Categoria: Bem-estar

Live sobre a prevenção e conscientização do suicídio

Live sobre a prevenção e conscientização do suicídio

A atividade, que é para chamar atenção para o Setembro Amarelo, será promovida pela Faculdade Pitágoras e a Influencer Nat Macedo

A Faculdades Pitágoras e a influencer Nat Macedo (Mulher Conectada) promovem, na quarta-feira (22/9), das 20h às 20h50, a live “Setembro Amarelo: Prevenção”. A iniciativa visa chamar atenção para o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção e conscientização do suicídio.

Durante o encontro online serão abordados alguns temas como os primeiros sinais e como ajudar pessoas com pensamentos suicidas, prevenção, ansiedade, pânico e depressão. Além disso, será debatido a angústia e a tristeza gerada pelo isolamento social da pandemia do Covid-19.

A conversa ficará a cargo da professora do curso de Psicologia, Ana Cláudia Sanches de Melo, com a mediação da influencer Nat Macedo (Mulher Conectada). A live será aberta ao público e gratuita. Interessados podem participar pelo Instagram @mulherconectadaoficial.

Serviço

Live “Setembro Amarelo: Prevenção”

Data: Quarta-feira (22/9)

Horário: 20h às 20h50

Local: Instagram @mulherconectadaoficial

Evento online e gratuito.

Setembro Amarelo: mitos, verdades e os sinais do comportamento suicida

Setembro Amarelo: mitos, verdades e os sinais do comportamento suicida

O suicídio continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, de acordo com as últimas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas recentemente no relatório “Suicide Worldwide in 2019”. Todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama. Em 2019, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio: uma em cada 100 mortes. No Brasil, o número de mortes por suicídios aumentou 12% em quatro anos. Em 2015, foram 11.736 notificações ante 10.490 registradas em 2011, segundo dados do Ministério da Saúde.

O comportamento suicida envolve uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais, segundo o psiquiatra Dr. Adiel Rios, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP e do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas da UNIFESP. “Estima-se que de 15 a 25% das pessoas que tentam suicídio cometem nova tentativa no ano seguinte, e 10% conseguem consumar o ato em algum momento no período de 10 anos, compreendido entre a tentativa anterior e o suicídio consumado. Ao longo da vida, de cada 100 pessoas, 17 chegam a pensar em suicídio”, relata Dr. Adiel.

Entretanto, o psiquiatra explica que o ato suicida nem sempre envolve planejamento, ou seja, em muitos casos, a pessoa pode cometer suicídio por impulso, sem ter demonstrado previamente a intenção. “O grupo de maior risco é o das pessoas que já tentaram o suicídio. Apenas uma em cada três delas chega ao pronto-socorro, recebe o primeiro atendimento, mas nem sempre é encaminhada para serviços de saúde mental, onde pode receber cuidados adequados. Sem isso, a maioria pode voltar a tentar o suicídio”.

Setembro Amarelo

Depressão: principal causa de suicídio

Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) apontou um aumento de 90,5% nos casos de depressão entre os brasileiros, desde o início da pandemia. A doença, tida como uma das mais incapacitantes do mundo pela OMS, é a principal causa de suicídio, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias.

“A depressão pode ser resultado de alterações nos neurotransmissores do cérebro (como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar) ou de fatores como genética, problemas pessoais graves, traumas, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, entre outros, gerando um quadro debilitante e difícil de lidar sem ajuda”, explica a Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Segundo Flávia Teixeira, psicóloga, mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ, professora de pós-graduação em Psicologia Hospitalar na UFRJ e pós-graduada em Psicossomática Contemporânea; erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para a formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida.

“Em pleno século XXI, numa era em que temos acesso facilitado a todo tipo de informação, o preconceito com as doenças mentais e com as terapias ainda persiste. O estigma resulta de um processo em que as pessoas passam a se sentir envergonhadas, excluídas e discriminadas. Isso acaba intimidando e impedindo pessoas portadoras de transtornos mentais a buscarem tratamentos adequados”, diz Flávia Teixeira.

Mitos sobre o comportamento suicida

Para auxiliar o entendimento e desmitificar o tabu em torno do assunto, a ABP listou os principais mitos acerca do comportamento suicida:

O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio

Falso. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade, interferindo em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio.

Quando uma pessoa pensa em se suicidar, terá risco de suicídio para o resto da vida

Falso. O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.

As pessoas que ameaçam se matar só querem apenas chamar a atenção

Falso. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. “De alguma forma, boa parte dos suicidas expressou seu desejo de se matar, seja para médicos, familiares ou amigos. Daí a importância de estar atento às alterações no comportamento do indivíduo em questão”, pontua Danielle Admoni.

Se uma pessoa que pensava em se suicidar, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, significa que o problema já passou

Falso. Se alguém cogitou o suicídio, mas depois aparenta estar tranquilo, não significa que tenha desistido da ideia. “Uma pessoa que decidiu tirar a própria vida pode se sentir aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se suicidar, passando aos outros a impressão de que já está tudo bem”, diz Adiel Rios.

Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo

Falso. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, após uma tentativa felizmente fracassada. A semana que se segue à alta do hospital é um período em que a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida, muitas vezes, continua em alto risco.

Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco

Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário. Falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

Sinais que merecem atenção

De acordo com Stella Azulay, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental; alguns sintomas e comportamentos podem sinalizar que uma pessoa precisa de ajuda. “Tristeza profunda e contínua, apatia, desânimo, perda do interesse pelas atividades que gostava de fazer, pensamentos negativos, alterações do sono, falta de libido e falta de apetite são sinais de alerta. O indivíduo pode ter dificuldade de perceber ou até de reconhecer que há algo de errado, especialmente no momento atual, em que muitos sintomas gerados pela pandemia podem se confundir com os de uma doença real”, pondera Stella Azulay.

Segundo Flávia Teixeira, perceber as mudanças no próprio comportamento é um processo fundamental. “Vencer os preconceitos e buscar ajuda especializada são as melhores formas de tratar os transtornos mentais e recuperar o bem-estar e a qualidade de vida”, finaliza a psicóloga.

Sobre os profissionais:

Dr. Adiel RiosDr. Adiel Rios, psiquiatra, PhD Student pela Faculdade de Medicina da USP, médico colaborador no Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IpQ-HCFMUSP).

 

 

 

 

Dra Danielle Admoni Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

 

 

 

 

Stella Azulay, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental.

 

 

 

 

Flávia Teixeira, psicóloga

Flávia Teixeira, psicóloga, mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ, professora de pós-graduação em Psicologia Hospitalar na UFRJ e pós-graduada em Psicossomática Contemporânea.

 

ADJ Diabetes Brasil promove campanha digital pelos 100 anos da Insulina

ADJ Diabetes Brasil promove campanha digital pelos 100 anos da Insulina

Hormônio desenvolvido em 1921 é uma das descobertas mais importantes para a medicina 

A insulina salvou e salva milhões de vidas ao redor do mundo. Assim, a vida de milhões de pessoas foi preservada com a descoberta. Antes deste feito, na ausência de uma medicação eficaz para o controle do diabetes, as pessoas com a condição eram privadas de se alimentarem, já que suas glicemias se alteravam muito, e consequentemente, morriam ainda jovens de inanição.

Em 1921, o cientista canadense Frederick Banting, junto com o estudante de medicina Charles Best, com o professor da Universidade de Toronto, com John Macleod e com seu assistente James Collip fizeram uma série de experimentos e conseguiram estratificar a insulina, de forma que ao ser aplicada, rapidamente controlava os níveis de açúcar no sangue, acelerando o processo de recuperação dos pacientes. Feito que rendeu aos cientistas o Prêmio Nobel da Medicina em 1923.

100 anos da insulina

No mesmo ano surgiu a primeira insulina disponível em larga escala, Illetin, da Eli Lilly. E meses após este acontecimento, mais uma farmacêutica dá início à produção da insulina Leo do antigo laboratório Novo, atual Novo Nordisk.

Passado um século, a ciência evoluiu. Hoje há insulinas análogas de ação rápida e de ação prolongada, ultrarrápida e até a inalável, além de diferentes formas de aplicação, como: seringas, canetas, agulhas pequenas e finas e bombas de insulina. Com todos estes avanços, no mundo mais de 463 milhões de pessoas com diabetes conseguem viver com diabetes e ter qualidade de vida.

Pensando na importância da descoberta da insulina, a ADJ Diabetes Brasil lança no dia 27 de julho a Campanha Digital 100 Anos da Insulina – “Ballet da Vida”, buscando retratar, através da arte, a importância de dois líquidos fundamentais para a vida: a água e a insulina.

100 anos de insulina

A iniciativa inclui a criação de um vídeo, com conteúdo narrado e projeção no solo. A produção, que aconteceu no Vale do Anhangabaú, conta com a performance de bailarinos, entre as fontes de água, iluminadas com diversos refletores, representando a importância da insulina na vida de mais de 16,5 milhões de brasileiros com diabetes.

A campanha é digital e será exibida nas redes sociais da ADJ Diabetes Brasil (https://www.facebook.com/ADJDiabetesBrasil e https://www.youtube.com/adjdiabetesbrasil). No mês de julho, a ADJ também conta com uma programação especial de conteúdos educativos para melhorar a adesão das pessoas com diabetes ao tratamento, além de lives com profissionais e pessoas que vivem com a condição.

Segundo Gilberto Casanova, presidente da ADJ, “nossa expectativa é sensibilizar a sociedade sobre a importância da ciência e de levar o conhecimento de que a insulina é vida, pois traz longevidade e salva milhões de vidas em todo o mundo”.

Para a realização desta iniciativa, a ADJ Diabetes Brasil conta com o patrocínio da Lilly, Novo Nordisk, Medtronic e BD.

Sobre ADJ Diabetes Brasil

Fundada em 10 de março de 1980, a ADJ Diabetes Brasil é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, legalmente registrada no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu objetivo é promover educação nesse campo para pessoas com diabetes, familiares, profissionais de saúde e comunidade.

Atende gratuitamente as pessoas com todos os tipos de diabetes, de qualquer faixa etária e classe socioeconômica. Oferece um trabalho integrado realizado por uma equipe multidisciplinar.

 Sobre Eli Lilly and Company

A Eli Lilly é uma organização global líder na área da saúde que une cuidado e descoberta para criar medicamentos que melhorem a vida das pessoas ao redor do mundo. Foi fundada há mais de um século por um homem compromissado com a criação de medicamentos de alta qualidade e hoje permanece sendo guiada por essa missão em tudo o que faz. Ao redor do mundo, funcionários Lilly trabalham para inovar e entregar medicamentos que mudem a vida daqueles que precisam, melhorando o entendimento e o tratamento de doenças, e servindo a comunidades com voluntariado e filantropia.

Sobre a Novo Nordisk

Empresa líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças. Fundada em 1923 e com sede na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega cerca de 45.800 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em cerca de 170. No Brasil há 30 anos, a empresa emprega mais de 1.400 funcionários e conta com sede administrativa em São Paulo (SP), dois centros de distribuição no Paraná e uma unidade operacional em Montes Claros (MG), reconhecida como a maior fábrica de insulina da América Latina.

Livro

Inspirada por histórias de pessoas que convivem com diabetes, a jornalista Letícia Martins escreveu o livro “100 Anos de Insulina: A Descoberta Que Salva A Vida De Milhões de Pessoas”. Os capítulos abordam os sintomas do diabetes, a vergonha em ter a condição, as novas tecnologias, as pesquisas em prol do desenvolvimento de novas terapias, os direitos das pessoas em terem o tratamento adequado no Sistema Único de Saúde, entre outros assuntos. A obra será lançada no dia 14 de agosto, às 9h, em um evento online e gratuito. As inscrições devem ser feitas pelo site www.100anosdeinsulina.com.br

Livro 100 anos de Insulina
Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Promover alimentação saudável desde a infância ajuda no crescimento e previne doenças a curto e longo prazo

Nas férias da criançada é difícil manter a rotina. Elas dormem mais tarde e sempre têm uma resposta pronta para tudo: “Ah estou de férias!”. Nesse período, muitas vezes, a alimentação saudável fica em segundo plano, dando mais espaço para doces e outras guloseimas.

A coordenadora do curso de Nutrição da faculdade Pitágoras, Alessandra Carvalho Ferrarezi Menegario, destaca que existe diversas formas para incentivar a boa alimentação nas férias escolares. “As vezes é difícil controlar a vontade de comer comidas mais calóricas quando estamos em casa, no caso das crianças isso se tornar inda mais difícil. Uma boa recomendação é criar atividades que envolvam comidas saudáveis, como cozinhar juntos, por exemplo. É fundamental agregar a criança no preparo das refeições, na montagem da mesa, na escolha do prato e talheres. Nesses momentos desligue a televisão e deixe a criança voltada ao processo desde o pré-preparo até a alimentação em si. Priorize sentar-se à mesa com toda família reunida. De forma sutil a gente consegue manter a rotina e incentivar a alimentação saudável”, conta.

Alimentação saudável das crianças nas férias escolares

A especialista explica ainda que a promoção da alimentação saudável desde a infância traz diversos benefícios. “A boa alimentação ajuda no crescimento, no desenvolvimento e previne problemas de saúde, tais como a anemia por deficiência de ferro, obesidade, e cárie dental. Além disso, pode prevenir problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose e outras”.

Ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação saudável não significa uma alimentação cara ou de difícil acesso. “Faz parte de uma alimentação saudável, a maioria dos alimentos “in natura”, tais como: feijão, arroz, milho, trigo, frutas, legumes e verduras, sementes e castanhas, onde devem ser consumidos em porções adequadas todos os dias para garantir os nutrientes essenciais ao organismo”, diz a nutricionista.

Para ajudar os pais no período de férias, a coordenadora do curso de Nutrição da Pitágoras, Alessandra Menegario, reuniu algumas opções de dar água na boca. Confira!

Frutas no palito

Para deixar esse momento mais prazeroso para os pequenos, vale usar a criatividade na alimentação. Para instigá-los a se interessar pelas frutas, que tal convidá-los para montar espetinhos? Corte frutas diferentes no formato de bichinhos ou figuras, perfeitas para comer brincando!

Sanduíche de atum

É o tipo de receita que leva poucos ingredientes e pode ser preparada de última hora como lanche de férias para as crianças. Basta preparar um patê de atum e rechear o pão de sua preferência, seja francês ou de forma.

Para o patê, utilize uma lata de atum ao natural para duas colheres de sopa de creme de leite (é possível adicionar mais ou menos, de acordo com a preferência). Essa receita fica leve e saborosa. Uma dica é acrescentar legumes, como cenoura ralada e salsinha picada, para o lanche ficar mais nutritivo. Finalize o pão com meio tomatinho cereja espetado no palito.

Tapioca

A tapioca é feita a partir da mandioca, não possui gordura nem glúten e apresenta baixíssimo teor de sódio. Além disso, é possível recheá-la de diversas formas diferentes, incluindo recheios salgados (queijo, frango desfiado, carne moída, peito de peru).

Alessandra Menegario Nutricionista*Sobre Alessandra Menegario

Graduada em Nutrição pela Universidade de Ribeirão Preto (2004). Mestre (2008) e Doutora (2014) pelo departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara/SP, Área de concentração: Ciência dos Alimentos. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase nas áreas: Controle de Qualidade de produtos; Análise sensorial; Estudos de mercado com consumidores; Legislação e Rotulagem de alimentos. Atualmente (2017-atual) é Sócia Proprietária da All Feed Consultoria em Nutrição e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pitágora

Você sabe escolher seu chocolate?

Você sabe escolher seu chocolate?

Sim, ele pode estar na sua dieta e faz bem para sua saúde se for escolhido adequadamente

Quando o assunto é chocolate, nós sabemos que quanto maior o teor de cacau, melhor é para nossa saúde. Mas será que é só isso? De acordo com a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, não. Existem outros pontos que devem ser levados em consideração na hora de escolher o doce. O processo de produção do chocolate é muito importante para que ele tenha benefícios reais ao nosso organismo. Se você achar chocolates bean to bar, eles serão sua melhor escolha, se não, fique atento ao rótulo que deve conter a base: cacau, açúcar e manteiga de cacau, sem outros aditivos com nomes “estranhos”.

Quanto cacau?

O teor do cacau pode ser o ponto de partida, mas depois dele precisamos saber de mais algumas coisas. Por exemplo, um chocolate 70%, a princípio pode parecer saudável, mas se na sua lista de ingredientes estiver o polirricinoleato de poliglicerol – o que é muito comum – , o chocolate demora muito para ser metabolizada pelo nosso organismo e acaba interferindo diretamente na nossa saúde, ainda mais se consumido com frequência. Além disso, muitas marcas adicionam bicarbonato ao produto, o que deixa o chocolate alcalino e faz perder grande parte dos antioxidantes do cacau.

Como escolher chocolate

Outro ponto que você deve levar em consideração na hora da escolha é sobre a manteiga de cacau. É um ingrediente muito caro, por isso muitos chocolates têm gordura hidrogenada na composição e para deixar a textura adequada são adicionados outros compostos, que também não fazem bem para saúde. “Além de tudo isso que já foi citado, em muitos chocolates a gente encontra ainda produtos para realçar o sabor que, claro, interferem em toda a parte terapêutica do cacau”, esclarece a nutricionista.

E o chocolate ao leite? Se você é desse time, fique atento. Em termos de benefícios nutricionais do cacau, como melhora na saúde do coração, fonte antioxidante, melhora da memória, tristeza, e na produção da dopamina, você precisa de um cacau com alta eficiência, e é aí que o leite atrapalha, pois diminui o efeito terapêutico do cacau. E quanto aos demais ingredientes, tais como amêndoas, frutas secas etc.? Se eles estiverem presentes no rótulo está tudo bem. Segundo Aline, o importante é estar atento, como dito antes, a base do chocolate.

Sobre Aline Quissak

Aline Quissak é nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets. 

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Problemas relacionados à menstruação afetam uma proporção significativa da população no Brasil e no mundo, que são mulheres em idade reprodutiva, afetando seu bem-estar físico, psicológico e social.

No Brasil, uma estimativa:

  • Uma em cada cinco mulheres em idade reprodutiva sofre de forte sangramento menstrual;
  • Uma em cada 20 mulheres com idades entre 30-49 entra em contato com seu médico de família com forte hemorragia a cada ano;
  • Uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva sofre de endometriose que afeta quase 10 milhões de mulheres no Brasil – o mesmo número com diagnóstico de diabetes;
  • A endometriose custa à economia de saúde e assistência social cerca de R$ 8,2 bilhões / ano.
Bem Estar Menstrual

Há um sub-reconhecimento dos problemas que as mulheres com disfunção menstrual enfrentam, com muitas mulheres não percebendo que seus períodos não são “normais”, um resultado direto da falta de educação sobre a saúde menstrual. Esse sub-reconhecimento e os ‘tabus’ em torno do assunto significam que muitas mulheres estão comprometidas, pois não têm o poder de solicitar apoio para ajudá-las a frequentar a escola, faculdade ou trabalho por vários dias e meses por ano.

O impacto psicológico também é subestimado e uma pesquisa recente de mulheres com sangramento menstrual intenso descobriu que em 1000 pesquisadas:

  • 74% experimentaram ansiedade
  • 67% sofreram com depressão

Grupos diversos já estão liderando a campanhas da Pobreza Menstrual, para aumentar a conscientização sobre os problemas sociais que muitas mulheres encontram, incluindo o fardo financeiro de absorventes internos e externos, e pela Interação Saúde Mulher, temos como um dos desafios levar o tema bem-estar menstrual para escolas, melhorar o conhecimento e reduzir os tabus.

A Saúde da Mulher deve ser identificada como uma prioridade inclusive como política pública, trabalhando em estreita colaboração com as partes interessadas, incluindo o Grupo de Endometriose e outras doenças provindas do ciclo menstrual, o que incidirá sobre a saúde menstrual e o bem-estar.

Uma publicação recente sobre endometriose, menopausa pela Universidade de Tóquio, delineia claramente uma abordagem baseada em evidências para gerenciar essas preocupações, com a maioria delas sendo na atenção primária. Assim enfermeiras e médicos de atenção primária, precisam de recursos relevantes, para poderem identificar e apoiar neste processo de educação e prevenção.

Temos como propósito estar neste apoio principalmente para bem-estar menstrual das adolescentes e meninas em idade escolar, para conscientizar que não é normal ter dores, e além do apoio na educação pretendemos desenvolver um kit de ferramentas. Este recurso incluirá recomendações para o autogerenciamento da disfunção menstrual, para breve busca de apoio e informações na saúde da mulher,

com materiais de conhecimentos essenciais. Outros recursos educacionais que pretendemos produzir incluirão e-learning sobre endometriose, podcasts e recursos para apoiar no processo educativo, para o bem-estar menstrual, e facilitar o acesso a possíveis diagnósticos precoces.

Val Satiro**Val Sátiro Oliveira – Fundadora da Interação Saúde Mulher – Plataforma Digital para Educação Preventiva na Saúde Feminina –www.interacaosaudemulher.com.br

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Especialista explica que é necessário fazer a troca da escova dental após a doença e destaca a importância dos cuidados adequados

Em tempo de pandemia o cuidado com a higienização das mãos é primordial para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus. No entanto, é preciso estar atento também em relação à saúde bucal, que tem impactos em todo o corpo, já que a boca pode ser uma porta de entrada para bactérias e outros microrganismos. E um item muito importante na prevenção de cárie, tártaro, mau hálito e outras doenças é a escova dental.

A cirurgiã-dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras de Uberlândia, Profa. Mirna Scalon Cordeiro, explica a importância da escovação dos dentes após as principais refeições. “Em nossa boca residem muitas bactérias, algumas estabelecendo relações harmônicas, mas outras que podem causar sérios problemas. O ato da escovação visa manter o equilíbrio bucal, para que essas bactérias não causem doenças dentárias ou periodontais”, detalha.

A especialista reforça que os problemas bucais podem ter repercussão para o corpo como um todo, levando a algumas situações extremas como até infecções generalizadas. “Por isso é importante manter a boca sempre saudável”, destaca a profa. Mirna Cordeiro.

Cuidados com a saúde bucal pós covid-19

Outro ponto de atenção é com a troca da escova dental. Uma dúvida muito comum é se quem teve Covid-19 precisa trocar a escova. A professora conta que a troca da escova de dentes deve acontecer sempre que se adoece, independentemente de ser Covid-19 ou outra doença. “A escova dental tem contato direto com a boca, que está repleta de bactérias, vírus e outros microrganismos. Por isso, todas as vezes que o paciente tem doenças, tais como as respiratórias, precisa fazer a troca da escova logo após a remissão dos sintomas, o que não é diferente no caso da Covid-19”, enfatiza.

A cirurgiã-dentista ressalta que o período da troca da escova dental não deve ultrapassar os três meses, mesmo se a pessoa não ficou doente. “A troca da escova dental deve acontecer a cada três meses, desde que ela seja guardada de forma correta, ou seja, em um recipiente com tampa. Outra forma de perceber que está na hora de trocar é quando a escova começar a ficar com as cerdas deformadas. Neste caso, ela não higieniza os dentes de forma correta”, pontua.

Para manter a boca saudável, a profa. Mirna Cordeiro destaca outros pontos além da escovação, como usar fio dental, ter uma boa alimentação e, visitar regularmente o cirurgião-dentista, semestralmente.

Sobre a profissional

*Mirna Cordeiro Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Uberaba (2002). Mestrado em Clínica Odontológica pela Universidade Federal de Uberlândia (2010) e Doutorado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professora e coordenadora do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – em Uberlândia-MG. É radiologista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) e responsável técnica na IDOC Radiologia Odontológica em Uberlândia-MG. Atua em diversos cursos de pós-graduação em Uberlândia e região.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

Psicóloga Ingrid Cancela dá o passo a passo para ter mais sucesso na vida profissional e pessoal

Inteligência Emocional nada mais é do que a habilidade em conseguir perceber, interpretar e gerir emoções, ponto fundamental para todos atualmente. Afinal, o mundo passa por transformações drásticas diariamente e conseguir administrar nossos sentimentos e ações diante de imprevistos e problemas é o passo zero para alcançar o sucesso pessoal, profissional e, consequentemente, manter a saúde psicológica e física em dia. Com objetivo de aprimorar o desenvolvimento desta habilidade, Ingrid Cancela, psicóloga da TopMed, empresa especializada em saúde, separou cinco dicas práticas para desenvolver inteligência emocional. Confira:

1- Praticar o autoconhecimento

“Ao longo da nossa jornada, adquirimos um olhar de quem deveríamos ser e não quem de fato somos, evitando ter contato com nossas emoções Como consequência, acabamos nos cobrando excessivamente e com isso, adoecemos. É necessário trabalhar a aceitação de quem somos de fato e como nos sentimos em determinadas situações para que, dessa forma, possamos identificar como iremos lidar com tudo à nossa volta de uma forma que funcione para nós e para os outros, também”, explica a profissional.

2- Reconheça seus limites, acertos e falhas

Sim, temos limites, falhas e acertos também. É fundamental identificar estes pontos e respeitá-los. Para Ingrid Cancela, dizer não para si mesmo e para os outros, em alguns momentos, contribui para a qualidade de vida. Também é importante identificar os acertos e as falhas pode influenciar na forma como o indivíduo irá lidar com as situações futuras.

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

3- Busque uma comunicação clara com você e com o outro

“Quando desenvolvemos uma comunicação com nós mesmos onde identificamos como estamos nos sentimos, respeitamos os nossos próprios limites, focamos em quem de fato somos, também precisamos desenvolver essa mesma comunicação clara com os outros, não só trazendo como de fato nos sentimos em relação ao que foi dito ou feito, mas também em como estabelecer os limites ao outro, e dessa forma, podemos nos permitir gerar relacionamentos mais saudáveis”, aponta.

4- Pratique empatia

Se colocar no lugar do outro contribui não só para não levar tudo para o lado pessoal, mas também deixar de manter o foco apenas em si mesmo o tempo todo. Isso contribui com o desenvolvimento do comportamento de coletividade. Esse movimento fará com que o indivíduo identifique e ajude ao próximo. Gerando atitudes mais tolerantes e compreensivas. Além de trabalhar a paciência e a generosidade em si e com os outros.

5- Trabalhe o controle das emoções

Para desenvolver o controle das emoções é necessário primeiramente entender que os pensamentos não são fatos, mas sim ideias. Por isso, é legítimo questioná-los e avaliar se tais pensamentos são reais ou não e qual a probabilidade de eles acontecerem. Isso ajudará a ter uma visão realista de nós mesmos, dos outros e do futuro. “Acredito que tudo começa na forma como lidamos com os nossos pensamentos, pois eles irão influenciar em nossas emoções e comportamentos. Compreender o que de fato temos controle e não investir naquilo que não nos cabe controlar. Não supervalorizar situações negativas, mas aprender a lidar com elas, é extremamente importante. Pois situações negativas fazem parte do desenvolvimento humano.  Manter o foco no presente é o desafio”, conclui Ingrid Cancela.

Ingrid Cancela, psicólogaSobre a Ingrid Cancela:

Formada pela Universidade da Amazônia há mais de seis anos. Com vasta experiência na área, atualmente, dedica-se ao atendimento a distância no propósito de promover o autoconhecimento por meio de reflexões que estimulem o autocuidado. Sua trajetória profissional conta com apoio a adolescentes, adultos e idosos, assim como atendimento familiar e individual. Além disso, ela também trabalhou com vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, negligências e maus tratos, situação de risco.