Prevenção no 8 de maio: dia mundial do câncer de ovário

Prevenção no 8 de maio: dia mundial do câncer de ovário

O dia 8 de maio foi escolhido como o Dia Mundial do Câncer de Ovário para alertar as mulheres sobre sintomas, tratamento e prevenção. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o ano de 2018, são esperados 6.150 novos casos de câncer de ovário. Esse número corresponde a 3% do total de neoplasias estimadas em mulheres.

Considerado o mais grave câncer ginecológico, a doença tem maior incidência após os 50 anos de idade e o diagnóstico precoce ainda permanece um desafio. Os sintomas são vagos e mal definidos e, ainda na fase inicial, podem não se mostrar presentes.

“A suspeita de neoplasia de ovário se dá com o inchaço abdominal contínuo, sem melhora, a perda de apetite, dor na região pélvica e o aumento na necessidade de urinar”, explica a Dra. Daniela Amaral, oncologista do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão.

“Alguns exames, como ultrassonografia transvaginal e a dosagem de CA 125 no sangue, são muito solicitados pelos médicos em busca do diagnóstico precoce da doença, mas não se mostraram eficazes como método de rastreio”. Segundo a médica, esses exames não reduziram as estatísticas de mortalidade, mesmo realizados anualmente em mulheres sem sintomas e sem histórico familiar. “A ultrassonografia pélvica ou transvaginal se mostrou útil apenas para diagnosticar a doença já existente e, na maioria das vezes, já avançada”, completa a Dra. Daniela.

É importante destacar que toda paciente com alguma massa suspeita deve ser submetida a uma abordagem cirúrgica, realizada por um cirurgião oncológico experiente. A partir daí, será estabelecido o diagnóstico definitivo, a extensão da doença e o tratamento.

Reconhecer os primeiros sinais da doença pode levar a um diagnóstico em fase inicial, aumentando bastante a probabilidade de sobrevivência. Alguns fatores de risco também estão associados ao câncer de ovário, como histórico familiar e reposição hormonal na menopausa, entre outros. “Identificar de maneira precoce o câncer de ovário é um grande desafio para os médicos. É muito importante que a paciente faça o acompanhamento regular com o ginecologista”, sinaliza a Dra. Vale ressaltar ainda que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

 

Dra. Daniela Amaral, oncologista Dra. Daniela Amaral é oncologista do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão.

Tecnologia na saúde em Minas: Hospital Felício Rocho realiza a 100ª cirurgia robótica

Tecnologia na saúde em Minas: Hospital Felício Rocho realiza a 100ª cirurgia robótica

Em abril, o Hospital Felício Rocho comemora a realização de sua 100ª cirurgia robótica. Com o uso do robô intitulado Da Vinci, o hospital vem aplicando a técnica cirúrgica desde dezembro do ano passado nas áreas de cirurgia geral, cardíaca, ginecológica, urológica, oncológica e torácica.

Sendo indicada, principalmente, para o tratamento do câncer, o robô cirurgião permite com maior precisão, a visualização de uma imagem de alta definição, magnificada e em três dimensões (3D) do local a ser tratado. Ao fazer uso de pinças articuladas, o robô guiado pelo médico, realiza uma dissecção cautelosa e minuciosa dos tecidos, sendo minimizada a ocorrência de hemorragias e, também potencializa a recuperação do paciente após o procedimento.

Menos invasiva e mais concisa, a cirurgia robótica contribui para a maior ergonomia e redução de tremores por parte de médicos cirurgiões; redução do tempo de hospitalização; diminuição do tempo de retorno às atividades cotidianas; redução da dor e de possíveis complicações no período pós-operatório; menor risco de infecção hospitalar, e redução na dose de medicamentos no pós-operatório.

Cirurgia Robótica

O urologista, Pedro Romanelli, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-MG), atua como proctor há cerca de seis meses em cirurgias robóticas na Clínica de Urologia do Hospital Felício Rocho. Ele explica que para a obtenção da certificação do Sistema Da Vinci de Cirurgia Robótica, os médicos devem participar de treinamento específico na área e após esta etapa, o profissional é autorizado a realizar suas primeiras cirurgias, mas com a preceptoração e a orientação do chamado ‘proctor’, que é um médico instrutor.

Segundo Pedro Romanelli, a grande revolução da cirurgia robótica ocorre na área de aprendizado médico, pois com a introdução de dispositivos digitais que oferecem imagens tridimensionais de um órgão em operação, é possível que um médico esteja presente na sala de cirurgia e receba orientações em tempo real de um outro profissional a longa distância. “Na prática, é mais confortável aos pacientes contar com a presença física de todos os médicos que irão realizar suas cirurgias, assim se mantém preservada a relação de confiança existente entre os médicos e seus pacientes, mas já aconteceu de uma cirurgia acontecer nos EUA e um dos cirurgiões operar direto da França. A cirurgia robótica permite esse tipo de atuação médica”, explica.

Romanelli afirma que algumas pessoas acreditam que o robô cirurgião opera de forma independente, assim se torna imprescindível esclarecer que isso não acontece, pois, o dispositivo depende inteiramente dos comandos e experiência do médico que o opera.  “ Se o cirurgião realizar um movimento errado, o robô também errará. Os robôs cirurgiões não realizam cirurgias de maneira autônoma, eles somente facilitam a prática dos movimentos durante a cirurgia”, aponta.

Desde 1998 a cirurgia robótica vem sendo utilizada nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2008. Com cerca de 31 unidades, o robô cirúrgico é utilizado em procedimentos de alta complexidade em dez estados brasileiros e se estima que em 2018 sejam realizados oito mil procedimentos em nosso país. Diante aos benefícios da tecnologia robótica, o Hospital Felício Rocho projeta um crescimento exponencial no número de cirurgias robóticas, com a previsão de realizar mais de 250 cirurgias em 2018.

O diretor e urologista do Hospital Felício Rocho, Francisco Guerra, afirma que a cirurgia robótica é um caminho sem volta. “O impacto na evolução das vias de acesso para tratamentos cirúrgicos (cirurgia aberta, laparoscopia e agora a robótica) é contundente para os cirurgiões. No entanto, o melhor de tudo isso, é o que visualizamos e vislumbramos para os pacientes em relação aos resultados e melhoria da qualidade de vida”, conclui.

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

Páscoa: nutricionista explica os benefícios do chocolate

O chocolate é feito à base de amêndoa fermentada e torrada de cacau, mas também contém açúcar e gordura. Não há estudos que relacionam o chocolate ao surgimento de doenças como o câncer. E a boa noticia a respeito é que algumas substâncias presentes no cacau, como os flavonóides (que são antioxidantes e anti-inflamatórias), possuem a comprovação de uma relação positiva na prevenção de doenças cardiovasculares  e controle do colesterol.

 O consumo do cacau também influencia a liberação da serotonina, que contribui para a melhora do humor e traz sensação de bem estar e relaxamento. Segundo a nutricionista, Verônica Pessoa, do Grupo CON, quanto mais amargo for o chocolate, mais cacau presente, menos açúcar e, com isso, maiores seus benefícios. “Mas não quer dizer que temos que comer exageradamente o chocolate ”, ressalta.

Benefícios do Chocoolate

 Vale lembrar que o chocolate branco não é verdadeiramente um chocolate, pois não tem cacau, só gordura e açúcar e que o chocolate diet tem menos açúcar, mas provavelmente possui mais gordura para manter sua consistência. Não se pode relacionar diretamente o chocolate a prevenção do câncer, mas seu excesso leva ao aumento de gordura e açúcar, e com isso aumento de calorias, o que provavelmente levará ao excesso de peso. Esses fatores associados ao sedentarismo e hábitos alimentares ruins, pode predispor o organismo a desenvolver algum tumor.

 “Recomenda-se o consumo moderado e orientado por um(a) nutricionista, em conjunto com uma alimentação saudável. Quanto a quantidades, uma barrinha de 20 a 70g do chocolate amargo (pelo menos 70% de cacau)”, explica a nutricionista. Para pessoas em tratamento para o câncer não é muito recomendado seu consumo, uma vez que tem a presença de gordura (que pode aumentar as chances de náuseas) e de açúcar (que aumentam as calorias da dieta e não é recomendada aos diabéticos).

 “Mas a melhor recomendação para se obter esses compostos antioxidantes que ajudam a prevenir algumas doenças é uma alimentação saudável, rica também em frutas e vegetais”, finaliza Verônica.  

 

Veronica Pessoa Nutricionista*Verônica Pessoa, nutricionista responsável pelo Grupo CON

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Dia das mulheres: elas podem tudo, menos descuidar da saúde

Em 8 de março é comemorado internacionalmente o Dia da Mulher. Nunca se ouviu tanto falar do empoderamento feminino, afinal, elas são livres para escolher o que querem fazer, como se comportar, como amar entre tantos outros estigmas que vem sendo superados a cada dia.

As mulheres podem tudo. Mas não podem se descuidar da saúde. Por isso, o Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia formado por médicos oncologistas com sua campanha permanente Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser aproveita a data para enfatizar sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e a importância da realização de exames de imagens. Descobrir o câncer de mama no estágio inicial garante chances de cura muito perto de 100%. Quem vai esclarecer sobre as diferenças entre mamografia, ultrassom e ressonância magnética é o oncologista Rafael Luiz. Confira:

Dia Mundial das Mulheres

Mamografia

É chamado de rastreamento o exame feito para detectar o câncer quando ele ainda está na sua fase inicial, sem nenhum sinal ou sintoma aparente. A detecção via mamografia é conhecida por reduzir em mais de 30% a mortalidade pelo câncer. De forma geral, para a maioria das mulheres, esse exame é indicado a partir dos 50 até os 75 anos e deve ser feita anualmente ou a cada dois anos. Entre 40 e 50 e após 75 anos, a questão ainda é duvidosa e muitas vezes dependem de uma avaliação bem feita com o médico.

Para algumas mulheres, porém, a realização do exame pode ser ainda mais importante, até mesmo para as mais jovens que têm o maior risco de desenvolver câncer de mama. Para saber se há risco maior, os médicos usam alguns critérios que dependem, principalmente da história de tumores na família. O principal motivo é a mutação em um gene chamado BRCA (aquele bastante divulgado pela atriz Angelina Jolie), que ocorre em algumas famílias e, geralmente, com várias parentes afetadas. Quando este gene está alterado, a mulher tem indicação de começar mais cedo a fazer exames para rastrear o câncer (geralmente antes dos 35 anos) e também a utilizar outros métodos.

Ultrassom

O ultrassom é um exame mais demorado e depende muito da habilidade do médico que está fazendo. Ele é utilizado, geralmente, para mamas mais densas, ou seja, com menos gordura e mais glândulas, pois a mamografia é menos eficaz nesses casos. Na maioria das vezes, mulheres mais jovens são as que têm maior densidade mamária. O ultrassom também é muito utilizado quando se acha uma alteração na mamografia ou detecta-se um nódulo palpável. Nesse caso, o ultrassom ajuda a ver o tamanho e a extensão do tumor, além de avaliar os gânglios na axila, auxiliando na definição do tratamento a ser feito.

Ressonância magnética

Já a ressonância é um exame de custo alto, mais difícil e demorado, com contraindicações (objetos metálicos no corpo, por exemplo) e que, portanto, é reservado para rastrear mulheres de risco mais alto. Em casos especiais, o exame pode ser feito em alternância com uma mamografia. Adicionalmente, a ressonância também ajuda a detectar tumores ocultos e a caracterizar melhor a mama de uma mulher com um câncer já diagnosticado, a fim de programar a cirurgia e avaliar se há outros focos do tumor.

* Rafael Luiz é graduado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com residência em clínica médica e oncologia também pela Unicamp.  Como membro do Grupo SOnHe atua nos hospitais Vera Cruz e Santa Tereza e no Instituto do Radium, em Campinas, SP.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Dia Mundial de Combate ao Câncer: diagnóstico precoce pode levar à cura

Novos tratamentos e equipamentos para detecção da doença aumentam sobrevida dos pacientes 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, tem por objetivo conscientizar a população sobre os vários tipos de câncer, seus fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce, considerado um dos caminhos para a cura. No Brasil, a cada ano, são registrados, em média, 590 mil novos casos da doença, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A boa notícia é que, nos últimos anos, os tratamentos estão sendo mais eficientes. Além da prevenção e do diagnóstico precoce, há avanços também no tratamento. Como resultado, as chances de cura vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com o oncologista Dr. Rodrigo Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, “estudos feitos no Reino Unido mostram que as chances de cura do câncer aumentaram de forma importante nos últimos 40 anos”. Ele completa: “Nos EUA, a mortalidade por câncer caiu mais de 10% somente na última década”.

As chances de cura, porém, não são uniformes – elas dependem do tipo de câncer, do momento do diagnóstico e do tratamento aplicado, alerta o médico. Elas são maiores em fases iniciais da doença e quando o tratamento é realizado de forma adequada e oportuna. Daí a importância dos avanços na prevenção. Iniciativas que buscam a conscientização e mudança de comportamento, como políticas antitabagismo e campanhas de cuidado com a exposição à luz solar, são muito bem-vindas. Da mesma forma, a incorporação de vacinação contra o HPV é uma medida fundamental na luta contra um câncer de colo uterino e que pode ter também um impacto na redução de outros tipos de tumor.

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Entretanto, ainda que o diagnóstico seja feito em fases mais avançadas, novos tratamentos vêm mudando o dia a dia de médicos e pacientes. Um exemplo disso é a incorporação da imunoterapia: uma forma de tratamento que sofreu grandes melhorias nos últimos anos e agora representa uma nova arma contra diversos tipos de tumores, incluindo melanoma, pulmão e renal.

No caso específico do melanoma, esses avanços se traduziram não somente em melhores resultados e controle, como também em mais qualidade de vida. “Tanto com o uso da imunoterapia quanto com a terapia-alvo, as chances de os pacientes estarem vivos após mais de 5 anos vem aumentando progressivamente e, muitas vezes, com efeitos colaterais mais brandos do que aqueles que antes víamos com a quimioterapia”, explica o médico.

PET/CT Digital: avanço diagnóstico

A forma de avaliar e detectar o câncer também vem sofrendo modificações. O PET/CT Digital, por exemplo, disponível no Hospital Sírio-Libanês, pioneiro em oferecer este equipamento na América Latina, é um forte aliado para a descoberta de tumores malignos, além de auxiliar na detecção de doenças neurológicas, como Alzheimer. “Esse equipamento é uma grande evolução no uso do PET/CT como ferramenta de diagnóstico”, diz Carlos Buchpiguel, coordenador médico da Medicina Nuclear do Hospital Sírio-Libanês. Este aparelho faz uso da tecnologia de diagnóstico por imagem molecular. Essa modalidade, relativamente nova na área de saúde, envolve uma série de reações entre os elementos de imagem e moléculas-alvo, como enzimas, que quando presentes permitem o diagnóstico mais preciso e, muitas vezes, precoce. Essa conquista faz parte da busca pela inovação constante do Sírio-Libanês, contribuindo para aprimorar o sistema médico-hospitalar e a oferta de assistência à saúde.

Sobre o Sírio-Libanês

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica fundada em 1921, trabalha diariamente para oferecer uma assistência médico-hospitalar de excelência, sempre com um olhar humanizado e individualizado, em mais de 60 especialidades. Em uma busca constante, o hospital desenvolve atividades de ensino, integradas ao trabalho de compromisso social. Com o olhar sempre voltado para a tecnologia e inovação na atenção à saúde, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa promove estudos e compartilha conhecimento. Por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve programas de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribui para a disseminação de conhecimento e boas práticas para mais de 8 mil gestores de saúde em todo o país, como parte do Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A instituição também é responsável pela gestão de cinco unidades públicas estaduais e municipais de saúde como parte do trabalho do Sírio-Libanês Responsabilidade Social, além de manter um ambulatório filantrópico para atendimento a pacientes com câncer de mama em São Paulo.

Dr. Rodrigo Munhoz*Dr. Rodrigo Munhoz é Médico Oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

Parto prematuro: saiba como ele pode ser evitado com progesterona

Parto prematuro: saiba como ele pode ser evitado com progesterona

Estudo acadêmico publicado nos Estados Unidos sobre o tema conta com colaboração de médico brasileiro

 

Um artigo acadêmico, publicado pelo American Journal of Obstetrics & Gynecology, em novembro de 2017, demonstrou que a utilização de progesterona vaginal tem efeitos para reduzir o risco de parto prematuro em mulheres com o colo de útero curto. O artigo tem entre seus autores o obstetra brasileiro Eduardo Fonseca, da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, Paraíba.

A prematuridade é uma das principais complicações da gravidez e 15 milhões de bebês nascem antes do tempo, em todo o mundo, anualmente. A progesterona é um hormônio natural produzido pelos ovários, no início da gravidez, e depois pela placenta. O declínio da progesterona é um dos gatilhos do parto e pode implicar em partos prematuros espontâneos, se essa queda ocorrer antes do previsto.

Parto Prematuro

Algumas pesquisas já haviam sido publicadas em 2016. Médicos em todo o mundo investigaram se a administração de progesterona vaginal reduziria a taxa de prematuros. Agora, os médicos e pesquisadores resumiram os resultados de todos os estudos e descobriram que, quando toda a informação disponível é considerada, os efeitos são positivos.

A progesterona vaginal reduz a taxa de parto prematuro a partir da 28a semana, além de reduzir a frequência de complicações neonatais e o número de bebês com peso inferior a 1.500 gramas.

O médico reforça, porém, que a administração do hormônio deve ser realizada somente após a indicação de um obstetra, que também irá determinar a dosagem correta por meio de exames. A ocorrência de colo de útero curto deve ser identificada no exame ultrassonográfico, do segundo trimestre de gestação.

Além de auxiliar na vida e bem estar das mãos e dos bebês, a administração de progesterona para gestantes com colo uterino curto também tem impactos positivos de custo-eficácia no sistema de saúde. Os pesquisadores determinaram uma economia nos gastos públicos de, aproximadamente, U$500 milhões, por ano, somente nos Estado Unidos.

Além do médico brasileiro Eduardo Fonseca, que é Presidente da Comissão de Perinatologia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o artigo contou com mais sete pesquisadores, entre eles o autor principal Roberto Romero, Chefe do Departamento de Pesquisa de Perinatologia e diretor da Divisão de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, NICHD / NIH / DHHS, e o autor sênior Kypros Nicolaides, Professor de Obstetrícia e Ginecologia da Kings College, em Londres, e Diretor da Fetal Medicine Foundation (www.fetalmedicine.com).

Dr. Eduardo Borges da Fonseca*Dr. Eduardo Borges da Fonseca se formou em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, em 1993. Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo e possui título de especialista pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Ele é pós-doutorado no Harris Birthright Centre for Fetal Medicine, King’s College Hospital, da University of London, com diploma em Medicina Fetal pela Fundação de Medicina Fetal, também de Londres. Eduardo Fonseca é presidente da Comissão de Medicina Fetal da Febrasgo – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

 

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Muitas são as dúvidas sobre o uso do contraste em exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada, deixando os pacientes com dúvidas, e alguma vezes com receio em fazer o procedimento. Alergias, efeitos colaterais, fatores de riscos, e até o entender o porque dele ser utilizado são os mais comuns. Para esclarecer o uso do contraste, o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Lucilo Maranhão Neto, responde algumas perguntas acerca do uso do composto.

O que é o contraste?

Os meios de contraste (MC) são compostos utilizados para dar melhor definição de imagem nos distintos métodos de diagnóstico radiológicos e incluem o sulfato de bário, a fluoresceína, o gadolíneo (Gd) e os meios de contraste iodados (MCI).

Qual a indicação do uso do contraste nos exames de ressonância e tomografia?

O contraste vai ajudar o médico radiologista a ter mais subsídios para sugerir um diagnóstico preciso. No campo da oncologia, por exemplo, os contrastes ajudam não só na identificação das lesões como ainda, baseado no comportamento vascular das lesões em diagnósticos precisos. Ajudam ainda de maneira geral na identificação de locais com reações inflamatórias/infecciosas, que irão realçar ao meio de contraste.

Lucilo Maranhão Neto - Médico Radiologista

Tem alguma idade mínima ou máxima para se usar?

Geralmente recomenda-se seu uso, mediante indicação do médico assistente, após os 2 anos de idade; não havendo idade máxima para sua utilização, respeitando-se todavia as suas contra-indicações.

Como é aplicado o contraste?

Geralmente é aplicado por via intravenosa, em alguns casos,  os iodados, podem ser deglutidos em solução para estudo do trato gastrointestinal.

Quais os fatores de risco da utilização do contraste?

História prévia de reação adversa ao meio de contraste, história de múltiplas alergias ou asma, mieloma múltiplo, doença renal, diabetes, doença cardiovascular, incluindo arritmias, cardiopatia isquêmica e hipotensão pulmonar, discrasias sangüíneas, feocromocitoma, doença autoimune, hipertireoidismo e ansiedade.

Existem alergias ao contraste?

A frequência das reações alérgicas varia de acordo com o tipo de contraste usado. De modo geral, considera-se que os agentes de contraste à base de gadolíneo são muito mais seguros que o contraste iodado utilizado na radiologia convencional e nos exames de tomografia computadorizada.

Existem efeitos colaterais após o uso do contraste?

As reações adversas associadas com o uso de meios de contraste são normalmente leves a moderadas e de natureza transitória, requerendo apenas monitorização. No entanto, foram relatadas reações graves envolvendo risco de vida, incluindo casos fatais. As reações leves são as mais comuns, tais como náuseas, vômitos, urticária, cefaléia, irritação, ardor,  sensação de dor e sensação geral de calor.

Quanto tempo o contraste fica no corpo da pessoa?

A meia-vida do meio de contraste iodado administrado via intravenosa é de aproximadamente duas horas e quase 100% da dose é eliminada da corrente sangüínea em 24 horas. No caso do gadolíneo, geralmente por volta de 90 minutos, se a função renal estiver normal.

Tive alergia ao contraste no passado, posso ter novamente? 

Sim, pode ser que ocorra novamente. Portanto, torna-se imperiosa a necessidade de comunicar ao médico a história previa de alergias aos contrastes e a outros fatores.

 Tenho alergia a camarão e frutos do mar, posso ter ao contraste?

Sim. Pacientes que possuem alergia a outras substâncias, podem ter mais chances de alergias ao contraste, quando comparados a um grupo populacional que não possui alergias de qualquer ordem. Pacientes alérgicos a crustáceos podem apresentar doenças atópicas, e devem ser questionados a respeito de outras alergias, o que poderia predispor a uma reação de hipersensibilidade ao contraste. Para esses pacientes, quando há necessidade de um estudo com contraste, indicamos um prévio preparo anti-alérgico.

Tenho asma, e faço uso de bombinha. Posso usar contraste?

Sim, porém, como a asma é um entidade clínica com fundo alérgico, indicamos previamente o preparo anti-alérgico.

 Sou cardiopata, posso usar contraste?

Em princípio sim. Determinadas cardiopatias constituem fator de risco para reações adversas aos meios de contraste. Em casos selecionados de insuficiência cardíaca grave, os contrastes devem ser evitados, pois eles agem sobre a função cárdiovascular diminuindo a contratilidade cardíaca e sobre o efeito de “bomba” do coração. Sempre pesar risco x benefício.

Grávidas e mulheres amamentando podem utilizar o contraste?

A passagem de contraste pela placenta em gestantes e para o leite em mulheres na lactação já foi demonstrada; de modo que de maneira geral, recomenda-se a não-utilização dos meios de contraste nestas situações. Ele somente deve ser utilizado quando a informação necessária não pode ser adquirida por outros exames; casos em que o exame altera o tratamento da paciente durante a gravidez e se não for prudente esperar até o final da gestação para o diagnóstico. Nestes casos a dose para gestantes deve ser a metade da habitual.

*Dr. Lucilo Maranhão Neto médico radiologista*Dr. Lucilo Maranhão Neto é médico radiologista na Lucilo Maranhão Diagnósticos.

Pés sem rachaduras no verão: o filme transparente é um aliado

Pés sem rachaduras no verão: o filme transparente é um aliado

Toda mulher quer entrar o verão com pés hidratados, sem se preocupar com as rachaduras brancas que deixam os calcanhares feios e com aspecto de mal cuidados. Para a enfermeira estomaterapeuta Maria Lucoveis, da Stay Care- clínica especialista em pés, feridas, estomas e incontinências-, manter os pés saudáveis, sem rachaduras, é simples e rápido.

Dicas para pés saudáveis

Evite lixar o calcanhar e a sola dos pés. Dê preferência à esfoliação que auxilia na remoção de células mortas sem agredir a pele. Com o auxílio de um esfoliante massageie delicadamente dando mais ênfase à sola e regiões mais ásperas. A esfoliação deve ser realizada a cada 15 dias ou 1 vez por semana para quem possui os calcanhares mais ásperos.

Após a esfoliação, aplique hidratante de sua preferência e envolva os pés com filme transparente de 20 a 30 minutos para potencializar a hidratação. Hidratar a pele ajuda a prevenir o ressecamento e as temidas rachaduras.

Para finalizar, faça massagem com cremes que contenham óleos essenciais de efeito terapêutico ou extrato de plantas como: alecrim, arnica, calêndula, alfazema, lavanda, cipreste, etc. Os resultados são sentidos de imediato: pés macios, pele bonita e, principalmente, relaxamento e alívio das tensões do dia a dia.

Outros cuidados também são importantes para manter os pés saudáveis. Realize o corte das suas unhas de forma reta obedecendo à anatomia dos dedos para evitar que as mesmas fiquem encravadas. As laterais salientes das unhas podem ser discretamente arredondadas.

Evite remover a cutícula das unhas, pois serve como proteção contra agentes agressores ao organismo. As sujidades e o excesso de células mortas podem ser removidos com auxílio de uma espátula e escovação das unhas com escova de dente de cerdas macias.

Alicates, palitos e lixas são fontes de contaminação, portanto, devem ser de uso individual. Se for compartilhar, o alicate deve ser esterilizado em autoclave. O palito e a lixa devem ser descartáveis.

Caso tenha o hábito de esmaltar as unhas não compartilhe o esmalte, pois também é uma fonte de contaminação. Pelo menos um dia por semana deixe as unhas livres de esmalte para que possam transpirar de forma adequada. Portanto, são ações e cuidados simples que mantém os pés bonitos e hidratados.

 Sobre a Stay Care:

A excelência do cuidar faz a Stay Care prestar serviços e ter equipamentos especializados para tratar pessoas com feridas agudas e crônicas, alterações ou lesões nos pés e unhas e incontinências. Sempre focada na prevenção, educação para o autocuidado e melhoria da qualidade de vida.  Unidades em São Paulo, Americana, Sorocaba e Salvador (BA). Em breve, em Campinas.

*Maria Lucoveis é enfermeira estomaterapeuta, diretora da Stay Care São Paulo. Integrante da Sobest- Associação Brasileira de Estomaterapia: estomas, feridas e incontinências. Fisioterapeuta especialista em podoposturologia, educadora em diabetes e especialista nos cuidados com pés diabético e geriátrico.