Dicas de primavera: veja quais são os cuidados com a pele na estação

Dicas de primavera: veja quais são os cuidados com a pele na estação

 A estação mais florida do ano começa no próximo dia 22 de setembro de 2021. Com períodos de chuvas, dias mais ensolarados e noites ainda frias, a primavera não afeta apenas o clima, mas também a saúde da sua pele. É chegado o momento de recuperar a derme dos danos causados pelo inverno, como o ressecamento, e prepará-la para o verão, um período mais quente e com sol bem mais forte.

Por conta do clima volátil que a primavera pode causar, é necessário uma atenção redobrada nos cuidados com a pele, afinal, em um dia pode estar um sol de deserto e no outro um clima ártico. Portanto, para manter uma pele saudável nessa época, a esteticista Priscilla Nardy elaborou algumas dicas para enfrentar os dias mais floridos do ano.

cuidados com a pele na primavera

 Veja as dicas

  Aumente o uso de protetor solar, isso auxiliará na proteção contra manchas e melasmas;

    Evite usar hidratantes com muito óleo. Se possível, opte por uma fórmula mais leve e que não deixe a pele oleosa nessa estação.

    Uma limpeza de pele faz bem em qualquer época do ano, mas na primavera especificamente a dica é investir em uma limpeza de qualidade para o controle do PH.

    Uma pele bem cuidada vai além dos cremes utilizados. Com os dias mais quentes, a hidratação também é necessária internamente, portanto beba bastante água!

Dica extra: Não sabe o quanto de água deve beber diariamente? Faça o cálculo: 35ml x peso corporal.

    O cuidado com a pele é de dentro para fora, por isso é preciso cuidar também da alimentação. Busque alimentos balanceados para não afetar sua derme.

    Seguindo as dicas de alimentação, evite o consumo exagerado de açúcar. Isso evitará a glicação do colágeno, uma das principais causas do envelhecimento precoce.

    Ácidos estão proibidos na primavera. Não use.

    A vitamina C é a grande aliada da nossa pele. Tome bastante sol (com responsabilidade), mas se necessário, faça reposição de vitaminas também.

    As roupas influenciam no cuidado de nossa pele, portanto evite roupas muito pesadas e exagero em acessórios.

    Por fim, mas não menos importante: Durma bem!

Priscilla Nardy EsteticistaSobre Priscilla Nardy

É uma das grandes referências no mundo da beleza quando o assunto é tratamento de gordura localizada e flacidez. Em 2015, ela desenvolveu o método Fatslim, que é um dos pilares do progresso de Priscilla Nardy em sua carreira como esteticista. Além disso, Priscilla ministra cursos para profissionais da estética em diversos estados, países e é idealizadora da franquia de estética e beleza que foi batizada com seu próprio nome – Priscilla Nardy.

Setembro Amarelo: mitos, verdades e os sinais do comportamento suicida

Setembro Amarelo: mitos, verdades e os sinais do comportamento suicida

O suicídio continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, de acordo com as últimas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas recentemente no relatório “Suicide Worldwide in 2019”. Todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama. Em 2019, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio: uma em cada 100 mortes. No Brasil, o número de mortes por suicídios aumentou 12% em quatro anos. Em 2015, foram 11.736 notificações ante 10.490 registradas em 2011, segundo dados do Ministério da Saúde.

O comportamento suicida envolve uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais, segundo o psiquiatra Dr. Adiel Rios, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP e do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas da UNIFESP. “Estima-se que de 15 a 25% das pessoas que tentam suicídio cometem nova tentativa no ano seguinte, e 10% conseguem consumar o ato em algum momento no período de 10 anos, compreendido entre a tentativa anterior e o suicídio consumado. Ao longo da vida, de cada 100 pessoas, 17 chegam a pensar em suicídio”, relata Dr. Adiel.

Entretanto, o psiquiatra explica que o ato suicida nem sempre envolve planejamento, ou seja, em muitos casos, a pessoa pode cometer suicídio por impulso, sem ter demonstrado previamente a intenção. “O grupo de maior risco é o das pessoas que já tentaram o suicídio. Apenas uma em cada três delas chega ao pronto-socorro, recebe o primeiro atendimento, mas nem sempre é encaminhada para serviços de saúde mental, onde pode receber cuidados adequados. Sem isso, a maioria pode voltar a tentar o suicídio”.

Setembro Amarelo

Depressão: principal causa de suicídio

Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) apontou um aumento de 90,5% nos casos de depressão entre os brasileiros, desde o início da pandemia. A doença, tida como uma das mais incapacitantes do mundo pela OMS, é a principal causa de suicídio, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias.

“A depressão pode ser resultado de alterações nos neurotransmissores do cérebro (como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar) ou de fatores como genética, problemas pessoais graves, traumas, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, entre outros, gerando um quadro debilitante e difícil de lidar sem ajuda”, explica a Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Segundo Flávia Teixeira, psicóloga, mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ, professora de pós-graduação em Psicologia Hospitalar na UFRJ e pós-graduada em Psicossomática Contemporânea; erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para a formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida.

“Em pleno século XXI, numa era em que temos acesso facilitado a todo tipo de informação, o preconceito com as doenças mentais e com as terapias ainda persiste. O estigma resulta de um processo em que as pessoas passam a se sentir envergonhadas, excluídas e discriminadas. Isso acaba intimidando e impedindo pessoas portadoras de transtornos mentais a buscarem tratamentos adequados”, diz Flávia Teixeira.

Mitos sobre o comportamento suicida

Para auxiliar o entendimento e desmitificar o tabu em torno do assunto, a ABP listou os principais mitos acerca do comportamento suicida:

O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio

Falso. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade, interferindo em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio.

Quando uma pessoa pensa em se suicidar, terá risco de suicídio para o resto da vida

Falso. O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.

As pessoas que ameaçam se matar só querem apenas chamar a atenção

Falso. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. “De alguma forma, boa parte dos suicidas expressou seu desejo de se matar, seja para médicos, familiares ou amigos. Daí a importância de estar atento às alterações no comportamento do indivíduo em questão”, pontua Danielle Admoni.

Se uma pessoa que pensava em se suicidar, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, significa que o problema já passou

Falso. Se alguém cogitou o suicídio, mas depois aparenta estar tranquilo, não significa que tenha desistido da ideia. “Uma pessoa que decidiu tirar a própria vida pode se sentir aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se suicidar, passando aos outros a impressão de que já está tudo bem”, diz Adiel Rios.

Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo

Falso. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, após uma tentativa felizmente fracassada. A semana que se segue à alta do hospital é um período em que a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida, muitas vezes, continua em alto risco.

Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco

Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário. Falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

Sinais que merecem atenção

De acordo com Stella Azulay, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental; alguns sintomas e comportamentos podem sinalizar que uma pessoa precisa de ajuda. “Tristeza profunda e contínua, apatia, desânimo, perda do interesse pelas atividades que gostava de fazer, pensamentos negativos, alterações do sono, falta de libido e falta de apetite são sinais de alerta. O indivíduo pode ter dificuldade de perceber ou até de reconhecer que há algo de errado, especialmente no momento atual, em que muitos sintomas gerados pela pandemia podem se confundir com os de uma doença real”, pondera Stella Azulay.

Segundo Flávia Teixeira, perceber as mudanças no próprio comportamento é um processo fundamental. “Vencer os preconceitos e buscar ajuda especializada são as melhores formas de tratar os transtornos mentais e recuperar o bem-estar e a qualidade de vida”, finaliza a psicóloga.

Sobre os profissionais:

Dr. Adiel RiosDr. Adiel Rios, psiquiatra, PhD Student pela Faculdade de Medicina da USP, médico colaborador no Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IpQ-HCFMUSP).

 

 

 

 

Dra Danielle Admoni Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

 

 

 

 

Stella Azulay, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental.

 

 

 

 

Flávia Teixeira, psicóloga

Flávia Teixeira, psicóloga, mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ, professora de pós-graduação em Psicologia Hospitalar na UFRJ e pós-graduada em Psicossomática Contemporânea.

 

Como amamentar sem dor e desconforto?

Como amamentar sem dor e desconforto?

Especialista dá algumas orientações para ajudar as mamães neste processo

Este mês é marcado pela campanha nacional “Agosto Dourado”, que tem como objetivo trazer ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. A amamentação é um momento de interação entre mãe e filho, além de trazer vários benefícios à saúde de ambos. No entanto, às vezes esse processo pode trazer dor e desconforto para as mamães.

A coordenadora do curso de pós-graduação em enfermagem obstétrica e docente no curso de graduação em enfermagem da Faculdade Pitágoras, Elaine Cristina Faria, dá algumas orientações. “Os cuidados com os seios devem começar no desde a descoberta da gravidez, dando uma atenção maior ao mamilo ou bico da mama, por ser sensível e por geralmente dar pequenas rachaduras durante a amamentação”, pontua.

Agosto Dourado, Dicas para amamentação

A especialista explica que alguns métodos contribuem para um aleitamento tranquilo e sem dor. “A higienização é fundamental. A cada mamada o seio deve ser seco para que não haja umidade e, consequentemente, fissuras. Outra dica é tomar sol todos os dias na mama, antes das 10h, assim a vitamina D prepara e fortalece a região”, aconselha.

Com todos esses cuidados, a amamentação se torna ainda mais prazerosa neste vínculo de amor entre mãe e filho. Além disso, o bebê pode usufruir dos benefícios para a saúde. “O leite materno contém tudo o que o bebê precisa, ajuda na digestão e auxilia na cólica, reduz as chances de desenvolver alergias, estimula e fortalece a arcada e melhora a imunidade”, destaca.

Por meio do leite materno, o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra doenças como diarreia e infecções, principalmente as respiratórias. O risco de asma, diabetes e obesidade é menor em crianças amamentadas, mesmo depois que elas param de mamar.

Confira algumas dicas para deixar esse momento ainda mais confortável e especial:

1. Atenção:

Amamentar não deve doer. A dor é um sinal de pega incorreta. Mude de posição e lembre-se de sempre trazer o bebê até o seio, nunca o contrário.

2. Use sutiãs adequados:

Para evitar a flacidez, o sutiã utilizado neste período deve ser mais reforçado e de tamanho compatível com os seios. Logo no início da gestação, a mulher deve optar por um modelo de alças largas, sem bojos, e que ofereça boa sustentação, pois os seios vão ficando bem maiores que o normal, sendo necessário algo mais confortável e que não incomode. Também é indicado o uso de conchas de silicone sob o sutiã, para evitar o atrito.

3. Massagens:

É recomendado fazer massagens diariamente nos seios, preparando-os para a amamentação e ajudando os mamilos a ficarem mais salientes, favorecendo a sucção de leite pelo bebê e evitando o surgimento das lesões. Esse procedimento deve ser feito especialmente pelas mulheres que têm os bicos planos ou invertidos, mas é recomendado para todas as gestantes. Para isso é preciso segurar o seio com as duas mãos, fazendo pressão até a ponta, hora com as mãos nas laterais da mama, hora com uma mão por cima e outra por baixo, repetindo o movimento várias vezes. Nos casos em que os mamilos demoram a ficar mais salientes, é necessário que se faça uma massagem segurando o bico com os dedos indicador e polegar, rodando-os de um lado para o outro. Vale ainda ressaltar que mesmo com mamilos invertidos há a possibilidade de amamentar.

4. Observe:

Tente observar a necessidade do seu filho e faça intervalos de maneira que ele não esteja com muita fome na hora de alimentá-lo, pois o bebê tende a estar mais estressado e pode não mamar corretamente. Se você costuma acordá-lo e trocar a fralda antes de amamentar, mas ele sempre chora, experimente oferecer o peito primeiro e só trocá-lo depois, por exemplo.

5. Escute:

Se você ouvir qualquer barulho na boca do bebê durante a mamada, é porque algo está errado. Estalos na língua ou som semelhante a um beijo não devem fazer parte desse momento, apenas ruídos da sucção e deglutição. Caso escute qualquer coisa além disso, tire o bebê do seio e recomece. Se persistir, vale tentar mudar a posição.

Enfermeira Elaine Cristina Faria*Sobre a enfermeira Elaine Cristina Faria

Possui Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2017) mestrado em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (2006), especialização em Docência do Ensino Superior e Saúde coletiva e graduação em Enfermagem pela Universidade do Vale do Sapucaí (1995) . Tem experiência em docência na área de Ciências da Saúde nos cursos de enfermagem, psicologia e odontologia, com ênfase em Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: Saúde da Mulher e da criança e do Idoso, Saúde da Família, Saúde do Trabalhador, qualidade de vida e capacidade para o trabalho. Membro do NDE e do colegiado da Faculdade Pitágoras de Poços de Caldas, Docente responsável pela disciplina de metodologia da pesquisa no curso de Pós-graduação em Enfermagem Obstétrica.

No inverno, os cuidados com a pele devem ser redobrados

No inverno, os cuidados com a pele devem ser redobrados

Banhos quentes pioram o quadro da miastenia e a falta de hidratação deixam a pele ressecada e sem viço

O inverno no Brasil este ano está mais rigoroso em várias partes do País, com baixas temperaturas atreladas a algumas frentes frias. E com os dias mais frios é normal que as pessoas tomem banhos quentes e demorados para esquentar o corpo. Só que esta sensação de calor provocada pelo banho quente é prejudicial ao paciente com Miastenia Gravis. Isso porque o relaxamento muscular causado pelo banho deixa o corpo ainda mais cansado, causando ou agravando o quadro de fadiga. Este é, aliás, um dos sintomas da Miastenia Gravis, doença neuromuscular rara caracterizada pela súbita interrupção da comunicação natural entre nervos e músculos. Como a doença afeta a parte do músculo que se conecta com o nervo, ela dificulta, e muitas vezes chega a impedir que o paciente execute os movimentos do cotidiano de forma voluntária. Essa fraqueza pode atingir qualquer músculo, mas destacam-se a fadiga muscular de braços e pernas, queda das pálpebras, visão dupla e durante as crises, pode levar a dificuldade da fala, da mastigação e da deglutição.

Mas o fato de o paciente ser portador de Miastenia Gravis não o impede de cuidar da pele do corpo e do rosto. Aliás, segundo os especialistas, ao contrário de alguns medicamentos, o uso de produtos tópicos e até alguns tipos de tratamento estéticos não afetam o quadro da doença. E como a temporada de frio acaba por deixar a pele mais ressecada e sem viço, é preciso investir em hidratação potente para reverter o quadro, bem como é possível aproveitar a estação para investir em procedimentos estéticos tanto para combater rugas como a flacidez.

Invista em bons hidratantes

A médica dermatologista Debora Campozan, de Campinas, São Paulo, especialista em Medicina Estética e Nutrologia, e parceira da Miastenia, afirma que investir na limpeza da pele e em bons hidratantes é importante para todos os tipos de pele, e que no caso dos miastênicos não seria diferente. “Na hora de escolher o hidratante para o rosto, vale a pena pensar antes no veículo. Ou seja, independente do cosmético que você vai usar, é preciso antes saber o seu tipo de pele, pois um poderoso hidratante como o ácido hialurônico, por exemplo, que também é indicado como antirrugas, pode estar inserido numa base que pode ser desde um creme, uma loção, um gel e até numa pomada”, esclarece a médica. “Em pacientes de pele oleosa, podemos optar por veículos em gel ou hidratantes em sérum que são de toque mais fino e penetram melhor na tez sem deixá-la oleosa. Já em pacientes com pele seca, então é possível abusar dos cremes e até dos séruns mais oleosos, para que sejam melhor absorvidos, sem deixar a tez repuxando”, explica. “E no caso de quem tem ptose de pálpebras, fazer compressas de gelo na região dos olhos, por alguns minutos pode melhorar a ptose de uma maneira quase que instantânea”, ensina.

A médica lembra que caprichar num protetor solar é imprescindível, já que os raios solares envelhecem muito a pele, e isso independe se estamos no verão ou no inverno.

No caso da hidratação corporal, a médica só faz uma ressalva ao uso de hidratantes à base de óleo. “Imagine que o óleo faz uma camada em cima da pele, nada penetra, mas também nada sai. Então se a tez está bem hidratada ele mantém, mas se ela está ressecada ele também impede de entrar qualquer tipo de hidratação”, avalia. “O ideal nestes casos é usar hidratantes em creme ou em loção”, recomenda. Segundo ela, o creme pode ser desde aqueles que são à base de ureia, que têm grande poder de hidratação até os mais poderosos com ação antienvelhecimento e enriquecido com vitaminas e firmadores para a pele do corpo.

Tratamentos estéticos indicados

A dermatologista Debora Campozan afirma que o paciente miastênico está liberado para fazer a maioria dos procedimentos estéticos como as pessoas que não têm a doença. Ela lembra apenas que alguns tratamentos precisam de ajustes durante a aplicação e podem não ter uma resposta tão rápida e previsível, necessitando, em alguns casos, de maior número de sessões para atingir o resultado esperado.

As principais ressalvas ficam para a toxina botulínica, cuja técnica de aplicação, reconstituição e escolha do produto requerem cuidado especial. E também aqueles que aquecem a musculatura ou regiões mais profundas da pele, que têm por objetivo uma ação antienvelhecimento. “Com os tratamentos que aquecem a cútis, como a radiofrequência, é necessário tomar cuidado, fazer a uma certa distância da região dos olhos e calibrar o aparelho com parâmetros específicos para o paciente miastênico”, afirma. “Por outro lado, o ultrassom microfocado, que age como se fosse um ponto de coagulação dentro da musculatura ou na derme profunda, por ter o aquecimento bem concentrado, pode ser usado com bastante segurança”, considera.

De acordo com a dermatologista, a toxina botulínica pode ser usada, desde que seja aplicada com uma técnica diferenciada para que não seja feita muito próxima da musculatura orbicular dos olhos para não criar um risco de piorar ou gerar ptose. Mesmo assim, segundo Debora Campozan, já existe um protocolo específico para este caso. “Os bioestimuladores de colágeno também podem ser usados por pacientes com miastenia. “Aplicamos o produto (Ácido poli L Lático ou Hidroxiapatita de Cálcio) e esperamos que o organismo produza uma certa quantidade de colágeno. Essa resposta é que pode não ser tão imediata como ocorre com pessoas sem doenças inflamatórias, mas conseguimos resultados bastante satisfatórios no rejuvenescimento da pele”, afirma. “Luz intensa pulsada, laser fracionado, tanto ablativos quanto não ablativos também podem ser usados sem necessidade de nenhum ajuste de parâmetros e os resultados são excelentes”, considera.

Dra. Debora Campozan Dermatologista*Debora Campozan é médica demartologista

ADJ Diabetes Brasil promove campanha digital pelos 100 anos da Insulina

ADJ Diabetes Brasil promove campanha digital pelos 100 anos da Insulina

Hormônio desenvolvido em 1921 é uma das descobertas mais importantes para a medicina 

A insulina salvou e salva milhões de vidas ao redor do mundo. Assim, a vida de milhões de pessoas foi preservada com a descoberta. Antes deste feito, na ausência de uma medicação eficaz para o controle do diabetes, as pessoas com a condição eram privadas de se alimentarem, já que suas glicemias se alteravam muito, e consequentemente, morriam ainda jovens de inanição.

Em 1921, o cientista canadense Frederick Banting, junto com o estudante de medicina Charles Best, com o professor da Universidade de Toronto, com John Macleod e com seu assistente James Collip fizeram uma série de experimentos e conseguiram estratificar a insulina, de forma que ao ser aplicada, rapidamente controlava os níveis de açúcar no sangue, acelerando o processo de recuperação dos pacientes. Feito que rendeu aos cientistas o Prêmio Nobel da Medicina em 1923.

100 anos da insulina

No mesmo ano surgiu a primeira insulina disponível em larga escala, Illetin, da Eli Lilly. E meses após este acontecimento, mais uma farmacêutica dá início à produção da insulina Leo do antigo laboratório Novo, atual Novo Nordisk.

Passado um século, a ciência evoluiu. Hoje há insulinas análogas de ação rápida e de ação prolongada, ultrarrápida e até a inalável, além de diferentes formas de aplicação, como: seringas, canetas, agulhas pequenas e finas e bombas de insulina. Com todos estes avanços, no mundo mais de 463 milhões de pessoas com diabetes conseguem viver com diabetes e ter qualidade de vida.

Pensando na importância da descoberta da insulina, a ADJ Diabetes Brasil lança no dia 27 de julho a Campanha Digital 100 Anos da Insulina – “Ballet da Vida”, buscando retratar, através da arte, a importância de dois líquidos fundamentais para a vida: a água e a insulina.

100 anos de insulina

A iniciativa inclui a criação de um vídeo, com conteúdo narrado e projeção no solo. A produção, que aconteceu no Vale do Anhangabaú, conta com a performance de bailarinos, entre as fontes de água, iluminadas com diversos refletores, representando a importância da insulina na vida de mais de 16,5 milhões de brasileiros com diabetes.

A campanha é digital e será exibida nas redes sociais da ADJ Diabetes Brasil (https://www.facebook.com/ADJDiabetesBrasil e https://www.youtube.com/adjdiabetesbrasil). No mês de julho, a ADJ também conta com uma programação especial de conteúdos educativos para melhorar a adesão das pessoas com diabetes ao tratamento, além de lives com profissionais e pessoas que vivem com a condição.

Segundo Gilberto Casanova, presidente da ADJ, “nossa expectativa é sensibilizar a sociedade sobre a importância da ciência e de levar o conhecimento de que a insulina é vida, pois traz longevidade e salva milhões de vidas em todo o mundo”.

Para a realização desta iniciativa, a ADJ Diabetes Brasil conta com o patrocínio da Lilly, Novo Nordisk, Medtronic e BD.

Sobre ADJ Diabetes Brasil

Fundada em 10 de março de 1980, a ADJ Diabetes Brasil é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, legalmente registrada no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu objetivo é promover educação nesse campo para pessoas com diabetes, familiares, profissionais de saúde e comunidade.

Atende gratuitamente as pessoas com todos os tipos de diabetes, de qualquer faixa etária e classe socioeconômica. Oferece um trabalho integrado realizado por uma equipe multidisciplinar.

 Sobre Eli Lilly and Company

A Eli Lilly é uma organização global líder na área da saúde que une cuidado e descoberta para criar medicamentos que melhorem a vida das pessoas ao redor do mundo. Foi fundada há mais de um século por um homem compromissado com a criação de medicamentos de alta qualidade e hoje permanece sendo guiada por essa missão em tudo o que faz. Ao redor do mundo, funcionários Lilly trabalham para inovar e entregar medicamentos que mudem a vida daqueles que precisam, melhorando o entendimento e o tratamento de doenças, e servindo a comunidades com voluntariado e filantropia.

Sobre a Novo Nordisk

Empresa líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças. Fundada em 1923 e com sede na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega cerca de 45.800 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em cerca de 170. No Brasil há 30 anos, a empresa emprega mais de 1.400 funcionários e conta com sede administrativa em São Paulo (SP), dois centros de distribuição no Paraná e uma unidade operacional em Montes Claros (MG), reconhecida como a maior fábrica de insulina da América Latina.

Livro

Inspirada por histórias de pessoas que convivem com diabetes, a jornalista Letícia Martins escreveu o livro “100 Anos de Insulina: A Descoberta Que Salva A Vida De Milhões de Pessoas”. Os capítulos abordam os sintomas do diabetes, a vergonha em ter a condição, as novas tecnologias, as pesquisas em prol do desenvolvimento de novas terapias, os direitos das pessoas em terem o tratamento adequado no Sistema Único de Saúde, entre outros assuntos. A obra será lançada no dia 14 de agosto, às 9h, em um evento online e gratuito. As inscrições devem ser feitas pelo site www.100anosdeinsulina.com.br

Livro 100 anos de Insulina
Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Promover alimentação saudável desde a infância ajuda no crescimento e previne doenças a curto e longo prazo

Nas férias da criançada é difícil manter a rotina. Elas dormem mais tarde e sempre têm uma resposta pronta para tudo: “Ah estou de férias!”. Nesse período, muitas vezes, a alimentação saudável fica em segundo plano, dando mais espaço para doces e outras guloseimas.

A coordenadora do curso de Nutrição da faculdade Pitágoras, Alessandra Carvalho Ferrarezi Menegario, destaca que existe diversas formas para incentivar a boa alimentação nas férias escolares. “As vezes é difícil controlar a vontade de comer comidas mais calóricas quando estamos em casa, no caso das crianças isso se tornar inda mais difícil. Uma boa recomendação é criar atividades que envolvam comidas saudáveis, como cozinhar juntos, por exemplo. É fundamental agregar a criança no preparo das refeições, na montagem da mesa, na escolha do prato e talheres. Nesses momentos desligue a televisão e deixe a criança voltada ao processo desde o pré-preparo até a alimentação em si. Priorize sentar-se à mesa com toda família reunida. De forma sutil a gente consegue manter a rotina e incentivar a alimentação saudável”, conta.

Alimentação saudável das crianças nas férias escolares

A especialista explica ainda que a promoção da alimentação saudável desde a infância traz diversos benefícios. “A boa alimentação ajuda no crescimento, no desenvolvimento e previne problemas de saúde, tais como a anemia por deficiência de ferro, obesidade, e cárie dental. Além disso, pode prevenir problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose e outras”.

Ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação saudável não significa uma alimentação cara ou de difícil acesso. “Faz parte de uma alimentação saudável, a maioria dos alimentos “in natura”, tais como: feijão, arroz, milho, trigo, frutas, legumes e verduras, sementes e castanhas, onde devem ser consumidos em porções adequadas todos os dias para garantir os nutrientes essenciais ao organismo”, diz a nutricionista.

Para ajudar os pais no período de férias, a coordenadora do curso de Nutrição da Pitágoras, Alessandra Menegario, reuniu algumas opções de dar água na boca. Confira!

Frutas no palito

Para deixar esse momento mais prazeroso para os pequenos, vale usar a criatividade na alimentação. Para instigá-los a se interessar pelas frutas, que tal convidá-los para montar espetinhos? Corte frutas diferentes no formato de bichinhos ou figuras, perfeitas para comer brincando!

Sanduíche de atum

É o tipo de receita que leva poucos ingredientes e pode ser preparada de última hora como lanche de férias para as crianças. Basta preparar um patê de atum e rechear o pão de sua preferência, seja francês ou de forma.

Para o patê, utilize uma lata de atum ao natural para duas colheres de sopa de creme de leite (é possível adicionar mais ou menos, de acordo com a preferência). Essa receita fica leve e saborosa. Uma dica é acrescentar legumes, como cenoura ralada e salsinha picada, para o lanche ficar mais nutritivo. Finalize o pão com meio tomatinho cereja espetado no palito.

Tapioca

A tapioca é feita a partir da mandioca, não possui gordura nem glúten e apresenta baixíssimo teor de sódio. Além disso, é possível recheá-la de diversas formas diferentes, incluindo recheios salgados (queijo, frango desfiado, carne moída, peito de peru).

Alessandra Menegario Nutricionista*Sobre Alessandra Menegario

Graduada em Nutrição pela Universidade de Ribeirão Preto (2004). Mestre (2008) e Doutora (2014) pelo departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara/SP, Área de concentração: Ciência dos Alimentos. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase nas áreas: Controle de Qualidade de produtos; Análise sensorial; Estudos de mercado com consumidores; Legislação e Rotulagem de alimentos. Atualmente (2017-atual) é Sócia Proprietária da All Feed Consultoria em Nutrição e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pitágora

Você sabe escolher seu chocolate?

Você sabe escolher seu chocolate?

Sim, ele pode estar na sua dieta e faz bem para sua saúde se for escolhido adequadamente

Quando o assunto é chocolate, nós sabemos que quanto maior o teor de cacau, melhor é para nossa saúde. Mas será que é só isso? De acordo com a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, não. Existem outros pontos que devem ser levados em consideração na hora de escolher o doce. O processo de produção do chocolate é muito importante para que ele tenha benefícios reais ao nosso organismo. Se você achar chocolates bean to bar, eles serão sua melhor escolha, se não, fique atento ao rótulo que deve conter a base: cacau, açúcar e manteiga de cacau, sem outros aditivos com nomes “estranhos”.

Quanto cacau?

O teor do cacau pode ser o ponto de partida, mas depois dele precisamos saber de mais algumas coisas. Por exemplo, um chocolate 70%, a princípio pode parecer saudável, mas se na sua lista de ingredientes estiver o polirricinoleato de poliglicerol – o que é muito comum – , o chocolate demora muito para ser metabolizada pelo nosso organismo e acaba interferindo diretamente na nossa saúde, ainda mais se consumido com frequência. Além disso, muitas marcas adicionam bicarbonato ao produto, o que deixa o chocolate alcalino e faz perder grande parte dos antioxidantes do cacau.

Como escolher chocolate

Outro ponto que você deve levar em consideração na hora da escolha é sobre a manteiga de cacau. É um ingrediente muito caro, por isso muitos chocolates têm gordura hidrogenada na composição e para deixar a textura adequada são adicionados outros compostos, que também não fazem bem para saúde. “Além de tudo isso que já foi citado, em muitos chocolates a gente encontra ainda produtos para realçar o sabor que, claro, interferem em toda a parte terapêutica do cacau”, esclarece a nutricionista.

E o chocolate ao leite? Se você é desse time, fique atento. Em termos de benefícios nutricionais do cacau, como melhora na saúde do coração, fonte antioxidante, melhora da memória, tristeza, e na produção da dopamina, você precisa de um cacau com alta eficiência, e é aí que o leite atrapalha, pois diminui o efeito terapêutico do cacau. E quanto aos demais ingredientes, tais como amêndoas, frutas secas etc.? Se eles estiverem presentes no rótulo está tudo bem. Segundo Aline, o importante é estar atento, como dito antes, a base do chocolate.

Sobre Aline Quissak

Aline Quissak é nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets. 

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Problemas relacionados à menstruação afetam uma proporção significativa da população no Brasil e no mundo, que são mulheres em idade reprodutiva, afetando seu bem-estar físico, psicológico e social.

No Brasil, uma estimativa:

  • Uma em cada cinco mulheres em idade reprodutiva sofre de forte sangramento menstrual;
  • Uma em cada 20 mulheres com idades entre 30-49 entra em contato com seu médico de família com forte hemorragia a cada ano;
  • Uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva sofre de endometriose que afeta quase 10 milhões de mulheres no Brasil – o mesmo número com diagnóstico de diabetes;
  • A endometriose custa à economia de saúde e assistência social cerca de R$ 8,2 bilhões / ano.
Bem Estar Menstrual

Há um sub-reconhecimento dos problemas que as mulheres com disfunção menstrual enfrentam, com muitas mulheres não percebendo que seus períodos não são “normais”, um resultado direto da falta de educação sobre a saúde menstrual. Esse sub-reconhecimento e os ‘tabus’ em torno do assunto significam que muitas mulheres estão comprometidas, pois não têm o poder de solicitar apoio para ajudá-las a frequentar a escola, faculdade ou trabalho por vários dias e meses por ano.

O impacto psicológico também é subestimado e uma pesquisa recente de mulheres com sangramento menstrual intenso descobriu que em 1000 pesquisadas:

  • 74% experimentaram ansiedade
  • 67% sofreram com depressão

Grupos diversos já estão liderando a campanhas da Pobreza Menstrual, para aumentar a conscientização sobre os problemas sociais que muitas mulheres encontram, incluindo o fardo financeiro de absorventes internos e externos, e pela Interação Saúde Mulher, temos como um dos desafios levar o tema bem-estar menstrual para escolas, melhorar o conhecimento e reduzir os tabus.

A Saúde da Mulher deve ser identificada como uma prioridade inclusive como política pública, trabalhando em estreita colaboração com as partes interessadas, incluindo o Grupo de Endometriose e outras doenças provindas do ciclo menstrual, o que incidirá sobre a saúde menstrual e o bem-estar.

Uma publicação recente sobre endometriose, menopausa pela Universidade de Tóquio, delineia claramente uma abordagem baseada em evidências para gerenciar essas preocupações, com a maioria delas sendo na atenção primária. Assim enfermeiras e médicos de atenção primária, precisam de recursos relevantes, para poderem identificar e apoiar neste processo de educação e prevenção.

Temos como propósito estar neste apoio principalmente para bem-estar menstrual das adolescentes e meninas em idade escolar, para conscientizar que não é normal ter dores, e além do apoio na educação pretendemos desenvolver um kit de ferramentas. Este recurso incluirá recomendações para o autogerenciamento da disfunção menstrual, para breve busca de apoio e informações na saúde da mulher,

com materiais de conhecimentos essenciais. Outros recursos educacionais que pretendemos produzir incluirão e-learning sobre endometriose, podcasts e recursos para apoiar no processo educativo, para o bem-estar menstrual, e facilitar o acesso a possíveis diagnósticos precoces.

Val Satiro**Val Sátiro Oliveira – Fundadora da Interação Saúde Mulher – Plataforma Digital para Educação Preventiva na Saúde Feminina –www.interacaosaudemulher.com.br