Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Nutrição: como os pais podem manter uma alimentação saudável das crianças nas férias

Promover alimentação saudável desde a infância ajuda no crescimento e previne doenças a curto e longo prazo

Nas férias da criançada é difícil manter a rotina. Elas dormem mais tarde e sempre têm uma resposta pronta para tudo: “Ah estou de férias!”. Nesse período, muitas vezes, a alimentação saudável fica em segundo plano, dando mais espaço para doces e outras guloseimas.

A coordenadora do curso de Nutrição da faculdade Pitágoras, Alessandra Carvalho Ferrarezi Menegario, destaca que existe diversas formas para incentivar a boa alimentação nas férias escolares. “As vezes é difícil controlar a vontade de comer comidas mais calóricas quando estamos em casa, no caso das crianças isso se tornar inda mais difícil. Uma boa recomendação é criar atividades que envolvam comidas saudáveis, como cozinhar juntos, por exemplo. É fundamental agregar a criança no preparo das refeições, na montagem da mesa, na escolha do prato e talheres. Nesses momentos desligue a televisão e deixe a criança voltada ao processo desde o pré-preparo até a alimentação em si. Priorize sentar-se à mesa com toda família reunida. De forma sutil a gente consegue manter a rotina e incentivar a alimentação saudável”, conta.

Alimentação saudável das crianças nas férias escolares

A especialista explica ainda que a promoção da alimentação saudável desde a infância traz diversos benefícios. “A boa alimentação ajuda no crescimento, no desenvolvimento e previne problemas de saúde, tais como a anemia por deficiência de ferro, obesidade, e cárie dental. Além disso, pode prevenir problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose e outras”.

Ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação saudável não significa uma alimentação cara ou de difícil acesso. “Faz parte de uma alimentação saudável, a maioria dos alimentos “in natura”, tais como: feijão, arroz, milho, trigo, frutas, legumes e verduras, sementes e castanhas, onde devem ser consumidos em porções adequadas todos os dias para garantir os nutrientes essenciais ao organismo”, diz a nutricionista.

Para ajudar os pais no período de férias, a coordenadora do curso de Nutrição da Pitágoras, Alessandra Menegario, reuniu algumas opções de dar água na boca. Confira!

Frutas no palito

Para deixar esse momento mais prazeroso para os pequenos, vale usar a criatividade na alimentação. Para instigá-los a se interessar pelas frutas, que tal convidá-los para montar espetinhos? Corte frutas diferentes no formato de bichinhos ou figuras, perfeitas para comer brincando!

Sanduíche de atum

É o tipo de receita que leva poucos ingredientes e pode ser preparada de última hora como lanche de férias para as crianças. Basta preparar um patê de atum e rechear o pão de sua preferência, seja francês ou de forma.

Para o patê, utilize uma lata de atum ao natural para duas colheres de sopa de creme de leite (é possível adicionar mais ou menos, de acordo com a preferência). Essa receita fica leve e saborosa. Uma dica é acrescentar legumes, como cenoura ralada e salsinha picada, para o lanche ficar mais nutritivo. Finalize o pão com meio tomatinho cereja espetado no palito.

Tapioca

A tapioca é feita a partir da mandioca, não possui gordura nem glúten e apresenta baixíssimo teor de sódio. Além disso, é possível recheá-la de diversas formas diferentes, incluindo recheios salgados (queijo, frango desfiado, carne moída, peito de peru).

Alessandra Menegario Nutricionista*Sobre Alessandra Menegario

Graduada em Nutrição pela Universidade de Ribeirão Preto (2004). Mestre (2008) e Doutora (2014) pelo departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara/SP, Área de concentração: Ciência dos Alimentos. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase nas áreas: Controle de Qualidade de produtos; Análise sensorial; Estudos de mercado com consumidores; Legislação e Rotulagem de alimentos. Atualmente (2017-atual) é Sócia Proprietária da All Feed Consultoria em Nutrição e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pitágora

Você sabe escolher seu chocolate?

Você sabe escolher seu chocolate?

Sim, ele pode estar na sua dieta e faz bem para sua saúde se for escolhido adequadamente

Quando o assunto é chocolate, nós sabemos que quanto maior o teor de cacau, melhor é para nossa saúde. Mas será que é só isso? De acordo com a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, não. Existem outros pontos que devem ser levados em consideração na hora de escolher o doce. O processo de produção do chocolate é muito importante para que ele tenha benefícios reais ao nosso organismo. Se você achar chocolates bean to bar, eles serão sua melhor escolha, se não, fique atento ao rótulo que deve conter a base: cacau, açúcar e manteiga de cacau, sem outros aditivos com nomes “estranhos”.

Quanto cacau?

O teor do cacau pode ser o ponto de partida, mas depois dele precisamos saber de mais algumas coisas. Por exemplo, um chocolate 70%, a princípio pode parecer saudável, mas se na sua lista de ingredientes estiver o polirricinoleato de poliglicerol – o que é muito comum – , o chocolate demora muito para ser metabolizada pelo nosso organismo e acaba interferindo diretamente na nossa saúde, ainda mais se consumido com frequência. Além disso, muitas marcas adicionam bicarbonato ao produto, o que deixa o chocolate alcalino e faz perder grande parte dos antioxidantes do cacau.

Como escolher chocolate

Outro ponto que você deve levar em consideração na hora da escolha é sobre a manteiga de cacau. É um ingrediente muito caro, por isso muitos chocolates têm gordura hidrogenada na composição e para deixar a textura adequada são adicionados outros compostos, que também não fazem bem para saúde. “Além de tudo isso que já foi citado, em muitos chocolates a gente encontra ainda produtos para realçar o sabor que, claro, interferem em toda a parte terapêutica do cacau”, esclarece a nutricionista.

E o chocolate ao leite? Se você é desse time, fique atento. Em termos de benefícios nutricionais do cacau, como melhora na saúde do coração, fonte antioxidante, melhora da memória, tristeza, e na produção da dopamina, você precisa de um cacau com alta eficiência, e é aí que o leite atrapalha, pois diminui o efeito terapêutico do cacau. E quanto aos demais ingredientes, tais como amêndoas, frutas secas etc.? Se eles estiverem presentes no rótulo está tudo bem. Segundo Aline, o importante é estar atento, como dito antes, a base do chocolate.

Sobre Aline Quissak

Aline Quissak é nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets. 

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Precisamos falar sobre o Bem-Estar Menstrual

Problemas relacionados à menstruação afetam uma proporção significativa da população no Brasil e no mundo, que são mulheres em idade reprodutiva, afetando seu bem-estar físico, psicológico e social.

No Brasil, uma estimativa:

  • Uma em cada cinco mulheres em idade reprodutiva sofre de forte sangramento menstrual;
  • Uma em cada 20 mulheres com idades entre 30-49 entra em contato com seu médico de família com forte hemorragia a cada ano;
  • Uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva sofre de endometriose que afeta quase 10 milhões de mulheres no Brasil – o mesmo número com diagnóstico de diabetes;
  • A endometriose custa à economia de saúde e assistência social cerca de R$ 8,2 bilhões / ano.
Bem Estar Menstrual

Há um sub-reconhecimento dos problemas que as mulheres com disfunção menstrual enfrentam, com muitas mulheres não percebendo que seus períodos não são “normais”, um resultado direto da falta de educação sobre a saúde menstrual. Esse sub-reconhecimento e os ‘tabus’ em torno do assunto significam que muitas mulheres estão comprometidas, pois não têm o poder de solicitar apoio para ajudá-las a frequentar a escola, faculdade ou trabalho por vários dias e meses por ano.

O impacto psicológico também é subestimado e uma pesquisa recente de mulheres com sangramento menstrual intenso descobriu que em 1000 pesquisadas:

  • 74% experimentaram ansiedade
  • 67% sofreram com depressão

Grupos diversos já estão liderando a campanhas da Pobreza Menstrual, para aumentar a conscientização sobre os problemas sociais que muitas mulheres encontram, incluindo o fardo financeiro de absorventes internos e externos, e pela Interação Saúde Mulher, temos como um dos desafios levar o tema bem-estar menstrual para escolas, melhorar o conhecimento e reduzir os tabus.

A Saúde da Mulher deve ser identificada como uma prioridade inclusive como política pública, trabalhando em estreita colaboração com as partes interessadas, incluindo o Grupo de Endometriose e outras doenças provindas do ciclo menstrual, o que incidirá sobre a saúde menstrual e o bem-estar.

Uma publicação recente sobre endometriose, menopausa pela Universidade de Tóquio, delineia claramente uma abordagem baseada em evidências para gerenciar essas preocupações, com a maioria delas sendo na atenção primária. Assim enfermeiras e médicos de atenção primária, precisam de recursos relevantes, para poderem identificar e apoiar neste processo de educação e prevenção.

Temos como propósito estar neste apoio principalmente para bem-estar menstrual das adolescentes e meninas em idade escolar, para conscientizar que não é normal ter dores, e além do apoio na educação pretendemos desenvolver um kit de ferramentas. Este recurso incluirá recomendações para o autogerenciamento da disfunção menstrual, para breve busca de apoio e informações na saúde da mulher,

com materiais de conhecimentos essenciais. Outros recursos educacionais que pretendemos produzir incluirão e-learning sobre endometriose, podcasts e recursos para apoiar no processo educativo, para o bem-estar menstrual, e facilitar o acesso a possíveis diagnósticos precoces.

Val Satiro**Val Sátiro Oliveira – Fundadora da Interação Saúde Mulher – Plataforma Digital para Educação Preventiva na Saúde Feminina –www.interacaosaudemulher.com.br

Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

Possibilidade de ter um infarto é maior no inverno, saiba como se cuidar

O clima mais frio do ano requer uma série de cuidados com a saúde. Por isso, o coração não deve ser deixado de lado. Especialista mostra como reduzir estes riscos.

O inverno chegou com tudo no Brasil. Basta observar a queda acentuada das temperaturas em grande parte do país nos últimos dias. E juntamente com o frio, uma série de cuidados devem ser tomados para evitar problemas à saúde. O coração também deve ser alvo destes cuidados. Basta observar que dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam que o número de infartos nesta época do ano pode aumentar em até 30%. As razões disso, explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano, “em temperaturas mais frias o corpo entra em vasoconstrição, reduzindo o calibre das nossas artérias e com isso pode ocorrer a elevação da pressão arterial”.

Infarto no inverno

Segundo o cardiologista, uma atenção especial deve ser dada para quem já possui doenças prévias do coração, e principalmente doença das coronárias. “A passagem de sangue pelos vasos já está sendo parcialmente bloqueada por placas de aterosclerose. No inverno essa condição pode piorar. Afinal, no frio, a constrição das artérias reduz mais ainda o fluxo sanguíneo pelo corpo e pela coronária, e o que pode ocorrer? Aumento do risco de Infarto”.

Outra questão a ser observada nesta época do ano é na má alimentação, orienta o cardiologista. “O corpo precisa de mais energia para manter a temperatura ideal, e por isso o organismo pede mais comida. O problema é que para suprir esta vontade a pessoa acaba ingerindo alimentos mais calóricos e gordurosos. Se por um lado a comida gordurosa parece ser uma fonte mais eficiente para fornecer energia, alimentar-se mal, pode acelerar ainda mais o processo de aterosclerose, entupindo as artérias do coração, e levando ao infarto”, acrescenta. E um grave problema também que precisa ser destacado é a redução de exercício físico: “as pessoas tendem a se exercitar ainda menos no frio, e sabemos que pessoas sedentárias estão mais propensas a terem doenças cardiovasculares. Além disso, o exercício provoca uma vasodilatação arterial, garantindo o fluxo adequado para os nossos órgãos”, explica.

Por fim, o mais importante de tudo, reforça Dr. Yano, é manter o acompanhamento clínico de forma periódica: “Mantendo a saúde em dia e controlando os fatores de risco, certamente futuras complicações serão evitadas. Diante de um cenário de pandemia, mantenha o equilíbrio emocional e siga sempre as orientações do seu médico. Assim poderá evitar que enfermidades, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, obesidade, ou até mesmo um infarto atrapalhem a sua vida”, completa.

Dr. Roberto YanoDr. Roberto Yano é Médico, Cardiologista, Especialista em Marca-passo (AMB).

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Live gratuita sobre infecção urinária em 29 de junho

Conversa no canal de YouTube contará com cinco médicos urologistas para debater a Infecção do Trato Urinário (ITU), que costuma se agravar durante o inverno

A São Pietro Saúde irá realizar uma live gratuita sobre infecção urinária. Com a chegada do inverno e dos dias mais frios, tradicionalmente há um aumento no número de casos desta infecção, atingindo especialmente a população feminina – mas também homens, crianças e idosos. Causas, sintomas e tratamento serão os principais aspectos debatidos por cinco médicos urologistas no canal de YouTube do Grupo São Pietro na terça-feira, dia 29 de junho, a partir das 19h30.

A Infecção do Trato Urinário (ITU) afeta de 50% a 80% das mulheres em algum momento da vida, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. No entanto, não é um problema apenas da população feminina, especialmente nos meses mais frios do ano. As pessoas tendem a ingerir menos líquido com a diminuição do calor, tendo como consequência menos vontade de urinar, prejudicando a limpeza do canal da uretra.

Live sobre infecção urinaria

“Existem diversas atitudes simples que as pessoas podem adotar no dia a dia para reduzir os riscos de uma infecção urinária. Beber água com frequência, por exemplo, tem grande relevância para a eliminação de resíduos prejudiciais na bexiga. A prevenção e o cuidado permanente com o corpo e o bem-estar são sempre o melhor caminho para uma vida saudável”, afirma o Dr. Felipe Rocha, médico da São Pietro Saúde com especialização em Cirurgia Geral e Urologia.

Durante a live da São Pietro Saúde, os médicos urologistas irão diferenciar as infecções urinárias mais prevalentes. Enquanto a pielonefrite acomete os rins, a cistite afeta a bexiga e a uretrite impacta a região da uretra. Saber detectar os sintomas mais recorrentes, diagnosticar e agir preventivamente são alguns dos pontos importantes para evitar que a ITU leve a quadros mais graves de saúde.

“A infecção urinária é um problema grave por ser uma patologia muito frequente a nossa comunidade, acometendo principalmente as mulheres, em uma proporção de 10 a 20 vezes maior que os homens”, alerta o Dr. Felipe Rocha. Ainda de acordo com o médico, “48% das mulheres apresentam pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, estando relacionada à atividade sexual, gestação e menopausa. Isto ocorre pois as mulheres possuem uma uretra curta, facilitando a contaminação da urina com bactérias intestinais que permanecem na região vaginal. Já as infecções urinárias em homens são mais frequentes após os 50 anos, devido a patologias prostáticas que propiciam o esvaziamento incompleto da bexiga após a micção”.

O Dr. Felipe Rocha também destaca que a infecção urinária pode surgir de diversos tipos de bactérias, inclusive hospitalares. A Escherichia Coli, por exemplo, é a bactéria mais frequente na infecção urinária e faz parte da flora intestinal normal. “Isto preocupa muitos os especialistas, pois estas bactérias podem apresentar resistência aos antibióticos mais simples, sendo necessária hospitalização para seu tratamento. Devemos estar atentos aos sintomas de infecção urinária, que são: aumento da frequência urinária, dor ao urinar, urina mal cheirosa, dor lombar que podem ser seguidos de febre e mal estar”, afirma o médico urologista.

A São Pietro Saúde é referência no atendimento de urologia no Sul do Brasil. Sua unidade de Uro & Oftalmo Center localizada no Hub da Saúde Max Plaza, em Canoas, traz um atendimento humanizado e tecnologia de ponta (com equipamentos e a chancela da Zeiss Reference Center). O Grupo São Pietro ainda mantém em Porto Alegre um corpo clínico especializado para o Pronto Atendimento Urológico, no Prime Day Hospital.

Debatedores da live São Pietro Saúde sobre Infecção Urinária:

  • Dr. Daniel Consul Ferreira: médico graduado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA. Possui especializações em cirurgia geral e urologia.
  • Dra. Karin Jaeger Anzolch: graduada pela PUCRS, com especializações em cirurgia e urologia. Realizou formação complementar em urologia no Canadá e, posteriormente, em urologia feminina e disfunções miccionais. É mestre e doutora em Ciências Cirúrgicas pela UFRGS.
  • Dr. Felipe Rocha: graduado em medicina pela PUCRS, com especialização em Cirurgia Geral e Urologia. Realizou diversas formações complementares no Canadá e nos Estados Unidos em cirurgia e urologia. Suas áreas de atuação incluem a uro-oncologia, cálculos renais, estenose de uretra e deficiência androgênica do envelhecimento masculino.
  • Dr. Marcus Vinicius da Silva Azenha: graduado em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, com especializações em Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica e Urologia Pediátrica. É pesquisador do Ambulatório de Anomalias da Diferenciação Sexual (PADS).
  • Mediação do debate: Dr. Luciano Zuffo, médico urologista, Diretor da São Pietro Saúde e presidente da Somédica – Associação Médica de Canoas.
Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Saúde bucal após a Covid-19: atenção aos cuidados necessários

Especialista explica que é necessário fazer a troca da escova dental após a doença e destaca a importância dos cuidados adequados

Em tempo de pandemia o cuidado com a higienização das mãos é primordial para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus. No entanto, é preciso estar atento também em relação à saúde bucal, que tem impactos em todo o corpo, já que a boca pode ser uma porta de entrada para bactérias e outros microrganismos. E um item muito importante na prevenção de cárie, tártaro, mau hálito e outras doenças é a escova dental.

A cirurgiã-dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Pitágoras de Uberlândia, Profa. Mirna Scalon Cordeiro, explica a importância da escovação dos dentes após as principais refeições. “Em nossa boca residem muitas bactérias, algumas estabelecendo relações harmônicas, mas outras que podem causar sérios problemas. O ato da escovação visa manter o equilíbrio bucal, para que essas bactérias não causem doenças dentárias ou periodontais”, detalha.

A especialista reforça que os problemas bucais podem ter repercussão para o corpo como um todo, levando a algumas situações extremas como até infecções generalizadas. “Por isso é importante manter a boca sempre saudável”, destaca a profa. Mirna Cordeiro.

Cuidados com a saúde bucal pós covid-19

Outro ponto de atenção é com a troca da escova dental. Uma dúvida muito comum é se quem teve Covid-19 precisa trocar a escova. A professora conta que a troca da escova de dentes deve acontecer sempre que se adoece, independentemente de ser Covid-19 ou outra doença. “A escova dental tem contato direto com a boca, que está repleta de bactérias, vírus e outros microrganismos. Por isso, todas as vezes que o paciente tem doenças, tais como as respiratórias, precisa fazer a troca da escova logo após a remissão dos sintomas, o que não é diferente no caso da Covid-19”, enfatiza.

A cirurgiã-dentista ressalta que o período da troca da escova dental não deve ultrapassar os três meses, mesmo se a pessoa não ficou doente. “A troca da escova dental deve acontecer a cada três meses, desde que ela seja guardada de forma correta, ou seja, em um recipiente com tampa. Outra forma de perceber que está na hora de trocar é quando a escova começar a ficar com as cerdas deformadas. Neste caso, ela não higieniza os dentes de forma correta”, pontua.

Para manter a boca saudável, a profa. Mirna Cordeiro destaca outros pontos além da escovação, como usar fio dental, ter uma boa alimentação e, visitar regularmente o cirurgião-dentista, semestralmente.

Sobre a profissional

*Mirna Cordeiro Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Uberaba (2002). Mestrado em Clínica Odontológica pela Universidade Federal de Uberlândia (2010) e Doutorado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professora e coordenadora do curso de graduação em Odontologia da Faculdade Pitágoras – em Uberlândia-MG. É radiologista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) e responsável técnica na IDOC Radiologia Odontológica em Uberlândia-MG. Atua em diversos cursos de pós-graduação em Uberlândia e região.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

Psicóloga Ingrid Cancela dá o passo a passo para ter mais sucesso na vida profissional e pessoal

Inteligência Emocional nada mais é do que a habilidade em conseguir perceber, interpretar e gerir emoções, ponto fundamental para todos atualmente. Afinal, o mundo passa por transformações drásticas diariamente e conseguir administrar nossos sentimentos e ações diante de imprevistos e problemas é o passo zero para alcançar o sucesso pessoal, profissional e, consequentemente, manter a saúde psicológica e física em dia. Com objetivo de aprimorar o desenvolvimento desta habilidade, Ingrid Cancela, psicóloga da TopMed, empresa especializada em saúde, separou cinco dicas práticas para desenvolver inteligência emocional. Confira:

1- Praticar o autoconhecimento

“Ao longo da nossa jornada, adquirimos um olhar de quem deveríamos ser e não quem de fato somos, evitando ter contato com nossas emoções Como consequência, acabamos nos cobrando excessivamente e com isso, adoecemos. É necessário trabalhar a aceitação de quem somos de fato e como nos sentimos em determinadas situações para que, dessa forma, possamos identificar como iremos lidar com tudo à nossa volta de uma forma que funcione para nós e para os outros, também”, explica a profissional.

2- Reconheça seus limites, acertos e falhas

Sim, temos limites, falhas e acertos também. É fundamental identificar estes pontos e respeitá-los. Para Ingrid Cancela, dizer não para si mesmo e para os outros, em alguns momentos, contribui para a qualidade de vida. Também é importante identificar os acertos e as falhas pode influenciar na forma como o indivíduo irá lidar com as situações futuras.

5 dicas para desenvolver inteligência emocional

3- Busque uma comunicação clara com você e com o outro

“Quando desenvolvemos uma comunicação com nós mesmos onde identificamos como estamos nos sentimos, respeitamos os nossos próprios limites, focamos em quem de fato somos, também precisamos desenvolver essa mesma comunicação clara com os outros, não só trazendo como de fato nos sentimos em relação ao que foi dito ou feito, mas também em como estabelecer os limites ao outro, e dessa forma, podemos nos permitir gerar relacionamentos mais saudáveis”, aponta.

4- Pratique empatia

Se colocar no lugar do outro contribui não só para não levar tudo para o lado pessoal, mas também deixar de manter o foco apenas em si mesmo o tempo todo. Isso contribui com o desenvolvimento do comportamento de coletividade. Esse movimento fará com que o indivíduo identifique e ajude ao próximo. Gerando atitudes mais tolerantes e compreensivas. Além de trabalhar a paciência e a generosidade em si e com os outros.

5- Trabalhe o controle das emoções

Para desenvolver o controle das emoções é necessário primeiramente entender que os pensamentos não são fatos, mas sim ideias. Por isso, é legítimo questioná-los e avaliar se tais pensamentos são reais ou não e qual a probabilidade de eles acontecerem. Isso ajudará a ter uma visão realista de nós mesmos, dos outros e do futuro. “Acredito que tudo começa na forma como lidamos com os nossos pensamentos, pois eles irão influenciar em nossas emoções e comportamentos. Compreender o que de fato temos controle e não investir naquilo que não nos cabe controlar. Não supervalorizar situações negativas, mas aprender a lidar com elas, é extremamente importante. Pois situações negativas fazem parte do desenvolvimento humano.  Manter o foco no presente é o desafio”, conclui Ingrid Cancela.

Ingrid Cancela, psicólogaSobre a Ingrid Cancela:

Formada pela Universidade da Amazônia há mais de seis anos. Com vasta experiência na área, atualmente, dedica-se ao atendimento a distância no propósito de promover o autoconhecimento por meio de reflexões que estimulem o autocuidado. Sua trajetória profissional conta com apoio a adolescentes, adultos e idosos, assim como atendimento familiar e individual. Além disso, ela também trabalhou com vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, negligências e maus tratos, situação de risco.

Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Movimento Divabética promove Exposição Mulheres & Diabetes

Exposição tem o objetivo de conscientizar e inspirar mulheres com diabetes a se cuidarem no mês da Luta pela Saúde da Mulher e da Mortalidade Materna 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 199 milhões de mulheres (8%) vivem com diabetes no mundo, e 8,5 milhões, ou seja, 7,8% das mulheres brasileiras, de acordo com a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2020 pelo Ministério da Saúde.

Outro estudo publicado pela OMS mostra que as doenças cardiovasculares acometem mais de 23 mil mulheres por dia no mundo. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte*. Sendo que, pessoas com diabetes tipo 2 possuem o risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver doença cardiovascular.**

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde estima que um em cada seis nascimentos ocorra em mulheres com alguma forma de hiperglicemia durante a gestação. *** Sem planejamento preconcepção, o diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 resultam em uma mortalidade e morbidade materna e infantil significativamente maiores.

No mês em que são comemoradas a Redução da Mortalidade Materna e a Luta pela Saúde da Mulher, datas que integram o 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), o Movimento Divabética, criado com o objetivo de conscientizar e elevar o autocuidado e autoestima de pessoas com diabetes, realizará a uma Exposição de fotos Mulheres & Diabetes na Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino, em São Paulo, a partir do dia 05 de maio.

Movimento Divabética

Fabiana Couto, Fundadora do Movimento Divabética, empresária e psicanalista, que convive com o diabetes desde os 13 anos de idade, diz ”A iniciativa tem o intuito de sensibilizar a população brasileira trazendo histórias reais e exemplos de superação de mulheres com diabetes, bem como educar e conscientizar sobre os riscos da doença quando mal controlada, promovendo maior qualidade de vida”. 

Para isso, a Exposição terá fotos e depoimentos produzidos em um ensaio fotográfico que aconteceu ano passado antes da pandemia iniciar, e reunirá as histórias de 13 mulheres com a condição que superaram os desafios da doença. A Campanha Mulheres & Diabetes incluirá uma exposição no formato online e que poderá ser encontrado no site https://mulheresediabetes.com.br/, para alcançar o público nesse momento de isolamento social. Este também terá informações sobre o autocuidado, que ajudarão a controlar melhor o diabetes.

 

Entre as histórias que serão relatadas na exposição está a de Dra. Karla Melo, Doutora em Endocrinologia, coordenadora do Departamento de Saúde Pública e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes e com diabetes tipo 1 desde a infância, “a saúde feminina precisa de um cuidado especial devido às particularidades de cada período específico da vida da mulher como: adolescência, fase fértil e fases do ciclo menstrual, gestação e pós-menopausa. Estas fases têm características hormonais, que impactam no controle glicêmico de maneira diferente. Entender a ação da medicação no seu organismo em cada uma dessas fases é fundamental para uma qualidade de vida melhor e para um bom controle do diabetes.”

Outra história é de Kath Paloma, pedagoga, 34 anos, que tem diabetes tipo 1 há 14, antes de ter seu filho Davi, teve uma primeira gestação interrompida “Nunca tinha sonhado em ser mãe e engravidei sem planejamento. Estava com a glicemia alta já há alguns meses e acabei tendo um aborto. Após o que aconteceu, gostei da experiência de engravidar e decidi tentar novamente com todo o planejamento. Em poucos meses engravidei, porém mesmo tendo todo o cuidado e uma equipe multidisciplinar, tive pré-eclâmpsia, e o Davi nasceu maior do que deveria, e teve cardiopatia. Mesmo com todos estes desafios da gravidez com diabetes, consegui, com informação e apoio, contornar todos eles. Valeu muito a pena ser mãe do Davi e somos uma família muito feliz”.    

“O objetivo da exposição, além de levar conscientização e a educação às pessoas, é também romper com qualquer tipo de estigma ainda relacionado ao diabetes. Por meio da exposição, queremos que as pessoas se amem e aceitem a condição, e percebam que o diabetes bem cuidado não limita, e pode promover uma qualidade de vida ainda maior. Queremos que todas as mulheres se empoderem para seu autocuidado e, sejam saudáveis e felizes com a condição”, explica Fabiana Couto.

As iniciativas têm o apoio do Metrô de São Paulo e das empresas Medtronic e Novo Nordisk.

Exposição de Fotos:

Período: Até 6 de junho 2021

Local: Online Website www.mulheresediabetes.com.br, Físico: Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino

Endereço: R. Melo Freire – Tatuapé, São Paulo

 

Sobre o Movimento Divabética

O Movimento Divabética foi criado em 2017, com o objetivo de reforçar a autoestima e autoconfiança de pessoas com diabetes, apoiando-as e empoderando-as para que conquistem mais aceitação da condição e autocuidado, evitando complicações e vivendo uma vida mais plena e feliz.