em fase inicial, mas alguns estudos já avaliam as sequelas que podem ocorrer nos pacientes. Entre as ocorrências estão arritmias, insuficiência cardíaca e coronariana, isto é, lesão direta do músculo cardíaco. Além disso, a fibrose pulmonar causada pela COVID pode levar ao comprometimento do lado direito do coração.

“O processo de inflamação desencadeado pela covid-19 nas fases 2 e 3 da doença podem afetar o músculo cardíaco e as artérias, aumentando o risco de infarto e descompensações cardíacas”, alerta a cardiologista Cláudia Freire, diretora clínica da Ecocenter Medicina Diagnóstica – empresa do Grupo Lustosa.

Por isso, os pacientes curados devem ficar atentos a sintomas comuns de doenças do coração como falta de ar, cansaço e dores no peito e musculares. “Quem possui esses sintomas mesmo após a cura, precisa procurar um médico especialista que deverá solicitar exames como um ecodopplercardiograma, para monitorar as condições do coração, a função do músculo cardíaco, das válvulas e sinais de comprometimento secundário do coração por problemas pulmonares”, diz.

Modo de vida

Além dos pacientes que tiveram covid-19, a doença também influenciou no modo de vida das pessoas, pois forçou o fechamento de áreas de lazer, de academias e restringiu a mobilidade de muita gente. Esses fatores, segundo Souza, contribuem para o aumento do sedentarismo, um dos fatores de risco para doenças do coração.

“As pessoas estão mais em casa, fazendo menos atividades e trabalhando mais sentadas. Às vezes, uma caminhada diária de 10 ou 15 minutos até o ponto de ônibus ou para o trabalho, ou subir dois lances de escadas, já contribuía para a saúde do coração. Hoje, por causa do home office, nem isso as pessoas fazem, o que aumenta o risco de problemas”, alerta a médica. Para quem já possui outros fatores de risco como tabagismo, colesterol alto, diabetes e obesidade, o cuidado deve ser redobrado e as mudanças de hábitos devem ser realizadas de forma urgente. 

“O espectro de manifestações cardiovasculares do Covid 19 é muito amplo, pode demorar para recuperação completa e deve ser avaliado de forma abrangente em todos os indivíduos acometidos”, conclui Cláudia Freire.

Médica Claudia Freire

*Cláudia Maria Vilas Freire - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais(1983), residência médica pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais(1985), aperfeiçoamento em Cardiologia Clinica pela Hospital Vera Cruz(1987), especialização em Ecocardiografia pela Ecocenter(1995), mestrado em Clínica Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais(2005), doutorado pelo Programa Ciências da Saúde(Saúde do Adulto) pela Universidade Federal de Minas Gerais(2010). Atualmente é médica Cardiologista da (EBSERH) Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares do Hospital das Clínicas da UFMG e Professora do IMEDE/BH. Revisora do periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Tem experiência na área de Medicina com ênfase em Cardiologia (carótida, aterosclerose, espessura médio intimal) e Ecocardiografia.