Categoria: Bem-estar

Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Promover alimentação saudável desde a infância ajuda no crescimento e previne doenças a curto e longo prazo

Nas férias da criançada é difícil manter a rotina. Elas dormem mais tarde e sempre têm uma resposta pronta para tudo: “Ah estou de férias!”. Nesse período, muitas vezes, a alimentação saudável fica em segundo plano, dando mais espaço para doces e outras guloseimas.

A coordenadora do curso de Nutrição da faculdade Pitágoras, Alessandra Carvalho Ferrarezi Menegario, destaca que existe diversas formas para incentivar a boa alimentação nas férias escolares. “As vezes é difícil controlar a vontade de comer comidas mais calóricas quando estamos em casa, no caso das crianças isso se tornar inda mais difícil. Uma boa recomendação é criar atividades que envolvam comidas saudáveis, como cozinhar juntos, por exemplo. É fundamental agregar a criança no preparo das refeições, na montagem da mesa, na escolha do prato e talheres. Nesses momentos desligue a televisão e deixe a criança voltada ao processo desde o pré-preparo até a alimentação em si. Priorize sentar-se à mesa com toda família reunida. De forma sutil a gente consegue manter a rotina e incentivar a alimentação saudável”, conta.

Alimentação saudável das crianças nas férias escolares

A especialista explica ainda que a promoção da alimentação saudável desde a infância traz diversos benefícios. “A boa alimentação ajuda no crescimento, no desenvolvimento e previne problemas de saúde, tais como a anemia por deficiência de ferro, obesidade, e cárie dental. Além disso, pode prevenir problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose e outras”.

Ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação saudável não significa uma alimentação cara ou de difícil acesso. “Faz parte de uma alimentação saudável, a maioria dos alimentos “in natura”, tais como: feijão, arroz, milho, trigo, frutas, legumes e verduras, sementes e castanhas, onde devem ser consumidos em porções adequadas todos os dias para garantir os nutrientes essenciais ao organismo”, diz a nutricionista.

Para ajudar os pais no período de férias, a coordenadora do curso de Nutrição da Pitágoras, Alessandra Menegario, reuniu algumas opções de dar água na boca. Confira!

Frutas no palito

Para deixar esse momento mais prazeroso para os pequenos, vale usar a criatividade na alimentação. Para instigá-los a se interessar pelas frutas, que tal convidá-los para montar espetinhos? Corte frutas diferentes no formato de bichinhos ou figuras, perfeitas para comer brincando!

Sanduíche de atum

É o tipo de receita que leva poucos ingredientes e pode ser preparada de última hora como lanche de férias para as crianças. Basta preparar um patê de atum e rechear o pão de sua preferência, seja francês ou de forma.

Para o patê, utilize uma lata de atum ao natural para duas colheres de sopa de creme de leite (é possível adicionar mais ou menos, de acordo com a preferência). Essa receita fica leve e saborosa. Uma dica é acrescentar legumes, como cenoura ralada e salsinha picada, para o lanche ficar mais nutritivo. Finalize o pão com meio tomatinho cereja espetado no palito.

Tapioca

A tapioca é feita a partir da mandioca, não possui gordura nem glúten e apresenta baixíssimo teor de sódio. Além disso, é possível recheá-la de diversas formas diferentes, incluindo recheios salgados (queijo, frango desfiado, carne moída, peito de peru).

Alessandra Menegario Nutricionista*Sobre Alessandra Menegario

Graduada em Nutrição pela Universidade de Ribeirão Preto (2004). Mestre (2008) e Doutora (2014) pelo departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara/SP, Área de concentração: Ciência dos Alimentos. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase nas áreas: Controle de Qualidade de produtos; Análise sensorial; Estudos de mercado com consumidores; Legislação e Rotulagem de alimentos. Atualmente (2017-atual) é Sócia Proprietária da All Feed Consultoria em Nutrição e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pitágora

Você sabe escolher seu chocolate?

Você sabe escolher seu chocolate?

Sim, ele pode estar na sua dieta e faz bem para sua saúde se for escolhido adequadamente

Quando o assunto é chocolate, nós sabemos que quanto maior o teor de cacau, melhor é para nossa saúde. Mas será que é só isso? De acordo com a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, não. Existem outros pontos que devem ser levados em consideração na hora de escolher o doce. O processo de produção do chocolate é muito importante para que ele tenha benefícios reais ao nosso organismo. Se você achar chocolates bean to bar, eles serão sua melhor escolha, se não, fique atento ao rótulo que deve conter a base: cacau, açúcar e manteiga de cacau, sem outros aditivos com nomes “estranhos”.

Quanto cacau?

O teor do cacau pode ser o ponto de partida, mas depois dele precisamos saber de mais algumas coisas. Por exemplo, um chocolate 70%, a princípio pode parecer saudável, mas se na sua lista de ingredientes estiver o polirricinoleato de poliglicerol – o que é muito comum – , o chocolate demora muito para ser metabolizada pelo nosso organismo e acaba interferindo diretamente na nossa saúde, ainda mais se consumido com frequência. Além disso, muitas marcas adicionam bicarbonato ao produto, o que deixa o chocolate alcalino e faz perder grande parte dos antioxidantes do cacau.

Como escolher chocolate

Outro ponto que você deve levar em consideração na hora da escolha é sobre a manteiga de cacau. É um ingrediente muito caro, por isso muitos chocolates têm gordura hidrogenada na composição e para deixar a textura adequada são adicionados outros compostos, que também não fazem bem para saúde. “Além de tudo isso que já foi citado, em muitos chocolates a gente encontra ainda produtos para realçar o sabor que, claro, interferem em toda a parte terapêutica do cacau”, esclarece a nutricionista.

E o chocolate ao leite? Se você é desse time, fique atento. Em termos de benefícios nutricionais do cacau, como melhora na saúde do coração, fonte antioxidante, melhora da memória, tristeza, e na produção da dopamina, você precisa de um cacau com alta eficiência, e é aí que o leite atrapalha, pois diminui o efeito terapêutico do cacau. E quanto aos demais ingredientes, tais como amêndoas, frutas secas etc.? Se eles estiverem presentes no rótulo está tudo bem. Segundo Aline, o importante é estar atento, como dito antes, a base do chocolate.

Sobre Aline Quissak

Aline Quissak é nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets. 

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Problemas relacionados à menstruação afetam uma proporção significativa da população no Brasil e no mundo, que são mulheres em idade reprodutiva, afetando seu bem-estar físico, psicológico e social.

No Brasil, uma estimativa:

  • Uma em cada cinco mulheres em idade reprodutiva sofre de forte sangramento menstrual;
  • Uma em cada 20 mulheres com idades entre 30-49 entra em contato com seu médico de família com forte hemorragia a cada ano;
  • Uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva sofre de endometriose que afeta quase 10 milhões de mulheres no Brasil – o mesmo número com diagnóstico de diabetes;
  • A endometriose custa à economia de saúde e assistência social cerca de R$ 8,2 bilhões / ano.
Bem Estar Menstrual

Há um sub-reconhecimento dos problemas que as mulheres com disfunção menstrual enfrentam, com muitas mulheres não percebendo que seus períodos não são “normais”, um resultado direto da falta de educação sobre a saúde menstrual. Esse sub-reconhecimento e os ‘tabus’ em torno do assunto significam que muitas mulheres estão comprometidas, pois não têm o poder de solicitar apoio para ajudá-las a frequentar a escola, faculdade ou trabalho por vários dias e meses por ano.

O impacto psicológico também é subestimado e uma pesquisa recente de mulheres com sangramento menstrual intenso descobriu que em 1000 pesquisadas:

  • 74% experimentaram ansiedade
  • 67% sofreram com depressão

Grupos diversos já estão liderando a campanhas da Pobreza Menstrual, para aumentar a conscientização sobre os problemas sociais que muitas mulheres encontram, incluindo o fardo financeiro de absorventes internos e externos, e pela Interação Saúde Mulher, temos como um dos desafios levar o tema bem-estar menstrual para escolas, melhorar o conhecimento e reduzir os tabus.

A Saúde da Mulher deve ser identificada como uma prioridade inclusive como política pública, trabalhando em estreita colaboração com as partes interessadas, incluindo o Grupo de Endometriose e outras doenças provindas do ciclo menstrual, o que incidirá sobre a saúde menstrual e o bem-estar.

Uma publicação recente sobre endometriose, menopausa pela Universidade de Tóquio, delineia claramente uma abordagem baseada em evidências para gerenciar essas preocupações, com a maioria delas sendo na atenção primária. Assim enfermeiras e médicos de atenção primária, precisam de recursos relevantes, para poderem identificar e apoiar neste processo de educação e prevenção.

Temos como propósito estar neste apoio principalmente para bem-estar menstrual das adolescentes e meninas em idade escolar, para conscientizar que não é normal ter dores, e além do apoio na educação pretendemos desenvolver um kit de ferramentas. Este recurso incluirá recomendações para o autogerenciamento da disfunção menstrual, para breve busca de apoio e informações na saúde da mulher,

com materiais de conhecimentos essenciais. Outros recursos educacionais que pretendemos produzir incluirão e-learning sobre endometriose, podcasts e recursos para apoiar no processo educativo, para o bem-estar menstrual, e facilitar o acesso a possíveis diagnósticos precoces.

Val Satiro**Val Sátiro Oliveira – Fundadora da Interação Saúde Mulher – Plataforma Digital para Educação Preventiva na Saúde Feminina –www.interacaosaudemulher.com.br

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Especialista explica que é necessário fazer a troca da escova dental após a doença e destaca a importância dos cuidados adequados

Em tempo de pandemia o cuidado com a higienização das mãos é primordial para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus. No entanto, é preciso estar atento também em relação à saúde bucal, que tem impactos em todo o corpo, já que a boca pode ser uma porta de entrada para bactérias e outros microrganismos. E um item muito importante na prevenção de cárie, tártaro, mau hálito e outras doenças é a escova dental.

A cirurgiã-dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras de Uberlândia, Profa. Mirna Scalon Cordeiro, explica a importância da escovação dos dentes após as principais refeições. “Em nossa boca residem muitas bactérias, algumas estabelecendo relações harmônicas, mas outras que podem causar sérios problemas. O ato da escovação visa manter o equilíbrio bucal, para que essas bactérias não causem doenças dentárias ou periodontais”, detalha.

A especialista reforça que os problemas bucais podem ter repercussão para o corpo como um todo, levando a algumas situações extremas como até infecções generalizadas. “Por isso é importante manter a boca sempre saudável”, destaca a profa. Mirna Cordeiro.

Cuidados com a saúde bucal pós covid-19

Outro ponto de atenção é com a troca da escova dental. Uma dúvida muito comum é se quem teve Covid-19 precisa trocar a escova. A professora conta que a troca da escova de dentes deve acontecer sempre que se adoece, independentemente de ser Covid-19 ou outra doença. “A escova dental tem contato direto com a boca, que está repleta de bactérias, vírus e outros microrganismos. Por isso, todas as vezes que o paciente tem doenças, tais como as respiratórias, precisa fazer a troca da escova logo após a remissão dos sintomas, o que não é diferente no caso da Covid-19”, enfatiza.

A cirurgiã-dentista ressalta que o período da troca da escova dental não deve ultrapassar os três meses, mesmo se a pessoa não ficou doente. “A troca da escova dental deve acontecer a cada três meses, desde que ela seja guardada de forma correta, ou seja, em um recipiente com tampa. Outra forma de perceber que está na hora de trocar é quando a escova começar a ficar com as cerdas deformadas. Neste caso, ela não higieniza os dentes de forma correta”, pontua.

Para manter a boca saudável, a profa. Mirna Cordeiro destaca outros pontos além da escovação, como usar fio dental, ter uma boa alimentação e, visitar regularmente o cirurgião-dentista, semestralmente.

Sobre a profissional

*Mirna Cordeiro Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Uberaba (2002). Mestrado em Clínica Odontológica pela Universidade Federal de Uberlândia (2010) e Doutorado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professora e coordenadora do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – em Uberlândia-MG. É radiologista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) e responsável técnica na IDOC Radiologia Odontológica em Uberlândia-MG. Atua em diversos cursos de pós-graduação em Uberlândia e região.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

Psicóloga Ingrid Cancela dá o passo a passo para ter mais sucesso na vida profissional e pessoal

Inteligência Emocional nada mais é do que a habilidade em conseguir perceber, interpretar e gerir emoções, ponto fundamental para todos atualmente. Afinal, o mundo passa por transformações drásticas diariamente e conseguir administrar nossos sentimentos e ações diante de imprevistos e problemas é o passo zero para alcançar o sucesso pessoal, profissional e, consequentemente, manter a saúde psicológica e física em dia. Com objetivo de aprimorar o desenvolvimento desta habilidade, Ingrid Cancela, psicóloga da TopMed, empresa especializada em saúde, separou cinco dicas práticas para desenvolver inteligência emocional. Confira:

1- Praticar o autoconhecimento

“Ao longo da nossa jornada, adquirimos um olhar de quem deveríamos ser e não quem de fato somos, evitando ter contato com nossas emoções Como consequência, acabamos nos cobrando excessivamente e com isso, adoecemos. É necessário trabalhar a aceitação de quem somos de fato e como nos sentimos em determinadas situações para que, dessa forma, possamos identificar como iremos lidar com tudo à nossa volta de uma forma que funcione para nós e para os outros, também”, explica a profissional.

2- Reconheça seus limites, acertos e falhas

Sim, temos limites, falhas e acertos também. É fundamental identificar estes pontos e respeitá-los. Para Ingrid Cancela, dizer não para si mesmo e para os outros, em alguns momentos, contribui para a qualidade de vida. Também é importante identificar os acertos e as falhas pode influenciar na forma como o indivíduo irá lidar com as situações futuras.

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

3- Busque uma comunicação clara com você e com o outro

“Quando desenvolvemos uma comunicação com nós mesmos onde identificamos como estamos nos sentimos, respeitamos os nossos próprios limites, focamos em quem de fato somos, também precisamos desenvolver essa mesma comunicação clara com os outros, não só trazendo como de fato nos sentimos em relação ao que foi dito ou feito, mas também em como estabelecer os limites ao outro, e dessa forma, podemos nos permitir gerar relacionamentos mais saudáveis”, aponta.

4- Pratique empatia

Se colocar no lugar do outro contribui não só para não levar tudo para o lado pessoal, mas também deixar de manter o foco apenas em si mesmo o tempo todo. Isso contribui com o desenvolvimento do comportamento de coletividade. Esse movimento fará com que o indivíduo identifique e ajude ao próximo. Gerando atitudes mais tolerantes e compreensivas. Além de trabalhar a paciência e a generosidade em si e com os outros.

5- Trabalhe o controle das emoções

Para desenvolver o controle das emoções é necessário primeiramente entender que os pensamentos não são fatos, mas sim ideias. Por isso, é legítimo questioná-los e avaliar se tais pensamentos são reais ou não e qual a probabilidade de eles acontecerem. Isso ajudará a ter uma visão realista de nós mesmos, dos outros e do futuro. “Acredito que tudo começa na forma como lidamos com os nossos pensamentos, pois eles irão influenciar em nossas emoções e comportamentos. Compreender o que de fato temos controle e não investir naquilo que não nos cabe controlar. Não supervalorizar situações negativas, mas aprender a lidar com elas, é extremamente importante. Pois situações negativas fazem parte do desenvolvimento humano.  Manter o foco no presente é o desafio”, conclui Ingrid Cancela.

Ingrid Cancela, psicólogaSobre a Ingrid Cancela:

Formada pela Universidade da Amazônia há mais de seis anos. Com vasta experiência na área, atualmente, dedica-se ao atendimento a distância no propósito de promover o autoconhecimento por meio de reflexões que estimulem o autocuidado. Sua trajetória profissional conta com apoio a adolescentes, adultos e idosos, assim como atendimento familiar e individual. Além disso, ela também trabalhou com vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, negligências e maus tratos, situação de risco.

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Higienização de alimentos: como fazer corretamente?

Nutricionista elenca 5 dicas para quem procura uma forma prática e segura na hora de consumir frutas, verduras e legumes

Desde o início da pandemia a população passou a rever seus hábitos de consumo. Isso refletiu diretamente na prática de iniciativas saudáveis que preservam a qualidade de vida. A necessidade de sanitizar tudo o que compramos levantou também a seguinte pergunta: afinal, qual é a melhor forma de higienizar os alimentos?

Esse constante diálogo abre divergências quanto aos métodos corretos. Enquanto algumas pessoas acreditam que apenas a água corrente é o suficiente, outras recorrem a substâncias específicas para a limpeza. 

Para auxiliar nessa missão, a nutricionista Mônica Magalhães compartilha 5 dicas de como higienizar de forma correta e saudável os alimentos adquiridos em mercados, feiras ou até mesmo cultivados em hortas particulares ou agricultura familiar.

Como higienizar alimentos corretamente

 

  • Lavar as mãos

É de extrema importância a correta higienização das mãos antes de manusear os alimentos. Ao lavar as mãos corretamente, você está prevenindo que os microorganismos presentes migrem para o alimento com o qual está lidando. A higienização correta das mãos é feita com água corrente e sabão, e uma lavagem que leva cerca de 30 segundos.

  • Lavar os alimentos sob água corrente, com o objetivo de eliminar resquícios.

Para eliminar qualquer sinal de sujeira nas frutas, legumes e verduras é necessário passar na água corrente antes de serem higienizados e armazenados. No caso das verduras, as folhas devem ser lavadas uma a uma para garantir a limpeza completa. “No caso de alimentos com casca mais firmes; frutas como maçã, legumes no caso das cenouras e tubérculos como as mandiocas, podem ser lavados, fazendo uso de escovas de cerdas macias para remover melhor os resíduos dos poros”, afirma Mônica Magalhães.

  • Não utilize sabão ou detergente

O uso desse tipo de substância, além de retirar vitaminas da casca dos alimentos, por ser muito abrasivo, ainda possibilita que resquícios químicos fiquem mesmo após o enxágue. 

  • Utilizar produtos corretos para higienização

A melhor e mais segura forma de higienizar seus alimentos é com o uso de produtos próprios para isso. Atualmente, é possível encontrar opções à base de dicloroisocianurato de sódio, um componente orgânico de forte ação germicida, que além de não requerer enxágue, não afeta produtos de origem orgânica, e ainda tem ação comprovada contra ao Coronavírus,  como o Clorin Salad, por exemplo. Produtos com substâncias à base de hipoclorito de sódio não são indicados pois não podem ser utilizados em orgânicos e acabam deixando gosto e odor nos alimentos. 

“Folhas verdes como alfaces, espinafre e couve, frutas como maçã, morango e uva, devem ser submersos em uma tigela com a solução por 15 minutos. Após esse processo é só secar e armazenar. A higienização com o dicloroisocianurato de sódio garante também maior durabilidade dos alimentos”, acrescenta a nutricionista. 

  • Secagem e armazenagem

Para secar da forma correta, é recomendado o uso de toalhas de papel, produtos mais frágeis podem ser colocados na toalha de forma suave, além do papel toalha as centrífugas de folhas também são uma boa opção. Para evitar ressecamento na hora de armazenar os alimentos, é importante colocá-los em sacos plásticos para serem guardados na geladeira. Nos saquinhos, faça pequenos furos para entrada de ar e respiração do alimento. Opte por guardá-los em gavetas ou na prateleira mais baixa do refrigerador. 

Além das dicas, a especialista faz um alerta sobre as soluções caseiras. “Não existe mistério para matar os germes e bactérias presentes nos alimentos, porém existem soluções caseiras que devemos prestar muita atenção por conta da sua falta de eficácia. Misturas à base de água sanitária, limão, vinagre, entre outros, além de não trazer garantia quanto sua eficácia, ainda podem interferir na qualidade de produtos, sem falar no risco à saúde por intoxicações”, finaliza.

 

Descubra três atitudes positivas para a saúde dos seus ombros

Descubra três atitudes positivas para a saúde dos seus ombros

Praticar atividades físicas mesmo em casa, alongar o corpo no home office e se alimentar adequadamente estão entre conselhos do especialista

Realizar algumas atividades de rotina, como escovar os dentes, pentear os cabelos e trocar de roupa são movimentos possíveis graças aos ombros, que é considerada como a região mais flexível do corpo humano. E, por conta dessa importância tão grande em nossa vida, é preciso estar atento a algumas atitudes de rotina, principalmente para aqueles que estão confinados em casa, por conta da pandemia da Covid-19. 

Segundo o ortopedista e especialista em ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, Dr. Layron Alves, medidas simples são capazes de garantir o funcionamento saudável dos ombros, evitando dores e limitações nos movimentos. Confira algumas orientações:

Movimente seu corpo:

realizar alguma atividade física regularmente em casa também é muito benéfico para saúde do corpo e da mente, mas desde que alguns cuidados, tais como na hora de adaptar objetos de casa, aquecer o corpo antes, apostar em roupas adequadas e respeitar os níveis do seu corpo sejam tomados para evitar lesões.

3 atitudes positivas para os ombros

Faça pausas no home office:

Se você está trabalhando de casa evite permanecer em uma posição por muito tempo. “Essa ação pode causar tensão muscular e fraqueza na região. Por isso, não se sobrecarregue e faça uma pausa! O indicado é que a cada 25 minutos de esforço na região, digitando ou realizando outra função, por exemplo, seja feita uma parada de cinco minutos e realize alongamentos para aliviar a tensão”, explica o médico.

Não descuide da sua alimentação e do sono:

É essencial ter uma alimentação adequada com proteínas, cálcio e outras vitaminas, já que o aumento de peso pode desencadear em diversos problemas devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar os quilinhos a mais.  Além disso, procure ter uma noite de sono adequada para que sejam mantidos o bom desempenho físico, a regulação adequada dos hormônios e o fortalecimento do sistema imunológico, tão importantes para a saúde ortopédica.

“Vale lembrar que além dessas dicas é preciso ficar atento que, em caso de incômodo recorrente nos ombros, é preciso procurar um atendimento médico para uma avaliação clínica correta e completa”, finaliza o ortopedista.

Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Home office improvisado pode ter causado danos na coluna

Especialista alerta sobre doenças da coluna que podem ser causadas pela má postura

As medidas de isolamento adotadas para conter o avanço do coronavírus no Brasil fizeram com que grande parte dos trabalhadores tivessem que se adaptar ao trabalho remoto. Sem mesa, cadeira e iluminação adequada, o primeiro impacto do home office improvisado foi na coluna, já que o termo “dor nas costas” bateu recorde de buscas no Google Trends no início da quarentena.

Para o Dr. Cezar de Oliveira, neurocirurgião, especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês, assim como outros problemas de saúde, os impactos da quarentena na coluna podem estar começando a surgir agora. “A má postura, quando persistente, pode causar graves lesões na coluna vertebral, principalmente nas regiões cervical e lombar”, comenta o especialista.

Home Office improvisado

Além de dores, muitas vezes até incapacitante, a má postura pode causar curvaturas anormais na estrutura da coluna e desgastes dos discos intervertebrais. “Ficar diariamente em uma posição ruim pode acabar provocando a cifose da coluna, caracterizada quando há uma projeção arredondada das costas para a frente, ou até mesmo a famosa hérnia de disco em casos mais graves”, alerta o neurocirurgião.

Como cuidar da coluna no home office

E se a sua mesa não tem a altura ideal ou sua cadeira não é ajustável, é possível usar a criatividade como almofadas e objetos para deixar o computador mais alto (de preferência na altura dos olhos). O importante é manter as costas e o pescoço em linha reta, braços relaxados ao lado do corpo, antebraços paralelos ao chão e pés apoiados no solo.

Outro ponto importante é sobre manter as atividades físicas, mesmo que esteja trabalhando de casa. “Os exercícios físicos regulares são tão importantes quanto a mobília adequada, já que ajudam no fortalecimento dos músculos da região. Além disso, lembre-se de se manter hidratado durante o dia e de fazer pequenas pausas para se alongar”, recomenda o médico.

Quando procurar ajuda

Embora ainda não tenhamos chegado ao fim da pandemia do coronavírus, o ideal é buscar um check-up geral da saúde assim que possível. Com medo da contaminação, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos e, somado com os meses que passamos isolados, a saúde geral deve ser uma prioridade.

“E quando a dor na coluna não vai embora em poucos dias e começa a atrapalhar as atividades do cotidiano, o recomendado é buscar ajuda especializada. Assim como a maioria dos problemas de saúde, as patologias da coluna possuem melhor tratamento com o diagnóstico precoce”, finaliza o cirurgião.
 

Dr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – NeurocirurgiãoDr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – Neurocirurgião – Especialista em Coluna. Dr. Cezar de Oliveira é o chefe das equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina.